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A Economia Digital em Portugal 2016

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a economia em portugal 2016 digital 4.8 Insfraestruturas e Transportes 92 EVOLUÇÃO DO TRANSPORTE DE MERCADORIAS EM PORTUGAL DE 2012 A 2014 EVOLUÇÃO DO TRANSPORTE DE PASSAGEIROS EM PORTUGAL DE 2012 A 2014 0 50 100 150 200 0 150 300 450 600 Maritímo- -portuário 68 78 81 Aéreo 31 33 36 10 Ferroviário pesado 132 126 128 Ferroviário 9 10 Ferroviário ligeiro 209 192 202 Rodoviário 148 147 146 Rodoviário 587 546 476 (Unidade: milhões de toneladas). 2012 2013 2014 (Unidade: milhões de pessoas). Verifica-se a tendência para consolidar uma visão cada vez mais integrada e transversal da mobilidade ao nível dos operadores de transporte, através da criação de serviços integrados móveis. Em algumas situações uma única app oferece serviços end-to-end ao cliente, agregando o planeamento, reserva e pagamento de viagens de forma transversal aos diferentes meios de transporte. Esta evolução já se encontra em implementação na cidade de Londres, onde a empresa Transport for London (TFL) transformou a forma de se relacionar com os clientes através da partilha de informação em tempo real, bem como na implementação de iniciativas para melhoria do serviço prestado através das plataformas móveis. A TFL disponibilizou ao público todos os dados de transporte (Open Data) num formato uniforme para os diferentes serviços de transporte, tendo sido já desenvolvidas mais de 500 apps até ao momento. Automação da condução e conexão entre veículos Prevê-se que em 2020 a maioria dos veículos estejam ligados uns aos outros e à infraestrutura em torno deles, melhorando o fluxo do tráfego e a segurança rodoviária, a partir da recolha de informações em tempo real. A gestão preditiva do tráfego permitirá escolher de forma dinâmica entre o menor custo de transporte e a rota mais rápida. De igual modo, os fabricantes de automóveis lançarão a primeira tecnologia driverless que visa tornar os veículos mais seguros e eficientes em termos energéticos. Empresas como a Google ou a Tesla já se encontram em fase de testes, mas o lançamento dos veículos no mercado está dependente da alteração da legislação para endereçar esta nova realidade. Gestão mais eficiente das infraestruturas Manutenção Preditiva – Colocação de sensores nas infraestruturas para a monitorização em tempo real de dados de tráfego e do estado da infraestrutura (Data Monitoring), detetando de forma proativa necessidades de intervenção.

93 a economia digital Sensorização – Instalação de dispositivos eletrónicos para a recolha de dados em tempo real para aferir o estado da infraestrutura (ex.: temperatura, desgaste, emissões de gases), garantindo uma gestão mais eficiente da rede, bem como a aplicação de políticas de diferenciação de preços com base nos níveis registados para cada indicador. Controlo de Tráfego – Utilização de contadores de tráfego e sua disponibilização para o público em geral (Open Data) permitindo a comunicação em tempo real das condições de tráfego, possibilitando que os condutores alterem o seu percurso de forma dinâmica em função do volume registado. Implementação de novos sistemas de controlo e operação A nova geração de sistemas para controlo e operação de infraestruturas e transportes visa dotar as atuais infraestruturas de capacidades adicionais para um serviço eficiente e altamente disponível, bem como definir standards na criação de novas infraestruturas e meios de transporte. Interoperabilidade de Sistemas – A introdução de novos sistemas obriga a definir standards para a interoperabilidade entre sistemas, quer se tratem de plataformas logísticas integradas com acesso a estruturas de transporte intermodal e a serviços partilhados, quer sejam sistemas de comando e controlo de tráfego rodoviário ou ferroviário. No contexto ferroviário, a introdução da norma European Train Control System, já adotada por vários operadores europeus, tornou-se uma exigência legal nas especificações técnicas de interoperabilidade dos sistemas. Telecomunicações – Assumem cada vez mais relevo na estratégia dos operadores e dos gestores de infraestruturas, capazes de reduzir custos e melhorar a eficácia operacional dos sistemas de transporte, a segurança e a experiência do passageiro. O advento da próxima geração de sistemas de comunicação wireless para transportes será alavancado pela necessidade dos novos serviços que exigem cada vez maior largura de banda. Segurança – As tecnologias de Internet of Things, a transmissão de informação na cloud e na internet, requerem sistemas e software mais robustos e proativos em caso de ataques cibernéticos. A reengenharia de processos nos sistemas existentes e a introdução de novas arquiteturas estão na agenda dos players do setor. A segurança na era da transformação digital será end-to-end com a monitorização contínua de componentes mais vulneráveis, dotando-os de mecanismos de segurança para monitorizar, identificar e corrigir qualquer ameaça. Materialização em Portugal Em Portugal é possível identificar diversos exemplos de implementação de novas soluções pelos players do setor, em linha com as tendências identificadas: Maior relação de proximidade com o utilizador Existe uma tendência para a criação de plataformas de interação direta com o utilizador, bem como o desenvolvimento de aplicações móveis, partilhando com os clientes informação em tempo real sobre o tráfego existente, ou as melhores opções para o planeamento da viagem, destacando-se os casos da ANA, BRISA, TAP, Infraestruturas de Portugal ou Transportes de Lisboa. Novos modelos de negócio e novas soluções de bilhética Surgimento de novos modelos de O setor dos transportes, outrora fechado e de gestão essencialmente pública, abriu as portas a privatizações e à desregulamentação, dando origem à entrada de novas empresas e modelos de negócios ambiciosos em portugal 2016 4.8 Insfraestruturas e Transportes

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