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A Economia Digital em Portugal 2016

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4.4.2 Seguros 1

4.4.2 Seguros 1 Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), Atividade Seguradora – Prémios de Seguro Direto em 2015, janeiro 2016 2 Fonte: Pordata (última atualização realizada a 17 de março de 2016) 3 Fonte: Associação Portuguesas de Seguradores, Seguros em Portugal – Panorama do Mercado Segurador 14/15, setembro 2015 Indicadores em Portugal No ano de 2015 o volume de produção de seguro direto em Portugal foi superior a 12,6 mil milhões de euros 1 , refletindo uma baixa de 11,4% face ao valor verificado em 2014. O setor foi pressionado pelo ramo vida, que apresentou um decréscimo de 17,0% (saliente-se a diminuição de 22,7% nos planos de poupança reforma, os quais, em 2015, tiveram um peso relativo de 22% no ramo vida). O ramo não vida, pelo contrário, apresentou um crescimento de 3,7% (destacando-se pela positiva a contribuição do ramo acidentes e doenças com um aumento de 7,1%). Por via do crescimento estimado de 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em Portugal em 2015 2 e do já mencionado decréscimo do volume de produção de seguro direto do setor em Portugal, os seguros viram reduzido o seu peso relativo no PIB em 1,1 p.p. (de 8,2% para 7,1%). No ano anterior o setor contava com 79 companhias de seguros a operar em Portugal, com um total de 11.168 empregados e 24.207 mediadores 3 . Nos anos de 2014 e 2015 houve grandes mudanças no setor segurador com alterações significativas em três grandes seguradoras. Em 2014, com a venda da Fidelidade, Multicare e Cares, a empresa de capitais chineses Fosun passou a ser o maior operador de seguros em Portugal, tendo o Estado, através da Caixa Geral de Depósitos, reduzido a sua participação nestas companhias para 15%. No início de 2015 o Novo Banco concluiu a venda da Companhia de Seguros Tranquilidade ao fundo de investimentos Apollo Management após acordo de intenções, assinado em setembro 2014. O ano de 2015 fica ainda marcado pelo anúncio da aquisição, por parte grupo do belga Ageas, de 100% do negócio da Axa Portugal.

67 em portugal 2016 4.4.2 Seguros a economia digital Alterações Climáticas As alterações climáticas têm sido uma constante, pelo que o impacto nos custos e, consequentemente, na rentabilidade das seguradoras, pode ser muito elevado. A proliferação de dispositivos e sensores ligados à IoT (Internet of Things) é considerável e com tendência a crescer, pelo que as seguradoras deverão tirar partido da ocorrência desta transformação digital para captura e análise de dados, aumentar o nível de serviço a cliente, modelar riscos, combater a fraude e prevenir pedidos de indemnização. Terrorismo Nos últimos 15 anos o número de ataques terroristas tem aumentado significativamente. Daqui advém, por um lado, enormes dificuldades por parte das seguradoras em calcular o risco (com impacto direto no valor cobrado ao consumidor) e, por outro, potenciais custos significativos para as seguradoras (com o respetivo impacto na sua rentabilidade). Regulamentação O aumento das regulamentações por parte da União Europeia (UE) implicou um incremento dos custos com impacto nas estratégias de distribuição, particularmente para os produtos de investimento das seguradoras. Esta situação tem reflexo inevitável na informação fornecida aos consumidores e no balanceamento com a experiência que os mesmos têm com a organização.

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