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A Economia Digital em Portugal 2016

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4.4.1 Banca Nos últimos

4.4.1 Banca Nos últimos anos a banca tem sofrido turbulências conjunturais e estruturais que a colocaram no epicentro da economia e da decisão política. Uma situação que não deriva apenas da dívida soberana, mas também de ciclos económicos negativos e consequente quebra de confiança no sistema. Com um mercado saturado, margens financeiras reduzidas, estruturas de custos desequilibradas, diminuição das barreiras à entrada de concorrentes e por fim a concentração de bancos causada por falências, fusões e aquisições, a banca está perante um desafio de sobrevivência e de mudança de paradigma. A transformação digital é um dos meios, senão o meio, para recuperar através das oportunidades de digitalização de processos e consequente redução de custos e também pela potencial entrada de novos players, sobretudo Fintechs e GAFA (Google, Apple, Facebook e Amazon). 1 APB - Overview do Sistema Bancário Português, Novembro 2015 2 Banco de Portugal e da Rede Multibanco – Relatório Sistemas de Pagamento, 2015 Indicadores globais Os ativos registaram no final de 2015 um valor de 414,1 mil milhões, menos 3,5% face ao ano transato 1 , diminuição que ocorre desde o Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF). A proporção dos ativos totais face ao PIB foi de 217% em 2014, valor que tem vindo a diminuir desde 2014. Dados da Associação Portuguesa de Bancos indicavam, em dezembro de 2015, que o nosso país registava 159 instituições de crédito, das quais 67 são bancos, 88 caixas de crédito agrícola mútuo e quatro caixas económicas. O número de balcões decresceu, desde 2013, cerca de 15%. Em 2015 registavam-se 4.918 balcões. Também nesse ano os sistemas de pagamento registaram cerca 12.400 ATMs 2 , (menos 2,1% do que em 2014) e cerca de 282.7000 POS (mais 6,2% do que em 2014), um crescimento fruto do

61 a economia digital em portugal 2016 4.4.1 Banca aumento do número de pagamentos com cartões. Digital Os canais digitais têm assumido papel crescente no contacto e transação com a banca online mas ainda aquém da média europeia. No estudo do Eurostat 3 , 41% dos utilizadores portugueses de internet utilizaram-na para aceder ao seu banco, contra 57% da média europeia, número que não difere muito da penetração da banca online que regista, segundo a Marktest, o valor de 35,4%. O canal móvel (mobile) tem crescido de forma sustentada desde 2014 e assumido um papel de relevo nos processos de digitalização das interações e transações dos clientes da banca. No final do ano passado, 25% 4 dos utilizadores de internet banking utilizaram o serviço de mobile banking através de apps. Em termos mundiais, os bancos apontam o mobile como a principal tecnologia disruptiva 5 . Confiança Apesar de o sistema bancário já ter sido um dos setores com maior prestígio e confiança junto dos consumidores, crises sucessivas acabaram por minar a sua reputação. Ao mesmo tempo verifica-se que a iliteracia digital, assim como a desconfiança sobre a confidencialidade e segurança das plataformas digitais, têm limitado o crescimento potencial dos canais digitais. 3 Eurostat. Community survey on ICT usage in Households and by Individuals , 2015 4 Marktest, Basef Banca – Internet Banking 5 Efma and Infosys “ Innovation in Retail Banking – Industry Disruption, 2015”

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