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A Economia Digital em Portugal 2016

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a economia

a economia em portugal 2016 digital 3. Plataformas Digitais 36 As subscrições de LTE alcançaram o primeiro bilião durante 2015 e está previsto que chegue a um total de 4,3 mil milhões de assinantes até ao final de 2021. Continuação das alterações de consumo e do consumidor: Consumo já não é a simples troca, desproporcional, da era industrial. O consumidor na sociedade em rede é mais complexo, envolvido e versátil do que nunca. Hoje precisamos de uma compreensão matizada do consumidor – alguém que consome produtos e serviços, enquanto se comporta e contribui de novas maneiras. Na sociedade conectada, vemos o consumidor a assumir novos papéis como utilizador, co-criador, facilitador, produtor e ativista. As empresas e marcas devem aprender como interagir com este novo agente. Também elas conduzirão uma maior mudança no mercado. Para qualquer empresa esta tornarse-á uma questão estratégica 2 . Aumento da proliferação de soluções OTT (Meo Go, NPlay, TVI Player, Netflix, etc.): A oferta de TV e de media tradicional, com canais lineares como o principal produto e todos os outros recursos complementares, tem sido desafiada pelos consumidores. Atualmente, os consumidores pretendem um mundo de entretenimento à distância de um click. As ofertas devem incluir uma gama de serviços de valor agregado, tais como canais lineares, catch-up TV e VOD. Uma percentagem significativa de consumidores – 46% – mostra grande interesse num serviço que oferece uma experiência integrada, juntamente com a capacidade de exibir conteúdo em qualquer dispositivo. O surgimento de consumidores exigentes coloca novos desafios e expectativas na TV e na experiência de media. Há três áreas específicas que influenciam a experiência de serviço do consumidor: conteúdo rico e interessante; flexibilidade e uma experiência em geral de alta qualidade. Os consumidores também desejam um pacote de TV/Vídeo com dados móveis ilimitados, o que lhes permite assistir a conteúdo em movimento, sem o risco de ficarem sem dados 3 . Aumento da partilha de vídeo no Móvel e seamless entre ecrãs 1 : O tráfego de dados deverá aumentar a uma taxa de crescimento anual (CAGR) de cerca de 45%. Este crescimento é devido tanto ao aumento do número de subscrições de smartphones, em particular para smartphones LTE, como ao crescimento do consumo de dados por subscritor. Assim, prevê-se um aumento de dez vezes no tráfego total de todos os dispositivos até ao final de 2021 e um aumento de doze vezes mais no tráfego de smartphones. Existem grandes diferenças nos padrões de consumo de dados dos assinantes entre redes. É expectável que fatores como planos de dados, capacidades do dispositivo de consumidor e performance de rede impactem o consumo de dados por assinante. O vídeo terá um papel de maior relevância no aumento de tráfego, sendo expectável que cresça anualmente cerca de 55% até 2021. Todas as outras categorias de aplicativos também devem crescer, mas a sua participação relativa do tráfego diminuirá à medida que o crescimento na categoria de vídeo for mais forte. Independentemente do tipo de dispositivo, o vídeo é o que irá contribuir com a maior fatia para os volumes de tráfego (40-55 %). Proliferação do IoT e do everything connected 1 : Os telefones móveis continuam a ser a maior categoria de dispositivos conectados, mas em 2018 é expectável que sejam ultrapassados pela Internet das Coisas, (automóveis ligados, por exemplo, máquinas, medidores de serviços públicos, medição remota e eletrónica de consumo). Estima-se que os dispositivos da Internet das Coisas terão um crescimento CAGR de 23% entre 2015-2021, impulsionados por novos casos de uso.

37 a economia digital No total, cerca de 28 mil milhões de dispositivos conectados estão previstos até 2021, dos quais cerca de 16 mil milhões encontram-se relacionados com a Internet das Coisas. No final de 2015 existiam cerca de 400 milhões de dispositivos da Internet das Coisas com subscrições celulares. A IoT, baseada na rede celular, é expectável que represente um crescimento elevado entre diferentes categorias de dispositivos conectados, alcançando 1,5 mil milhões em 2021. O crescimento está relacionado com o foco da indústria neste tema e com a standartização do 3GPP das tecnologias celulares da Internet das Coisas. As conexões celulares beneficiarão das melhorias no aprovisionamento, na gestão dos dispositivos, na oferta de serviços e na segurança. Conclusões O contínuo reforço das infraestruturas, bem como a natural renovação dos equipamentos pelos consumidores e empresas, irão sem dúvida transformar o panorama que hoje conhecemos – de uma relação participativa para preditiva, e sem dúvida de total simbiose. Estaremos pois, daqui a poucos anos, na Web 3.0. Uma etapa falta, porém, mas que está para breve – o fornecimento de dados móveis que despreocupem os consumidores particulares relativamente ao tráfego, que fará cair por fim a necessidade dos mesmos em atuar no ligar/desligar da rede; estaremos numa realidade de presença contínua, natural, onde não sentiremos mais a ‘presença’ (ou melhor, a falta) da rede, simplesmente usufruindo dela de forma fluida. A generalização de smartphones na população fará com que estes se tornem o principal meio de acesso e simultaneamente o de maior consumo, também por via do vídeo, que ocupará cada vez mais atenção, sobretudo pelo desagrilhoar da barreira do tráfego móvel. A televisão não será sinónimo de televisor, e esta estará incrivelmente disseminada (sobretudo nas gerações mais novas) nos ecrãs dos smartphones. A IoT deixará de ser uma novidade e passará a ser o novo normal, quer na vida pessoal (do smartphone – ao relógio – à casa – ao carro – ao ...) quer na vida profissional (do tablet – à encomenda – ao transporte – ao clima e alteração de rota – ao...). A infraestrutura em Portugal e as nossas condições únicas, que têm permitido ao país permanecer na frente da tecnologia, só encontrará freio natural na economia, mas sobretudo nas alterações de hábitos. Esses são os que mais tempo carecem para girar no ciclo de várias gerações e, por fim, podermos afirmar com a certeza de que “sim, o mundo mudou”. Atualmente, sabemos todos que estamos no vórtex dessa mudança e sabemos também que os aceleradores atuais (redes, devices e soluções de conteúdos e serviços) só farão disparar a velocidade da mudança. Até porque vamos agora empurrados por gerações que já não resistem e ainda estimulam uma mais rápida adoção de soluções interconectadas.• 2 Ericsson Report Disruption of the consumption logic - 2016 3 Ericsson ConsumerLab TV & Media Report 2015 em portugal 2016 3. Plataformas Digitais

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