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A Economia Digital em Portugal 2016

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a economia

a economia em portugal 2016 digital 2. Qualificações Digitais 24 TEM A ESCASSEZ DE TALENTO TIDO IMPACTO NEGATIVO NO SEU NEGÓCIO? 72% 28% EM CASO AFIRMATIVO, QUAL FOI O IMPACTO? Investimento adicional em aquisição de talentos 53% Continuidade e sucessão de liderança ameaçados 45% Negócios existentes interrompidos Aumento das despesas de terceirização de talentos 40% 42% Crescimento limitado dos negócios 34% Adiamento de lançamento de novos produtos e/ou serviços 22% Mudança na estratégia de negócios 11% Atividades de Investigação e Desenvolvimento Limitado 9% Fecho de operações das empresas noutros locais Outras 3% 3% GAP GLOBAL DE TALENTOS 2 Randstad Workmonitor é um estudo independente que inclui 34 países, realizado online a pessoas entre os 18-65,que estejam a trabalhar no mínimo 24 horas por semana num trabalho pago. A amostra incluiu no mínimo 400 entrevistas. Os dados aqui apresentados foram recolhidos entre outubro e novembro de 2015 nos seguintes países: Argentina, República Checa, Itália, Singapura, Austrália, Dinamarca, Japão, Eslováquia, Áustria, França, Luxemburgo, Espanha, Bélgica, Alemanha, Malásia, Suécia, Brasil, Grécia, México, Suíça, Canadá, Hong Kong, Nova Zelândia, Holanda, Chile, Hungria, Noruega, Turquia, China, Índia, Polónia, Reino Unido, Portugal e EUA. Fonte: Os códigos de cores com base nas taxas de crescimento anual de oferta e procura de talentos em 2020 e 2030 . Baseado em WEF Global Talent Risk Report previsões que apontam para um gap de talento a nível mundial. Mas quais os talentos que as empresas procuram? Os perfis CTEM (Ciências, Tenologia, Engenharia e Matemática) são, de acordo com o Randstad Workmonitor, 2 aqueles que apresentam maior crescimento quanto à procura, estando Portugal acima da média global de 42%, atingindo os 57%. De acordo com o mesmo Tendência do Gap de Talentos Nenhum ou baixo Médio Forte estudo 71% dos inquiridos considera que os estudantes deveriam estar focados nestas áreas de competência (em Portugal as respostas sobem para os 84%). Mais de dois terços concordam ainda que as empresas devem investir no desenvolvimento das competências digitais dos seus colaboradores, demonstrando que são estas as mais críticas e as que as organizações procuram tanto nos novos talentos, como

25 a economia digital na retenção das suas pessoas. Também o BCSD, Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, elaborou um estudo 3 em Portugal para identificar quais as competências mais críticas e mais escassas para as empresas até 2020. Apesar do vasto horizonte temporal, esta análise reconheceu as seguintes áreas como as mais críticas: ESPECIALIZAÇÃO TECNOLÓGICA Operações e Logística (Supply Chain) Automação CIÊNCIAS ECONÓMICAS Comercial, Marketing e Comunicação de pedidos de recrutamento este ano. Na área de Tecnologias de Informação, ainda que se mantenham as necessidades em perfis de suporte a sistemas e bases de dados, os perfis de desenvolvimento continuam a ser os mais procurados, especialmente quando relacionados com tecnologias ligadas a Business Intelligence e Big Data. Os intervalos salariais, ainda que mantendo uma relação diretamente proporcional ao tempo de experiência, continuam a ser dos mais elevados quando comparados a outros setores, especialmente quando se trata de perfis em início de carreira, demonstrando claramente a necessidade de atrair e de reter estes perfis. 3 Adequar Perfis de Competências entre Empresas e Formação Escolar - relatório no âmbito das reflexões conduzidas pelos líderes do BCSD, tendo em conta o horizonte temporal de 2020. Foi conduzido em 2015 um questionário às empresas associadas, tendo respondido 47 delas, que representam 3,3% do PIB português e que têm cerca de 240 mil colaboradores diretos. em portugal 2016 2. Qualificações Digitais ENGENHARIAS Engenharia de Materiais e Mecânica Engenharia Tecnológica Quanto à escassez de competências, as qualificações digitais ocupam um lugar de destaque: ENGENHARIAS Engenharia Tecnológica CIÊNCIAS ECONÓMICAS Comercial, Marketing e Comunicação Gestão e economia ESPECIALIZAÇÃO TECNOLÓGICA Operações e Logística (Supply Chain) Automação O estudo identificou que em 2016 a engenharia informática seria uma das áreas mais valorizada pelas empresas, representando cerca de 1/3 das contratações. Num horizonte temporal mais vasto, a tendência é de crescimento. Esta previsão confirma-se em termos Identificação do gap Ao identificarmos o gap existente entre a oferta e a procura de talento, não podemos deixar de falar sobre a tendência para a rápida desindustrialização e polarização do emprego nos países da OCDE 4 . Este estudo revela que a polarização está a crescer à medida que o número de trabalhos com salários muito altos e baixos cresce em detrimento do salário médio, que está a diminuir. Uma razão crítica para esta tendência é o efeito da automatização, da robotização e do outsourcing de muitos empregos. A necessidade de perfis CTEM (Ciências, Tenologia, Engenharia e Matemática) vai ainda aumentar mais essa polarização. À medida que forem criados mais empregos altamente qualificados para suportar os produtos digitais e a tecnologia, vai acontecer um aumento proporcional de emprego com baixas qualificações. Na verdade, os investigadores revelam que para cada trabalho altamente qualificado que é criado, são gerados entre 2.5 a 4.4 trabalhos adicionais. Como responder a esta tendência? Como diminuir o gap? Antes de identificar as medidas, vale a pena elencar o que mudou no mundo do trabalho e os fatores a ter em conta antes 4 Esta é uma das conclusões do relatório "Flexibility@work 2016 – o futuro do trabalho na era digital: evidências dos países da OCDE", elaborado pela Randstad em conjunto com a Universidade de Utrecht e a Universidade de Leuven

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