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A Economia Digital em Portugal 2016

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a economia

a economia em portugal 2016 digital 7. Empreendedorismo Digital 138 de de criação de ofertas conjuntas que desenvolvam o seu negócio de forma consistente. Com um papel bem definido no ecossistema no que se refere a "business development", é fundamental a articulação das grandes empresas com os restantes intervenientes (incubadores, aceleradores, investidores, núcleos de R&D, decisores), de forma a criar deal flow de startups adequadas às necessidades sentidas pela organização e a potenciar a escolha certa. Alto NÍVEL DE RISCO ASSUMIDO PELO INVESTIDOR Baixo FUNDADOR, AMIGOS E FAMÍLIA Semente (Seed) BUSINESS ANGELS Arranque (Startup) CAPITAL DE RISCO Início de Crescimento FUNDOS DE INVESTIMENTO BANCA COMERCIAL BOLSA DE VALORES ESTÁDIO DE DESENVOLVIMENTO DA EMPRESA Fonte: Mark van Osnabrugge, Universidade de Oxford, ‘Comparison of Business Angels and Venture Capitalists’, Julho 1998. Expansão/MBO Mecanismos de financiamento relevantes e como apoiar um "não unicórnio” Atualmente, 80% do financiamento a startups ainda provém da banca comercial e o tradicional empréstimo bancário é o instrumento mais popular. Porém, este financiamento nem sempre é fácil de obter, pelo que é fundamental conhecer fontes alternativas que permitam às startups arrancar com o seu projeto. 3F’s (friends, family and fools) - é o round zero de financiamento e permite pouco mais do que testar a ideia, site, apresentações, viagens e reuniões. Banca - programas específicos existentes na banca de retalho (adequados a fases de crescimento e expansão ou em setores específicos como projetos de R&D ou projetos de inovação social), existindo ainda o modelo de microcrédito (disponível para reduzidas necessidades de capital) ou disponibilização de linhas de crédito com base em financiamentos europeus. As possibilidades de financiamento através de empréstimos financeiros não se esgotam no empréstimo bancário clássico. As empresas podem também recorrer ao factoring e ao leasing. Crowdfunding - financiamento colaborativo que conta com a ajuda da comunidade para doações anónimas, de forma a financiar determinado projeto através da internet. StartUP Portugal - estratégia governamental para o empreendedorismo nacional com diversas iniciativas de financiamento a startups. Outros Programas Públicos – por vezes enquadrados no programa Startup Portugal, a atuação governamental conta com diversos organismos públicos e iniciativas com o objetivo de criar PME’s. Exemplos são: Finicia (IAPMEI), Passaporte para o empreendedorismo, Linhas IEFP, iniciativas promovidas pela ANJE e o Portugal 2020. Programa de Aceleração – incubadoras de empresas onde as startups conseguem apoios para a criação da empresa, desde a formação, acompanhamento por parte de mentores, financiamento, prémios e networking. O salutar crescimento verificado no ecossistema português, consequência de variados fatores, levou ao aparecimento de diversos intervenientes, em particular investidores nacionais e estrangeiros, cujo objetivo final passa por encontrar o próximo "unicórnio". Muitos programas estão formatados desta forma, procurando o roadshow perfeito para a captação do investimento necessário, sendo este um objetivo desejado e louvável de quem investe que, sem dúvida, contribui para a maturidade de todo o ecossistema. Há, no entanto, que introduzir na agenda formas de financiamento a todas as restantes startups que, pela sua atividade, ambição ou posicionamento, não constituem ativos de investimento considerados atrativos na perspetiva dos investidores referidos, em particular capitais de risco ou fundos de investimento. Processos de internacionalização - como devem ser encarados pelos empreendedores? A globalização dos próprios programas de incubação/ aceleração, com presenças em vários conti-

139 a economia digital nentes, a exposição a investidores internacionais e o peso de se torna- desde o início da startup, tendo presente que a necessidade de en- de empreendedores nacionais e estrangeiros nos seus progra- em portugal 2016 7. Empreendedorismo Digital rem o first mover como vantagem dereçar diversos mercados dificulta mas, permitindo, desta forma, um competitiva devido à velocidade a capacidade de estabelecimento melhor contacto com a realidade de transformação e evolução da de presença local estável, muitas extra-nacional. realidade em que atuam, centram vezes necessária para a captação A rigidez da legislação laboral em a internacionalização na agenda de de investimento. Portugal e a burocracia existente muitas startups "produzidas" em Estudar a fundo o mercado continuam a constituir entraves à Portugal. continua a ser um imperativo, captação de talento estrangeiro, As dificuldades são imensas, a dis- evitando armadilhas escondidas algo que, se não se alterar rapida- persão geográfica exige recursos pela facilidade proporcionada pela mente, minará o esforço realizado com grande mobilidade, mas com tecnologia no acesso a mercados para melhorar a imagem externa capacidade de ter pontos de apoio globais, que contam certamente do país, nomedamente em temas local que potenciem o trabalho de com uma concorrência substan- de empreendedorismo. Ajudar as desenvolvimento de negócio, pelo cialmente mais feroz (por exemplo, empresas estrangeiras a sediarem- que o foco do trabalho internacio- será ilusório pensar que através de se em Portugal, à semelhança do nal deverá ser "menos a venda" e marketplaces como a App Store se que já acontece em outras geogra- mais a "obtenção dos parceiros chega ao mundo, esquecendo as fias da Europa (Londres e Berlim) adequados" para desenvolver o diferenças culturais existentes e in- e E.U.A. (Silicon Valley), deverá mercado localmente. vestindo num esforço cujo retorno, igualmente fazer parte dos objeti- O mercado nacional é efetivamen- por vezes, dificilmente se obtém). vos (Lisboa, por exemplo, deverá te pequeno, especialmente nas Há, no entanto, mecanismos que ser um ecossistema empreendedor situações de produtos e serviços com receitas médias baixas e que pretendem ajudar as startups a preparar-se para esta nova realidade pelo dinamismo macroeconomico que pode gerar a nível nacional 3 .• obrigam a um volume elevado de global, em particular recorrendo às massa crítica para justificar recei- estruturas existentes de incubação tas dignas desse nome, pelo que não é errado nem desaconselhado pensar-se numa abordagem global que promovam um contacto com realidades de outros mercados/ países através do intercâmbio 3 Observador - http://observador. pt/2016/04/19/internacionalizacao-startupssaber-dar-passo/ Fontes de informação SEP Monitor – Nov 2015; Relatório Informa DB sobre o crescimento empresarial de Julho de 2016: http://biblioteca.informadb.pt/files/files/Estudos/ SE-Onde-nasce-novo-emprego-2007-2014.pdf; http://www.anje.pt/portal/empreendedorismo-apoios; Apoios ao empreendedorismo - https:// www.iefp.pt/empreendedorismo; PAECPE http://www.bbs.pt/publicacoes/Incentivos/PAEPCE-ProgramadeApoioaoEmpreendedorismoeCriacaodoProprioEmprego.pdf; ATCP - https://infoeuropa.eurocid.pt/registo/000069056/; Medida Investe Jovem - https://dre.pt/application/dir/pdf1sd ip/2014/07/14500/0402704031.pdf; Estágio Emprego - https://dre.pt/application/dir/pdf1sdip/2014/01/02101/0000200002.pdf; Startup Portugal – incentivos à contratação – brevemente - http://startupportugal.com/sobre-index/; http://ineo.pt/2010/03/como-financiar-uma-startup/; http://www. ifdr.pt/; http://www.poci-compete2020.pt/portugal2020; https://www.portugal2020.pt/Portal2020/programas-operacionais-portugal-2020-2; http:// www.empreendedor.com/index.php?page_id=5161; http://www.anje.pt/portal/anje-projetos; http://expresso.sapo.pt/economia/2016-05-07-Startups -portuguesas-tem--10-milhoes-para-a-industria-4.0; http://www.iapmei.pt/resources/download/PT_EUFinance.pdf; http://www.portaldosincentivos. pt/index.php/29-noticias/noticias-centro/532-ja-ha-medidas-da-startup-portugal-com-candidaturas-abertas; https://www.dinheirovivo.pt/fazedores/ startup-portugal-guia-para-o-investimento-em-9-passos/; http://ideiasimples.sapo.pt/startups; http://www.anje.pt/portal/empreendedorismo-apoios; http://www.pmeportugal.pt/PME-NA-HORA/Conhecimento/Financiamento.aspx; http://www.ifd.pt/; http://expresso.sapo.pt/iniciativaseprodutos/ energia-de-portugal/energia-de-portugal-2015/2015-07-20-Guia-para-internacionalizar-a-sua-empresa; DNA Cascais - http://www.dnacascais.pt/ ecossistema-empreendedor/ideias-negocios-e-internacionalizacao/dna-internacional/; ANJE - http://www.anje.pt/html/anje-portugal-2020-ja-abriram-os-incentivos-para-a-qualificacao-e-internacionalizacao-de-pme; https://www.portugal2020.pt/Portal2020/Media/Default/Docs/Programas%20 Operacionais/BROCHURAS%20PO/BrochuraCompete2020_versaofinal.pdf; Portugal 2020 - https://www.portugal2020.pt/Portal2020/Contents/ Item/Display/65382; AICEP - https://startups.ativarportugal.pt/programa/parceiros/aicep/; Microsoft - http://gerireliderar.com/ativar-portugal-startups-2016/; Secretária de Estado do Turismo - http://www.portugal.gov.pt/pt/ministerios/meco/noticias/20160701-set-startups.aspx Ministério dos Negócios Estrangeiros - http://idi.mne.pt/images/docs/semin_diplo_2014/discursos/031.pdf; Observador - http://observador. pt/2016/04/19/internacionalizacao-startups-saber-dar-passo/; http://www.pofc.qren.pt/media/noticias/entity/conheca-o-que-fabrica-de-startups-pode-fazer-pela-sua-startup?fromlist=1; FLAD - http://www.flad.pt/portugal-business-usa/; InRes - http://www.cmuportugal.org/tiercontent.aspx?id=6305; West to West - http://westtowest.org/

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