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A Economia Digital em Portugal 2016

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a economia em portugal 2016 digital 4.11 Media 112 CONSUMO DE TELEVISÃO EM DIFERIDO PELOS SISTEMAS OTT DOS OPERADORES 1. Total de horas de Vídeo/Tv visionadas em dispositivos móveis e laptops/desktops por dia, nas aplicações OTT do operador 10,7 min. 3. Peso do mobile (smartphones e tablets) no último ano, relativamente ao ponto 1 64% 2. Distribuição deste consumo ao longo do dia PERÍODO MANHÃ 17,6% 8h00 – 11h59 TARDE 30,3% 12h – 17h59 NOITE 52,1% 18h – 07h59 % CONSUMO 4. Percentagem deste consumo total em mobile entre Wi-Fi vs. Dados Móveis 17,5% DADOS MÓVEIS 82,5% WI-FI que consistem numa variante do serviço para plataformas móveis. Apesar de ser um serviço ligado às respetivas redes, funcionam também nas redes concorrentes. Estes serviços podem ser encarados como um impulso inicial, a nível nacional, de implementação de streaming OTT. Adicionalmente, diversos players têm desenvolvido conteúdos para emissão fora da TV, promovendo o surgimento de formatos além dos tradicionais. Neste âmbito, plataformas como o YouTube, Vimeo, Meo Kanal, RTP Arena e TVI Player apresentam formatos diferentes em duração, conceção e género, bem como forma de consumo (schedulled VS bingeviewing). Fonte: Dados fornecidos pelos operadores MEO, NOS e Vodafone aos quais foram calculadas as médias aritméticas namento de conteúdos, assim como a utilização de outros canais (blog, fórum e canais próprios). Adicionalmente, para a emissão das “Eleições Legislativas” foi utilizada uma aplicação móvel, permitindo a personalização ao consumidor, de forma a acompanhar a emissão de TV consultando os resultados em tempo real na mobile app dos diferentes distritos e concelhos. Competição: Crescimento da Oferta Over-The-Top e Declínio dos Formatos Tradicionais Em Portugal, os serviços de streaming OTT dividem-se entre o streaming de canais televisivos por parte das próprias estações (Sport TV) e a oferta combinada de streaming + VOD (TVI Player, RTP Play). Não existindo empresas portuguesas comparáveis à Netflix ou à Hulu, cabe ao Nplay ser o único caso de oferta inteiramente focada no VOD, num vasto catálogo onde se incluem títulos nacionais e internacionais. Destaca-se também a tentativa da MEO, NOS e Vodafone para descentralizar a visualização de conteúdos, tendo criado aplicações (MeoGo, NOS TV e VodafoneTV) Tecnologia: Cloud, Multiplatform Content Delivery, Analytics e Personalização Lançada em junho de 2016, a UMA afirma-se como a mais avançada e inteligente televisão da Europa e a primeira televisão pessoal do mercado. Além de se destacar pela personalização e serviço direct to consumer, através de funcionalidades diferenciadoras como o comando por voz, definição de perfis ou a aplicação NOS TV, a nível tecnológico garante uma experiência multidevice, permitindo aceder aos conteúdos em multiplataforma de forma ininterrupta, acompanhando a tendência de Multiplatform Content Delivery. Adicionalmente, materializa a evolução tecnológica pela ausência de armazenamento interno, uma vez que as gravações, definições e informações se armazenam na cloud, e pela potencial recolha de Data, viabilizando a análise das preferências e a decorrente personalização de conteúdos. Conclusões A transformação digital e a digitalização do negócio interferem com elevado impacto no setor dos media. O setor nacional acompanha

113 a economia digital em portugal 2016 4.11 Media gradualmente a tendência, verificandose um crescente investimento publicitário nos meios digitais, mantendo-se a televisão e os conteúdos vídeo como principal meio de investimento. A contínua proliferação de devices e o aumento do acesso a dados móveis acelerará a generalização do hábito de consumo de media nestes dispositivos, incrementando deste modo o consumo de conteúdo vídeo, em termos de frequência e tempo despendido. As consequências da digitalização, concretamente no aumento da acessibilidade de informação ao consumidor, personalização de conteúdos e publicidade bem como na entrada de novos players no mercado – com alteração de uma cadeia de valor linear e focada na transmissão on-air, para uma cadeia de valor 360º, onde emergem novos parceiros em novas áreas de tecnologia, tais como cloud, live-streaming, adServing, mobile apps, gamification, social media, Big Data e web analytics – levaram os grupos de media a adotar novas estratégias de negócio. Acompanhando as tendências digitais, com foco na relação com o consumidor, estas estratégias respondem às alterações da competição do mercado com uma real aposta na evolução tecnológica. Têm-se destacado, neste âmbito, diversos grupos nacionais que desenvolveram o seu negócio para uma vertente digital, promovendo serviços e produtos/ conteúdos inovadores, em linha com as tendências internacionais. Tal tem-se observado através da presença em multiplataforma e personalização junto ao consumidor final, através da utilização de novas tecnologias. De forma a garantir o acompanhamento das tendências decorrentes da transformação digital nos negócios, os players do setor de media deverão garantir a produção e/ou distribuição de conteúdos personalizados e acessíveis numa experiência ininterrupta em multiplataforma, procurando uma oferta na distribuição digital de um para um, prevendo-se a emergência de tecnologias tais como as plataformas de CRM, Big Data e analytics, em constante evolução, acrescentando valor percetível ao consumidor final.• Verifica-se um crescente investimento publicitário nos meios digitais, mantendo-se a televisão e os conteúdos vídeo como principal meio de investimento

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