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A Economia Digital em Portugal 2016

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a economia digital 104

a economia digital 104 em portugal 2016 4.10 Saúde STAKEHOLDERS DO SISTEMA DE SAÚDE Sindicatos Associações de consumidores Associações de doentes Ministério da Saúde Ministério das Finanças LEGISLADORES Ministério do Trabalho e da Segurança Social PARLAMENTO Ministério da Economia Comunicação Social Associações de Indústria Associações de Farmácias Reguladores DGS INFARMED ERS Entidades Gestoras ACSS ARS SPMS Financiadores Prestadores Fornecedores Estado Cuidados de Saúde Primários Indústria Farmacêutica Dispositivos Médicos e DIV Subsistemas Hospitais Distribuidores Seguros de Saúde Cuidados Continuados Outros Fornecedores População Clinícas de MCDT Farmácias Escolas do Ensino Superior Ordens Profissionais PRIVADOS PÚBLICOS CIDADÃOS A despesa em saúde representava 9,1% do PIB em 2013, apresentando uma média ligeiramente superior à dos países da OCDE e alinhada com os restantes membros da União Europeia. O setor privado registou forte crescimento. Em quatro anos, a despesa de saúde em hospitais privados aumentou 25%, cifrando-se em 1,6 mil milhões de euros. Este efeito deve-se essencialmente ao aumento do nível de atividade das infraestruturas de saúde existentes, à criação de novas unidades de saúde privadas e ao aumento do número de pessoas com seguros de saúde. Atualmente, 2,3 milhões de portugueses possuem um seguro de saúde, dos quais 1,13 milhões de contratos de seguros individuais e 1,17 milhões de contratos de seguros de grupo, ou seja, quase um quarto da população portuguesa está coberta por um seguro de saúde. No ecossistema da saúde interagem diferentes stakeholders (ver quadro em cima). Os últimos anos têm sido marcados pela mudança de vários paradigmas na atividade do ecossistema, com o surgimento quase diário de startups em várias áreas e alavancada na tecnologia, em soluções digitais e nas redes sociais. Principais tendências do setor A mudança é o novo padrão do setor de saúde global, com os prestadores, financiadores, governos e outros stakeholders determinados a oferecer serviços mais eficazes, eficientes e equitativos. A prestação de cuidados está hoje disponível em novos locais e formatos que privilegiam a facilidade de acesso, onde se destacam os espaços

105 a economia digital físicos como as clínicas de proximidade e as parafarmácias, mas também a telemedicina, os contact centers, os portais e as apps. Por outro lado, a geração de informação clínica e não clínica, nos vários players, está a permitir uma personalização cada vez maior nos serviços de saúde, transformando a oferta de generalização em massa para uma lógica de customização e precisão. Nesse sentido destacam-se cinco principais tendências a nível digital, no setor de saúde: Clientes mais informados: Utilização de internet e tecnologia para aceder a informações sobre cuidados de saúde Disseminação de informação relativa ao perfil genético, estado de saúde e riscos associados Maior exigência de melhores cuidados e tratamentos específicos Empenho no auto cuidado e na prevenção da doença Exploração e partilha de dados: Foco na recolha e análise de dados de saúde, investindo em Big Data Difusão do diagnóstico e tratamento personalizado Potenciação de melhores resultados e aumento da produtividade Capitalização das relações entre cuidados de saúde e as ciências da vida Melhoria dos serviços oferecidos, alavancados em tecnologias como a computação cognitiva Prestação de cuidados à distância: Crescente disponibilização de acesso direto a cuidados médicos a partir de casa Tendência para os cuidados hospitalares se focarem em trauma e emergência cirúrgica Disseminação dos contactos médico-doente em suporte virtual Potenciação de aplicações web e wearables: Disseminação de dispositivos/aplicações digitais que facilitam o rastreio e monitorização e permitem aos prestadores atuar de forma pró-ativa na gestão da doença Visão abrangente da condição do cliente em tempo real, através da integração de informação em diferentes dispositivos Personalização da relação médico-doente potenciada pelas novas tecnologias, que lhe conferem mais proximidade e humanização Medicina personalizada e baseada na evidência através da potenciação de aplicações cognitivas: Medicina personalizada através da correlação e contextualização dos dados relacionados com fatores clínicos de um paciente contra todos os outros relacionados com fatores genómicos e exógenos Combinação de dados clínicos e de investigação permitindo analítica probabilística baseada e suportada na evidência do mundo real (Real World Evidence) Pesquisa de todo um corpo de conhecimento para análise demográfica e de similaridade de pacientes Descoberta de novas drogas ou seu reposicionamento e apoio ao desenho de ensaios clínicos, através da identificação dos genes de todas as doenças que são ativados por determinada proteína Democratização dos cuidados através de recomendações terapêuticas e de diagnóstico apoiadas em guidelines e treinadas por especialidade Verifica-se a adoção das tendências globais nos diversos mercados a ritmos distintos, devido a diferentes níveis de capacidade de mitigação dos desafios que cada tendência apresenta. Em 2014 em portugal 2016 4.10 Saúde

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