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9 - Jantar Debate | Miguel Almeida - CEO da NOS

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1 outubro 2015 Hotel Dom Pedro Palace

EM DEBATE segmento

EM DEBATE segmento empresarial, o reforço foi de mais de 10%, tendo ganho clientes de grande dimensão. “É público e tem sido visível o conjunto de empresas de grande dimensão que nos deram a sua confiança”, refere. O resultado é que, num mercado onde as receitas continuam a recuar - no ano passado o mercado nacional terá caído 5% e no primeiro semestre deste ano entre 4,2% a 4,3% - a NOS está a subir as receitas em mais de 3% e os resultados operacionais. O operador apostou ainda forte no investimento nas redes, reforçando a oferta de fibra para mais um milhão de casas, e na rede móvel com investimentos significativos no 3G e no 4G. ”Os consumidores também ganharam muito com esta operação de fusão”, garante Miguel Almeida, explicando que veio trazer valor ao mercado. Tendo em conta que no último ano, as receitas cresceram 3,2% e os serviços 10%, isso “significa uma coisa muito simples: os consumidores estão a pagar muito menos do que pagavam há um ano atrás e há dois anos”, acrescenta. ACIONISTAS GARANTEM ESTABILIDADE Uma das grandes questões do momento é o eventual impacto do fim da parceria entre a Sonae e Isabel dos Santos para o mercado angolano. Mas Miguel Almeida está tranquilo e não antecipa qualquer efeito. “Para mim, é completamente um não assunto”, garante. E destaca que “a NOS tem muitos acionistas, felizmente. É verdade que tem um acionista com uma posição de controlo que junta a Sonae e Isabel dos Santos. Mas estamos muito satisfeitos com os acionistas que temos”, deixando claro que “é a estabilidade e o apoio que o Conselho tem dado à Equipa Executiva que tem permitindo os resultados obtidos. Não vejo em que medida um determinado negócio não ter corrido num sentido que as partes entenderiam ser útil pode ter qualquer efeito da NOS”. CONCORRENTES SÃO FEROZES Desafiado a comentar a estratégia e posicionamento da Vodafone, Miguel Almeida começou por considerar a concorrente “uma grande empresa e um enormíssimo desafio” para a NOS. No entanto, adianta que fruto das mudanças no mercado português e do consumidor, a rival foi “foi apanhada neste turbilhão”, tendo avançado para o fixo, com uma aposta forte na captação de clientes de tv paga. E apesar de estar ”a fazer um excelente trabalho na angariação de clientes e no crescimento da quota de mercado na tv paga”, continua muito distante das demais concorrentes, já que detém uma quota da ordem dos 8%. Já sobre a recente compra da venda da Cabovisão e da Oni pelos franceses da Apax, refere não conhecer os planos do novo dono, mas adianta que a estratégia deste “vai influenciar em muito o comportamento das duas empresas nos próximos tempos. Não sei se é bom ou mau. Se vier alguém com a nossa perspetiva, que quer um mercado concorrencial e dinâmico, com perspetiva de geração de voar para todos – a começar nos consumidores e a acabar nos próprios operadores será muito bem-vindo”. Alexandra Machado e Pedro Guerreiro desafiaram o presidente da NOS a comentar a estratégia e posicionamento dos concorrentes No caso da PT Portugal, admite ter “curiosidade” sobre a estratégia do novo acionista único, a Altice. Até agora,

5 Neste Jantar Debate estiveram presentes 250 participantes, entre os quais os líderes das principais empresas das TIC e Media a incumbente nacional tem sido “um concorrente feroz e um incumbente como poucos na competência que tem manifestado para defender a sua posição. Com uma aposta no investimento e na inovação que tipicamente os incumbentes de outros países não têm”. Já o futuro está por definir. “Passou muito pouco tempo sobre a efetiva mudança das linhas de orientação da PT. Ainda não há dados suficientes para avaliar e não tenho bola de cristal sobre o que é que a nova gestão da PT tem como planos para a empresa”. Os Over the Top (OTT’s) são um tema recorrente de debate, sobretudo numa altura em que o Netflix já está no mercado português desde 21 de outubro. Miguel Almeida não manifesta qualquer preocupação com esta estreia da plataforma de streaming de vídeo, uma das maiores do mundo, e o seu impacto nos operadores de comunicações. “O Netflix é muito bem-vindo. É mais um serviço que acrescenta valor à conetividade de elevadíssima qualidade que fornecemos aos nossos clientes. Não creio é que seja concorrente de um operador de telecomunicações”, explica, acrescentando que poderá até ter um efeito positivo, se vier estimular o consumo e a adesão a ofertas de qualidade de banda larga. O que o CEO da NOS continua a criticar é a falta de regulação destes operadores, quando as empresas de telecomunicações europeias são fortemente reguladas. Trata-se de uma verdadeira “concorrência desleal. Não é algo que acreditemos que seja para perdurar”, pelo que o caminho “é o de abrandar a regulação sobre os operadores de rede. Não pode ser de outra forma”. Esta situação é tanto ou mais grave no acesso aos dados dos clientes: enquanto os OTT’s podem ter acesso livre a todos os dados, os operadores nem sequer podem ter a localização dos clientes. Trata-se de uma situação “ingerível e que torna completamente impossível”. A situação financeira da Sport TV, onde a Zon detém 50% do capital foi outro tema abordado, que Miguel Almeida se escusou a comentar. Já no que respeita à estratégia de recursos humanos, quando questionado se, como gestor, gosta de pagar salários baixos (o líder da Altice afirmou recentemente não gostar de pagar salários altos), o gestor destacou que os colaboradores “são um ativo crítico da empresa e tem que ser tratado como tal”. Por isso, a NOS aposta na sua valorização e formação, sendo a política a de “remunerar de acordo com o que acreditamos que é o valor acrescentado de cada um e o seu contributo individual para o sucesso da empresa”.

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