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9 - Jantar Debate | Miguel Almeida - CEO da NOS

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1 outubro 2015 Hotel Dom Pedro Palace

EM DEBATE “A

EM DEBATE “A NOS É UM SUCESSO INEQUÍVOCO” Um enorme sucesso. É este o balanço da NOS. Dois anos depois da fusão, apresenta uma valorização de 60%, cresceu em todas as frentes, inverteu quedas históricas e subiu as receitas num mercado em queda. E vai antecipar as metas que tinha a cinco anos. Para o CEO do grupo, o fim da parceria da Sonae com Isabel dos Santos em Angola “é um não assunto”. E não teme a entrada do Netflix, embora reitere as críticas à falta de regulação dos OTT’s. Sobre os concorrentes mais diretos, Miguel Almeida admite ter curiosidade sobre a estratégia da Altice para PT e considera que a Vodafone foi apanhada no “turbilhão” da mudança do mercado. Miguel Almeida - CEO da NOS O balanço da NOS não poderia ser mais positivo. Dois anos depois de ter sido nomeado CEO do novo grupo de telecomunicações, que acabava de ser criado através da fusão entre a Zon e a Optimus, Miguel Almeida garante que o projeto é “um sucesso inequívoco” em todas as frentes. Conseguiu uma valorização de 60%, quando o PSI20 caiu 15%. Reforçou a sua posição competitiva, ultrapassando as metas propostas no plano inicial, que vão ser antecipadas em um a dois anos. Está a crescer no fixo, no móvel e na tv paga. Neste negócio, inverteu a histórica perda de quota. As receitas estão já a subir, num mercado que continua em queda. Orador-convidado do primeiro encontro no âmbito do Ciclo de Jantares-debate APDC 2015 com os líderes das TIC, o gestor considera que o fim da parceria entre a Sonaecom e a empresária Isabel dos Santos no mercado angolano, não terá qualquer impacto no grupo de comunicações. Aliás, esse é mesmo “um não assunto”. Tem curiosidade em relação à estratégia que a Altice definirá para a PT Portugal, não conhece o novo dono da Cabovisão e da Oni e garante que a Vodafone foi apanhada no ‘turbilhão’ de mudanças no mercado e no consumidor.

3 Na abertura do debate com Miguel Almeida, que foi conduzido por Pedro Santos Guerreiro (Expresso) e Alexandra Machado (Jornal de Negócios), o presidente da APDC destacou os enormes desenvolvimentos do setor nas últimas décadas. Apesar da pequena dimensão do país, da baixa literacia e do fraco poder de compra. Segundo Rogério Carapuça, “é difícil fazer coisas em Portugal, porque há défice de massa critica. Mas, apesar disso, nasceram grandes empresas. Uma delas é a NOS, que resultou de uma fusão, o que é sempre um grande desafio. Mas que, vista de fora, foi feita de uma forma rápida e eficiente”. Miguel Almeida - CEO da NOS, Alexandra Machado e Pedro Santos Guerreiro Foi a 2 de outubro de 2013 que Miguel Almeida foi nomeado pelo Conselho de Administração da NOS, na altura Zon Optimus, como CEO, numa reunião onde esteve presente a empresária angolana isabel dos Santos, que, com a Sonae, detêm a ZOPT. O gestor, que detalhou o plano meses depois, em fevereiro de 2014, destacou de imediato que nascia uma nova empresa e um novo projeto que valia mais do que a soma das partes. E que queria criar uma empresa com ambição e características diferentes, que tinha como metas crescer e consolidar a posição competitiva no mercado português e lá fora. Com uma geração de valor sustentada. Dois anos passados, os moderadores do debate pedi- ram a Miguel Almeida para fazer um balanço do projeto, tanto mais que já chegou a admitir que a NOS poderá ser a ‘nova PT’. ANTECIPAR METAS E SUBIR RECEITAS E o balanço é para o CEO da NOS “extremamente positivo em todas as frentes e de forma inequívoca”. Os “números falam por si”. A empresa apresenta uma valorização de 60% em dois anos, quando as cotadas em bolsa recuaram – o PSI20 caiu 15%. Reforçou a sua posição competitiva no mercado além do que se tinha proposto, antecipando as metas entre um a dois anos. O grupo já conseguiu um crescimento da quota foi de três pontos percentuais “num mercado altamente competitivo e completamente maduro”. Quando o objetivo inicial era de ganhar cinco pontos a cinco anos, alcançando uma quota total de mercado de 30% de quota. Hoje, já detém 28%. Rogério Carapuça - Presidente da APDC Por áreas, conseguiu no móvel um reforço da sua quota entre sete a nove pontos percentuais. Na televisão paga, estancou a queda histórica de muitos anos na base de clientes e há um ano que está a crescer, alargando a distância face ao segundo operador. Aqui, considera mesmo que o grupo está “num momento de inflexão muito importante”. No

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