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7 - Conferência | Digital Business Summit

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7 julho 2015 Pavilhão do Conhecimento

EM DEBATE para uma

EM DEBATE para uma empresa relacional, que faz parte da vida dos seus clientes. O grande desafio das empresas é a qualidade das suas interações”. E não tem dúvidas de que “vivemos um momento espetacular dos living services. Com a digitalização de tudo”, num ambiente em que as empresas se terão que focar nas relações e experiências. Com uma visão de longo termo, mantendo as suas promessas, com simplificação e transparência. CLIENTES: O DESAFIO DA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL E os clientes das TIC estão de facto em processo de transformação. A velocidades diferentes, consoante o setor e o tipo de atividade. Roland Thienpont, IP Cloud Networking Director da Alcatel- Lucent, e key note speaker desta sessão, moderada pela jornalista Rosália Amorim, não tem dúvidas de que as empresas “estão a tornar-se em empresas de TI”, cada vez mais centradas na experiência do consumidor. Hoje, o ‘everything as a service’ é uma grande tendência. Assim como o recurso à cloud. E cita o caso da banda larga, onde o IT as a service, a cloud hibrida, o big data, as plataformas abertas e a cibersegurança são as linhas estratégicas da mudança. o fará. É preciso mudar”. A experiência da banca mostrou que “é preciso trabalhar em pequenas equipas e começar por áreas. Ter um roadmap de implementação e envolver as pessoas, com novos processos, novas tecnologias e novas formas de operar”. Quem tem vindo a apostar forte nesta mudança é a Volkswagen Autoeuropa. Fernando Pinéu, Diretor do Departamento de Engenharia Industrial, garante que o projeto tem passado por “transformações profundas”, alargando a oferta de produtos e estendendo a sua internacionalização, para além da produção de veículos Hoje, 99,1% da produção destina-se a exportação, tendo um projeto um volume de vendas anual de 1,78 mil milhões de euros. E a estratégia é simples: o grupo tem uma política global, competindo a cada uma das unidades desenvolvê-la de acordo com as suas características próprias. Um dos projetos desenvolvidos em Palmela foi uma plataforma digital – o KPI – para conseguir gerir a “complexidade de informação da Autoeuropa, que é enorme”. Trata-se de “uma ferramenta simples e intuitiva de gestão e auxiliar na tomada de decisões. O trabalho desenvolvido neste setor mostra que “trabalhar de uma nova forma significa ainda ter novas parcerias, conhecimento e evolução e capacidade de disrupção”. Porque perante uma nova onda de utilizadores móveis e online, “é preciso novas respostas e tipos de transações. Sob pena de perder clientes”.Até porque há novos players como a Google que já são concorrentes, tendo mesmo licenças bancárias em alguns mercados. Outra área de uma indústria que é cada vez mais digital é a saúde, por questões de custos e de organização. Aqui, há que saber combinar serviços reais com virtuais para ter sucesso. E “ninguém pode hoje esperar até ter a solução final para a infraestrutura digital. Se não nos mexermos, outro Controla a performance e estratégia”. E o maior Sessão Clientes O desafio da Transformação Digital

9 desafio foi o envolvimento de toda a organização para poder usar e tirar partido deste sistema, que foi desenvolvido internamente. Para o gestor, a inovação é fundamental. Da indústria automóvel para a banca online, um projeto do BCP que nasceu em 2001 mas que foi reinventado em 2010. Hoje, o ActivoBank “é um banco digital mas com um toque humano nas interações fundamentais. Desenhado ao pormenor para simplificar vida das pessoas”, como refere o seu CEO, Nélson Machado. Tem atualmente cerca de 85 mil clientes e “uma ambição enorme”, tendo em conta que os consumidores digitais já representam mais de metade da população total nacional. Os seus principais concorrentes são todos os bancos tradicionais e não os projetos online e o Activo Bank alavanca a sua estratégia no conhecimento do cliente e em estar junto dele. Nomeadamente através das redes sociais, com destaque para o Facebook, “um grande pilar no conceito de alavancar o projeto”, para além do mobile e o online. E os seus clientes fazem quase tudo online no ActivoBank, que tem apenas “14 sucursais, pontos a mostrar que existimos”, tendo sido desenvolvidos processos céleres e com custos mais baixos para potenciar a utilização. “Somos um banco2.0+, com oferta simples mas muito completa. Estamos a crescer muito em clientes e níveis de satisfação. Com um engagement eficaz”, garante o gestor. Que explica ainda que o ActivoBank hoje é um laboratório de ideias para o grupo, pelo que muito do investimento foi partilhado com o acionista. “Como há muita gente a tentar descobrir e seguir o caminho da banca digital, é preciso pensar sempre em cenários de futuro. E antecipar”, explica. MEDIA: NOVOS MODELOS DE NEGÓCIO Os media são um dos setores que mais se tem transformado, em resposta aos desafios do digital. Novos players disruptivos assentes no online, novas tecnologias e novos consumidores, mais exigentes e intervenientes, têm obrigado a verdadeiras mudanças de paradigma. Como começou por destacar Rodolfo Correia, Head of TV&M Practice RMED da Ericsson e key note speaker da última sessão deste Summit. Baseando-se na análise do grupo que integra, o orador antecipa que no mundo da sociedade em rede, qualquer dispositivo em 2020 que tenha ecrã terá possibilidade de ter serviços de vídeo. “O que vai mudar tudo”, já que o vídeo terá um papel disruptor em toda a cadeia de valor. É o novo jogo da televisão”. Destacando que “há uma panóplia de interesses na cadeia de valor que é importante compreender”, considera que a “aposta nos conteúdos e na monetização é fundamental”. O movimento de consolidações das TIC tenderá a aumentar, para os players reforçarem a sua escala e reforçarem as respostas aos Over the Top (OTT’s), que estão também a tentar chegar ao consumidor com ofertas cada vez mais inovadoras. Por isso, “a reinvenção do bundle de serviços e a personalização serão fundamentais. Com acesso transparente aos conteúdos”. A agregação inteligente de conteúdos e experiências e exclusividade serão apostas não apenas para os broadcasters e content providers, mas de todo o ecossistema das TIC. É que “se o conteúdo não deixará de ser o king, a escolha será a queen”. O que significa que a diferenciação passará cada vez mais por um smart bundling e por agregação de conteúdos transversal, seja linear ou não linear. As estratégias que estão a ser desenvolvidas pelos vários grupos de media do mercado nacional ficou bem patente no debate que se seguiu, moderado por Manuel Lopes da Costa - Partner and Advisory Leader da PwC. Comentando as grandes diferenças hoje entre os modelos de negócio seguidos pelos Estados Unidos e pela Europa e Portugal, João Galveias - Diretor Serviços Digitais e Multimédia da RTP, começa por destacar que o “ mercado está a mexer” em todas as frentes e já estão a ser adotadas algumas das soluções norte-americanas. Na oferta free-to-air, por exemplo,

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