63 - Secção Healthy & Sustanable Cities

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Novo Normal nas Cidades do Futuro

SECÇÃO HEALTHY &

SECÇÃO HEALTHY & SUSTAINABLE CITIES - NOVO NORMAL NAS CIDADES DO FUTURO José Martins Diretor do Departamento de Inovação e TIC, Câmara Municipal de Oeiras “Fomos um dos casos em que a Administração Local substituiu a Administração Pública Central, desenvolvendo rapidamente uma estratégia para assegurar o ensino online aos mais de 20 mil alunos da região. Foi um esforço muito grande, mas que deu resultados” “Desta experiência da primeira fase da pandemia ficámos com uma visão holística sobre a mudança de paradigma no ensino, suportada na tecnologia e numa infraestrutura forte. Dos ensinamentos retirados, o município está a avançar para uma nova abordagem” “O objetivo é preparar o sistema educativo da região de todas as condições para, no futuro, ter capacidade de resposta imediata a novas situações que voltem a acontecer, com acesso online à Educação” Tiago Costa Western Europe Senior Partner, Kaizen Institute “O método Kaizen olha para os processos para fazer uma mudança para melhor todos os dias, em todas as áreas, com todas as pessoas. Ao olharmos para os processos autárquicos, tem que se fazer uma reengenharia de processos, garantindo que se elimina o desperdício e focando no serviço ao cliente/cidadão/ munícipe” “A nossa experiência em várias autarquias mostra que o teletrabalho é um modelo que veio para ficar. Com um processo organizado, consegue-se ter uma maior flexibilidade dos colaboradores e uma maior rapidez no serviço ao munícipe. A pandemia acelerou os processos de trabalho em cerca de dez ano” “O atendimento ao munícipe tem que ser adaptado, com respostas e um tratamento eficaz à primeira. Eles estão mais exigentes e habituados a ver os processos desenvolvidos à distância”

7 tas: a fase inicial, de impacto, quando ninguém estava preparado para o que estava a acontecer, surgindo grandes dificuldades para quem tinha de agir num cenário de grande incerteza; a fase da resiliência, que vivemos hoje, enquanto se aguarda por uma vacina; e a fase de superação, pós-Covid, com o retomar das atividades e do crescimento. Todas estas fases tiveram ou têm desafios a ser ultrapassados. A fragilidade e falta de capacidade de resposta, com a ausência de meios para responder a situações inesperadas, o isolamento dos mais vulneráveis e o impacto económico no concelho foram os desafios da primeira fase. E a autarquia teve que tomar várias medidas, no âmbito das quais se destacou a cooperação entre setor público e privado e até entre empresas concorrentes, que perceberam que eram interdependentes e que precisaram de se unir. Já na atual fase da resiliência, a gestão comunicacional e a sensibilização da população, assim como a garantia do bem-estar da sociedade e os impactos das medidas restritivas na economia local têm sido apostas. Criar soluções centradas no digital, como a criação de uma plataforma de marketplace para o comércio poder vender online ou o apoio à digitalização dos comerciantes, foram algumas das medidas já tomadas. SUPERAR COM LIDERANÇA E INTELIGÊNCIA Já na próxima fase, de superação, um dos desafios será de liderança e coesão territorial, o que implicará a implementação de estratégias de desenvolvimento local e o combate ao acentuar das assimetrias regionais no desenvolvimento. Como refere Pedro Cepeda, a liderança política e a implementação de estratégias de desenvolvimento local serão fundamentais para o desenvolvimento económico, sempre considerando que as estratégias de recuperação terão de ser diferentes, porque cada território tem as suas características específicas. A inteligência urbana é vista como outro desafio e neste âmbito, terá de haver um reforço da tomada de decisão política com base em dados, ciência e factos, de forma a capacitar os decisores para a gestão do dia-a-dia e para apoiar o planeamento do futuro e o desenvolvimento estratégico. Transparência, prestação de contas e disponibilização de informação publica também são críticas. Para o autarca, “a chave para o futuro está na cooperação e na partilha, para se conseguir ter um país mais solidário, coeso e cooperante. Onde os poderes públicos, privados e academias trabalhem cada vez mais em conjunto”. E como é que uma autarquia conseguiu dar resposta ao desafio da digitalização da Educação? José Martins, diretor do Departamento de Inovação e Tecnologias de informação e Comunicação da Câmara Municipal de Oeiras, explicou a abordagem definida pelo município e como está agora a responder a este novo normal, no contexto da formação das novas gerações naquele concelho. Com a decisão de confinamento, a autarquia apostou de imediato numa estratégia para assegurar o ensino online aos mais de 20 mil alunos do concelho. Um processo que envolveu a formação intensiva de dois mil professores e o fornecimento de equipamentos e acesso à internet aos alunos com mais dificuldades, de forma a garantir as condições mínimas para manter as aulas à distância.

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