Views
1 year ago

6 - Conferência | Mobile Fórum Portugal 2015

  • Text
  • Dados
  • Qualidade
  • Grande
  • Assim
  • Mobile
  • Mobilidade
  • Mercado
  • Ainda
  • Novos
  • Portugal
30 Junho 2015 Pavilhão do Conhecimento

EM DEBATE MOBILE EM

EM DEBATE MOBILE EM PORTUGAL: ONDE ESTAMOS E PARA ONDE VAMOS? E todos os operadores móveis garantem que estão a apostas na qualidade e cobertura das redes. Assim como a centrar estratégias mobile no cliente e no que este quer. Nesta sessão, moderada por Francisco Maria Balsemão (vice-presidente da ACEPI) onde o objetivo foi fazer um ponto de situação do mobile em Portugal e traçar perspetivas foi, estiveram presentes representantes dos três players do mercado, assim como o maior vendedor mundial e nacional de smartphones, a Samsung. E o seu Diretor de Marketing de Produto não tem dúvidas: a mobilidade é uma “oportunidade nunca antes vista” mas também um desafio, numa mudança que está a ser liderada pelo consumidor. Com destaque para a geração millenium. Tiago Flores destaca que é no consumidor que as empresas têm que estar focadas, respondendo a tendências como a convergência entre o pessoal e o profissional e às crescentes exigências em termos de segurança, privacidade e gestão do equipamento. Tendo presente que o potencial dos smartphones é enorme em termos de novas soluções e aplicações, “cabe às organizações potenciar e dar velocidade à convergência entre tempo de trabalho e tempo pessoal”, tendo em conta que hoje o dispositivo preferido é o telemóvel e que os consumidores o usam cada vez mais para fazer tudo. Por isso, segurança, privacidade e gestão do equipamento são hoje exigências a que os fabricantes tentam responder. E as evoluções dos equipamentos serão grandes. “Acreditamos que o desenvolvimento do smartphone ainda está no seu estágio inicial”, antecipa. Do lado dos operadores, as estratégias são similares. “Estamos focados no cliente e nas suas necessidades. É essa a prioridade: responder ao que o mercado exige”, começa por destacar António Margato, Consumer Marketing Director da Vodafone Portugal. O que implicou, no caso do operador, apostar fortemente na rede fixa e no segmento empresarial, indo de encontro às necessidades dos clientes, que querem cada vez mais ofertas convergentes. É ainda essencial um foco permanente na qualidade do serviço móvel, reforçando o investimento na rede. O objetivo é “dar a melhor qualidade de serviço, onde quer que seja, independentemente da tecnologia”. Também Duarte Sousa Lopes, Diretor responsável pelo negócio móvel da NOS, adianta que a aposta central é a convergência de serviços, alavancada na qualidade dos ativos do grupo. E esta é uma aposta ganha: “somos o único operador com ganho expressivo de quota”. O objetivo é promover um crescimento acelerado de quota de mercado. E apesar de admitir que no segmento pessoal Sessão “Mobile em Portugal: onde estamos e para onde vamos? “

7 há muito a fazer na simplificação das ofertas e em integrar o acesso a dados, havendo ainda o desafio de “combater a fragmentação”, adianta que a aposta é “na qualidade de experiência dos nossos clientes”. No caso da PT Portugal, a alteração acionista não veio alterar a abordagem de mercado do grupo, como começa por destacar João Epifânio, Diretor responsável pelo negócio móvel. Aliás, há em geral no mercado nacional uma qualidade de serviço acima da média, sendo “um país de charneira deste ponto de vista”. Para o gestor, “todos partilhamos as mesmas metas relativamente à convergência. Foi a estratégia que todos adotámos e é uma tendência europeia. A convergência traz sinergias para o cliente e reduções de preços. Há uma lógica de desconto de quantidade que consumidores percebem”, explica. O grupo tem “objetivos de negócio claros nestas ofertas convergentes: reter o cliente por um período de fidelização, para justificar investimento”. Aliás, é “graças a este modelo de negócio que o pay tv em Portugal tem o desenvolvimento atual”. Para João Epifânio, “a convergência tem sido um fenómeno extraordinário, mas que nos coloca desafios de grande complexidade interna em termos de gestão. Mas todos trabalham, no mercado, para os mesmos objetivos. “Temos um ecossistema muito competente e inovador no nosso país, que vai continuar a trazer melhores serviços ao mercado”, garante Uma das grandes apostas na oferta é o multiscreen para o consumo de todo o tipo de ofertas. Mais, a par do vídeo e da convergência, é uma inevitabilidade. E da mobilidade. Mas António Margato adianta que, apesar do crescimento de consumo de dados ser cada vez maior em mobilidade, o mercado ainda está à procura do modelo de negócio certo para monetizar. “Já temos soluções e serviços. Mas há que encontrar novos modelos de monetização do negócio multicreen em mobilidade. Para isso, temos que trabalhar muito com os produtores de conteúdos”, considera. É que se o vídeo e o streaming são grandes oportunidades, os operadores têm que “ir além da mera passagem de dados na nossa rede” Duarte Sousa Lopes vai mais longe, considerando o que vídeo e aplicações intensivas são muito relevantes para a indústria, porque tornaram relevante o móvel. “Se quisemos criar valor, temos que eliminar receio da utilização de dados móveis. E garantir que ecossistema é sustentável”. Assim, há que encetar estratégias para “despreocupar as pessoas e garantir controlo de consumos de forma eficaz e simples. Temos que ter um princing razoável e simples, para dar novo espaço ao consumo de dados móveis e criar valor”. Até porque “receitas a cair aceleradamente e capex a subir aceleradamente não é sustentável. Há que encontrar a solução”. Referindo-se ao problema da neutralidade da rede, defende que há que analisar o tema “com abertura e sem tabus”. Se o acesso aberto à Internet é uma condição critica de desenvolvimento socioeconómico, na ótica do responsável da NOS, não se pode implementar neutralidade absoluta. Até porque “há uma apropriação muito desproporcional de players da Internet das redes”. Há que segmentar serviços, para que os operadores possam diferenciar a sua oferta em função do que é disponibilizado. João Epifânio reforça esta ideia de que os operadores têm que alterar estratégias e pensar em novos modelos de negócio. “Convergimos enquanto indústria nas posições. Mas temos vindo a fazer tudo o que não devíamos fazer. Damos mais serviços e inovação e baixamos os preços. O comportamento não é consonante com o que dizemos”. E tendo em conta a mudança acelerada do setor, todos têm que estar preparados para ela. Referindo-se concretamente aos OTT’s (Over the Top), considera que estes “são dinamizadores da utilização dos dados mas são contribuintes negativos para o investimento na manutenção da qualidade das redes”. Mas os operadores também têm cometido muitos erros, com muita destruição de valor. Que há que corrigir.

REVISTA COMUNICAÇÕES

UPDATE

© APDC. Todos os direitos reservados. Contactos - Tel: 213 129 670 | Email: geral@apdc.pt