55 - O Futuro com 5G na Educação

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Novos modelos para aprender

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TALKOMMUNICATIONS – “O FUTURO COM 5G NA EDUCAÇÃO” Rui Tomás Secretário-geral, Instituto Piaget “As pessoas estão no centro da educação e o professor é uma espécie de mentor que orienta os alunos. A pandemia veio mostrar que é possível trabalhar e ensinar à distância, mas, mais do que passar de um modelo presencial para o digital, há que saber usar as ferramentas adequadas aproveitando tudo o que a tecnologia permite” “A tecnologia vai trazer a possibilidade de democratizar o conhecimento” “Uma lição que se retirou da pandemia é que os docentes não estão preparados para os novos perfis de ensino digitais. As plataformas online são todas boas mas o que que conta é a forma como se utilizam e, por isso, é fundamental para os professores saberem como o fazer” démica ao mundo empresarial, e está a reformular todas as suas infraestruturas tecnológicas de base. Arrancou pelo campus de Almada, instalando capacidade para ter uma cobertura plena de 5G, mas vai alargar a toda a sua operação. O objetivo é reforçar em modelos digitais de formação, numa “a aposta no digital fortíssima”. O Piaget está ainda a responder a “outra lição retirada da pandemia: os docentes não estão preparados para os novos perfis de ensino digitais”, como refere Rui Tomás. Por isso, iniciouse um programa de formação de todos os professores, para melhorar as suas competências e saber aproveitar todo o potencial do online. “As plataformas são todas boas. O que conta é a forma como se utilizam e, por isso, é fundamental saber como o fazer”, acrescenta. A URGÊNCIA DE CRIAR CONDIÇÕES DE MUDANÇA “Neste momento de transformação que vivemos”, Rui Grilo alerta que é “fundamental dar condições às escolas para se prepararem”. Ao contrário de outros países, os países do Sul da Europa, incluindo Portugal, têm realizado um investimento apenas pontual na aposta na tecnologia nas escolas, até pela forte dependência que têm de financiamentos. “Espero que se mude, de facto, esta atitude e mentalidade, de forma que as escolas fiquem preparadas para tudo o que aí vem, incluindo o 5G”, adianta, até porque há uma crescente interação no ecossistema e muita inovação que está a surgir. “A parte boa da tecnologia é que é uma ferramenta que ajuda a enfrentar um conjunto de desafios e está sempre a evoluir”, comenta, considerando que é fundamental apostar na

7 formação de professores para que “as instituições de ensino tenham este olhar para o futuro”. António Feijão acrescenta que há já casos de sucesso na Educação em Portugal na adoção da tecnologia e muita inovação a acontecer que permite grandes benefícios. Mas há que “começar a construir o caminho”, não sendo necessário esperar pelo 5G, porque há um conjunto de evoluções tecnológicas que permite, desde já, ser aproveitadas para começar a construir uma nova realidade no ensino. “Não podemos esperar. Temos de ter todos o sentido de urgência em começar a fazer, com uma cultura de experiências, formando os professores para serem mentores, mostrando ao aluno o lado da tecnologia que o beneficia mais em termos de aprendizagem”, assegura. As duas tecnológicas têm mantido contactos com o Executivo, nomeadamente através da secretaria de Estado para a Transição Digital, no sentido de poderem contribuir ativamente para esta mudança e “fazer parte da solução”, como refere Rui Grilo. Sendo certo que o país já está a começar a avançar e que a estratégia está definida, com forte aposta na Educação, há que garantir coisas tão básicas como ligações fiáveis à internet e equipamentos de forma a não deixar ninguém para trás, num esforço continuado e com foco, pois só assim a tecnologia poderá ser, de facto, diferenciadora. “O desenvolvimento de capacidades de compreender e de utilizar as diferentes tecnologias é essencial”, acrescenta o responsável da Microsoft. António Feijão destaca também a necessidade de colmatar a falta crónica de professores de TI nas escolas, assim como um rejuvenescimento da classe docente, criando-se incentivos para abraçar novos desafios. Acrescem temas como definir a forma de incluir na Educação o pensamento crítico e analítico e até a filosofia das compras públicas, que não se coaduna com a aceleração do mercado. “Há um conjunto de áreas que têm de ser olhadas com muita atenção. A escola tem de ser orientada para o sucesso do aluno. E o sucesso deste faz o sucesso do país. Temos de nos mobilizar para percorrer este caminho”, remata.•

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