54 - O Futuro com 5G na Saúde

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"Canivete suíço" para a mudança

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TALKOMMUNICATIONS – “O FUTURO COM O 5G NA SAÚDE” Nuno Nunes Chief Sales Officer, Altice Portugal “O 5G traz várias coisas que são absolutamente diferenciadoras. Não é uma evolução do 4G, é uma tecnologia completamente disruptiva. Na Saúde, mais importante do que capacidade, traz um ganhar de tempo. Sabemos que em muitos casos, as vidas perdem-se ou salvam-se por minutos” “A tecnologia permite ter milhões de devices ligados e a monitorização de milhares de pessoas, em tempo real. A recolha massiva de dados, com algoritmos de IA e machine learning, permite maiores padrões de comparabilidade. Neste contexto, será diferenciador. Com o 5G passamos a não tratar a doença, mas sim preveni-la” “Será uma pena se os uses cases de saúde começarem a ganhar tração apenas no privado e não do público. O que nos levanta o desafio de criar um grupo de trabalho entre equipas do Governo e do privado. É preciso pensar numa estratégia comum, alinhada com as necessidades e o interesse público” Manuel Eanes Administrador Executivo, NOS “O 5G traz um canivete suíço que entrega aos arquitetos da indústria da Saúde a ferramenta para entregar qualidade de vida a mais pessoas, com menos custos, mais eficácia e mais qualidade de vida” “Para os operadores deste setor é uma enorme oportunidade de um repensar estrutural, com o cliente no centro e a tecnologia em redor. Não deixem de aproveitar estas revolução. Falem connosco para preparar este futuro que está aqui mesmo à porta. Pensem nas oportunidades, como querem discuti-las e arranjem um parceiro de confiança para fazer este caminho convosco” “A combinação de todas as vertentes do 5G em novas funcionalidades, ambientes e aplicações, irá seguramente potenciar para uma importante revolução dos serviços de saúde. Vamos treinar melhor os heróis e construir super-heróis, treinar diagnósticos e cirurgias e reimaginar terapias”

5 como essenciais. Vão permitir a oferta de saúde à distância, seja consultas, cirurgias ou monitorização remota; o acesso mundial aos melhores médicos e conteúdos; e a melhor formação dos profissionais, nomeadamente com a realidade aumentada e virtual. “As novas funcionalidades, ambientes e aplicações terão, seguramente, o potencial para uma importante revolução dos serviços de saúde”, garante o administrador da NOS, que considera que terá mesmo que se “repensar todo o sistema físico de saúde”. Por isso, lança um desafio aos protagonistas do setor: “Não deixem de aproveitar esta revolução. Preparem-se. Falem com os operadores para preparar este futuro que está aqui mesmo à porta. Pensem nas oportunidades, como querem discuti-las e arranjem um parceiro de confiança para fazer este caminho convosco”. A visão de Paula Carioca, membro do Conselho Executivo da Vodafone Portugal, é similar. Com chegada prevista para 2021, o 5G “promete impulsionar vários avanços tecnológicos. Todos os setores vão beneficiar, mas não há dúvida de que a saúde é uma das áreas onde o impacto será mais significativo. Obviamente que será um acelerador da transformação digital e um driver da retoma económica do país”. Na sua ótica, toda a cadeia de valor deste ecossistema vai beneficiar, deste a indústria farmacêutica à logística, passando pelos meios de diagnóstico, formação, investigação e meios de prevenção, entre outros. Mas, “apesar das infinitas oportunidades que o 5G traz” defende ser importante “ajustar expetativas. O 5G não é uma tecnologia 100% pronta, chegará em fases, pelo que não estará tudo disponível no arranque, em 2021. A primeira fase vai assentar essencialmente na maior velocidade. Já uma latência mais baixa ainda está distante da muito baixa latência que é o target e que surgirá numa fase posterior, a partir de 2022, porque requer uma arquitetura de rede nova”. Não tendo dúvidas de que “o contexto em que vivemos criou uma forte mudança na forma como a tecnologia pode ser vista pelas pessoas”, entende que “o 5G pode ser encarado com otimismo e como uma ferramenta que vai permitir uma mais célere recuperação económica e trazer ganhos de valor em saúde”. Para já, o importante é “testar e consolidar os conceitos, antes do lançamento comercial do 5G”, através de uses cases. DISRUPÇÃO NA FORMA DE TRABALHAR Mas estarão a instituições de saúde nacionais já a dar passos para uma nova realidade, tendo em conta que terão de ser completamente diferentes do que são hoje? Os oradores garantem que sim. Até porque “o 5G trará uma disrupção do que existe na sociedade e na forma de trabalhar”, com mais negócios para os protagonistas do setor, para os seus profissionais e para o cliente, como assegura Nuno Nunes. No entanto, se a transformação está claramente a acontecer na saúde, “estamos ainda a arranhar a superfície disto”, assegura o gestor da NOS. É que “as melhores ferramentas ainda estão à porta e só chegam com o 5G” e “este caminho terá que se fazer num processo de inovação aberta, em que vão ser chamados os operadores para agregar as diferentes peças de inovação,

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