54 - O Futuro com 5G na Saúde

  • Futuro
  • Mudança
  • Tecnologia
  • Saúde
  • 5 g
"Canivete suíço" para a mudança

TALKOMMUNICATIONS –

TALKOMMUNICATIONS – “O FUTURO COM O 5G NA SAÚDE” é diferente embora, em alguns casos, seja agravado. Mas parece-me que tem tido, em algumas áreas, a capacidade de inovar associada à tecnologia. Espero que neste caso também o faça, pois isso será seguramente útil para todos. Acha viável a criação de um ecossistema, que envolva todos os stakeholders, incluindo o Estado, para acelerar a implementação da tecnologia e a criação de valor? Seria seguramente útil e positivo. Temos em Portugal dois exemplos onde somos diferenciadores neste domínio - a SIBS e a Via Verde –e isso trouxe enormes vantagens. Se se conseguirem fazer apostas comuns, com um backbone integrado, que possa constituir a base para que depois cada um possa construir as suas próprias ofertas, é sem dúvida muito positivo. Há espaço para isso. Não vou dizer que é simples, mas não é de todo impossível. A regulamentação do setor poderá ser um entrave à rápida e eficaz implementação do 5G no setor? Vai haver as mesmas dificuldades que há em todas as outras coisas, nomeadamente em relação à CNPD, que é muitíssimo protetora. Vão existir as dificuldades que já hoje existem, mas que se calhar serão mais visíveis, porque em muitos casos vamos ter a possibilidade de fazer mais e isto vai colocar-nos mais perto de algumas fronteiras. A regulamentação que existe seguramente que colocará alguns desafios, mas é algo com que temos de trabalhar.•

15 A VISÃO DOS PROTAGONISTAS DA SAÚDE: ANTÓNIO TRAVASSOS, CENTRO CIRÚRGICO DE COIMBRA Qual considera ser o potencial de utilização das redes 5G no setor da Saúde? Conjugadas com outras tecnologias, nomeadamente a IA ou a realidade aumentada, a imaginação pode ser o limite? Em setembro de 2019, no Centro de Ciência Viva de Coimbra, questionei sobre a possibilidade do telemóvel e os seus “primos” poderem ou não substituir um médico. No início desta conversa, perguntei a mais de 100 pessoas presentes se alguém acreditava nesta hipótese. Todos se riram. Fiz mais duas conversas sobre o mesmo tema para alunos de Medicina na FM da UC e da Universidade dos Açores. No fim de longas conversas, as dúvidas dos meus interlocutores eram muitas. As minhas certezas ficaram mais alicerçadas. A imaginação, para quem, como eu, não domina as leis da física, as regras da matemática ou como funciona a nossa inteligência, faz-me acreditar que o futuro está muito perto e que eu já estarei a participar nele, não como detentor do saber, mas por acreditar que a Medicina vai ser ciência, tecnologia, arte e filosofia. É aqui que o 5G é futuro. Maior velocidade de transmissão de dados, maior conectividade, maior fiabilidade, mais segurança... O limite nunca será atingido enquanto formos ignorantes. Só com muito trabalho perceberemos a disrupção na ciência e o contributo que uma ciência sem átomos, protões ou eletrões, como a filosofia, nos poderá dar. O potencial do 5 G nunca ultrapassará o nosso cérebro, porque usa o espectro eletromagnético e o nosso cérebro, numa evolução de milhões de anos, escolheu as transmissões eletroquímicas. Porquê? Até parece que a química, em última análise, não é física. Tendo em conta os uses cases que já desenvolveu ou espera desenvolver, quais as ambições que tem com o arranque comercial destas redes de nova geração para a sua empresa/grupo? Quais as principais áreas onde poderão retirar mais benefício? O SARS CoV2 precipitou-nos para uma época imatura. Hoje falamos de telemedicina, vídeo-medicina e teletrabalho, como se a sociedade estivesse devidamente preparada para estas “modernices”. A pandemia Covid-19 pode ser terrível para as tecnologias... O algoritmo de Gollberg, desenvolvido para o diagnóstico de enfarte, no Cook Country Hospital em Chicago, foi rejeitado pelos cardiologistas americanos porque chegou antes de tempo, mas o Pentágono aceitou este diagnóstico para uso nos submarinos da Marinha Americana. Hoje, faço “vídeo-consulta” diariamente. Com os mesmos equipamentos em Coimbra, Nova Iorque ou Pequim, faria os mesmos diagnósticos, com uma probabilidade de erro mínima. Para um diagnóstico, o doente e o médico não necessitam de estar juntos no

REVISTA COMUNICAÇÕES

UPDATE

© APDC. Todos os direitos reservados. Contactos - Tel: 213 129 670 | Email: geral@apdc.pt