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52 - Ciclo de Conversas Digitais: Como Reinventar o Negócio no Contexto Digital?

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O Futuro das Qualificações Digitais julho 2020

CICLO DE CONVERSAS

CICLO DE CONVERSAS DIGITAIS - COMO REINVENTAR O NEGÓCIO NO CONTEXTO DIGITAL? Carmo Palma Executive Director, Axians “Não estamos bem preparados e há áreas em que temos de trabalhar. Temos desafios, muitos já conhecidos, e a diferença e o sucesso estarão no contributo que todos poderemos dar, dependendo muito do fazer em escala. Há muitas oportunidades” “Ter a característica de ser autónomo e self directed, no mundo em que vivemos hoje, onde é tudo muito rápido e muito exigente, tem de partir de nós. Não podemos ficar à espera” Pedro Dominguinhos Presidente, CCISP “Temos um ponto de partida muito claro e uma condição que não existia há 10 anos: a capacidade de cooperação entre diferentes instituições. Isto significa ter alinhamento estratégico e, dada a urgência, um call for action, que é essencial” “Sabemos que se não nos juntarmos e se não tentarmos resolver os problemas em conjunto, as consequências serão muito piores. Há muito trabalho a fazer e a pandemia veio demonstrá-lo. Sentido de urgência e cooperação serão cruciais para vencer os desafios”

9 combater o analfabetismo digital, que continua a ser uma realidade no mercado nacional. TRANSFORMAR DESVANTAGENS EM VANTAGENS Mas não terá Portugal um ponto de partida mais difícil, tendo em conta a necessidade urgente e de grande dimensão em tomar medidas, perante a perspetiva de uma segunda vaga da COVID-19 já a partir do outono? Rogério Carapuça diz que não estando o país “especialmente qualificado para lhe correr bem esta nova revolução”, o que terá é que “saber trabalhar bem para transformar as nossas desvantagens em vantagens”. Se não o souber fazer, corre o risco de se transformar num país periférico, não pela geografia, mas porque ficará sem acesso ao capital e às competências, num mercado onde existe ainda um enquadramento legislativo demasiado complexo e, por isso, dissuasor do investimento. E o problema não está nem na infraestrutura digital ou nas plataformas de software, que existem e com muita qualidade. Também não está na acessibilidade, tendo em conta que mais de 80% dos portugueses já vêm noticias na internet e acedem às redes sociais, o que mostra que quando querem acedem online. O problema está, para o presidente da APDC, no facto de “não se usar o digital para os negócios e para a produtividade pessoal. É isso que nos falta”. Para Rogério Carapuça, o caminho passa por “continuar a descomplicar e garantir que tudo é transacional se consegue fazer online. Temos de puxar pelas nossas competências e criar as que não existem, para que as empresas usem as TIC para serem mais eficientes. E para que as pessoas consigam usar as suas competências para fazer negócios”. João Santos não tem dúvidas de que “há uma consciência geral do que são os desafios do futuro e também muita vontade de trabalhar” no mercado português. “A COVID- Saber 19 teve um aspeto positivo: dar um sentido de urgência ao que já sabíamos que tinha que ser feito, mas onde achávamos que tínhamos uma margem de conforto. Veio acordar as pessoas para a urgência da ação imediata”, garante. Até em Bruxelas, onde os processos de planeamento são longos, “houve uma capacidade de reação da CE como nunca até agora na definição de medidas e financiamentos para endereçar os principais problemas com que nos defrontamos”. Na sua ótica, o maior problema está agora do lado dos estados-membros: “todos os anos, centenas de milhões de euros são perdidos pelos estados-membros porque não tem a capacidade de transformar os apoios europeus em iniciativas concretas a nível nacional. Não é o caso de Portugal, que tem uma das melhores máquinas de utilização de trabalhar bem, transformando as desvantagens em vantagens, tem que ser o caminho para o nosso país. Sabendo usar o digital para os negócios e para a produtividade pessoal

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