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52 - Ciclo de Conversas Digitais: Como Reinventar o Negócio no Contexto Digital?

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O Futuro das Qualificações Digitais julho 2020

CICLO DE CONVERSAS

CICLO DE CONVERSAS DIGITAIS - COMO REINVENTAR O NEGÓCIO NO CONTEXTO DIGITAL? João Santos Sénior Expert, Comissão Europeia “Apesar das dificuldades no nosso país, há uma consciência geral do que são os grandes desafios, há muita vontade de trabalhar e também muito trabalho a ser feito no terreno, para conseguirmos colmatar os problemas” “A COVID veio dar um sentido de urgência àquilo que todos sabíamos que tinha de ser feito, mas onde achávamos que havia uma margem de conforto para ir fazendo. Veio alertar as pessoas para a urgência de ação imediata. O setor de educação é um claro exemplo” Paula Panarra Diretora Geral, Microsoft Portugal “A pandemia veio acelerar o que já muitos tinham em plano, mas que seria para mais tarde. Este acelerar mostrou, de facto, que para os portugueses a dificuldade aguça o engenho. A rapidez com que a maioria das empresas e das escolas criaram uma possibilidade de continuar a trabalhar foi notável” “Há muitos passos que é preciso dar para a adoção das nossas possibilidades de flexibilização do formato de trabalho. Mas é para aí que acredito que caminhemos, de modelos de trabalho cada vez mais híbridos”

7 profissionais, empresas e país, é obrigatório termos competências digitais e daí a importância de programas como o UPskill”, salienta. Do lado das instituições de ensino superior, a visão é de otimismo. Pedro Dominguinhos, presidente do CCISP - Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, começa por destacar a enorme evolução Há exemplos claros de como é possível ultrapassar a tirania da geografia do interior. Com uma lógica de ecossistema e de cocriação e um conjunto de atores do território é possível obter resultados conseguida nos dois últimos anos em termos de número de licenciados em TIC, que passaram de 1,2% do total de licenciaturas para os atuais 1,9%. O resultado fica a dever-se ao desenvolvimento e implementação de uma estratégia concertada entre a academia, as empresas e o Estado, nomeadamente através do InCoDe.2030. Destacou ainda o papel essencial dos cursos técnicos superiores profissionais, idealizados e desenhados em articulação com as empresas, para responder às suas necessidades concretas. Em 5 anos, estes cursos envolveram 25 mil estudantes e taxas e conclusão com sucesso de 75%, respondendo de forma rápida às necessidades das regiões e das organizações. Bragança, Castelo Branco, Viseu e Fundão são referidos por Pedro Dominguinhos como “exemplos muito claros de como é possível ultrapassar a tirania da geografia do interior. O que significa que é possível, com políticas concretas, obter resultados. Tem é que haver uma lógica de ecossistema e de cocriação com um conjunto articulado de atores do território. Isso é essencial”. Para o presidente do CCISP, está agora a caminhar-se para uma outra dinâmica, a de ter diferenciação nas formações ministradas ao nível do ensino superior, que respondam a necessidades distintas do mercado e sejam formações ao longo da vida, área onde é preciso investir fortemente. Neste âmbito, os politécnicos têm em curso um conjunto de iniciativas, em articulação com o IEFP, nomeadamente para permitir a qualificação de licenciados em áreas não tradicionais. É o caso do UPskill, programa desenvolvido em parceria com a APDC e o IEFP, para a requalificação em áreas específicas definidas pelas empresas envolvidas, que permite às pessoas reconverter totalmente a sua carreira para uma área tecnológica. Pelas contas atuais, há já 2500 candidatos ao programa, cuja 1ª edição arranca em setembro. O académico não tem dúvidas de que a pandemia veio potenciar este tipo de iniciativas, mostrando ainda que é possível adotar, com sucesso, estratégias de e-learning. Alerta ainda para o trabalho da inclusão que é necessário fazer, para

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