51 - Ciclo Covid-19 Digital Reply | Back2Business

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junho / julho 2020

Ciclo

Ciclo COVID-19 Digital ReplyBack2Business poderosa, depois do confinamento obrigar à utilização massiva do online para fazer praticamente tudo. No SAS Portugal, a pandemia apenas veio impor de forma massiva uma prática que a companhia já utilizava há muito, uma vez que algumas das equipas já funcionavam de forma virtual. Luísa Aguiar, HR Business Partner, destaca que, depois desta experiência, foi realizado um survey aos trabalhadores e destes, 85% consideraram que foi fácil a transição para o trabalho remoto e que têm todos os meios para o fazerem. Mais: a empresa ainda está em teletrabalho e começa a preparar agora o regresso, num processo onde terá de ter em consideração que, segundo o survey, 90% dos funcionários querem manter um modelo híbrido de trabalho e, destes, 30% preferem mesmo apenas o teletrabalho. A adoção de uma nova solução para o regresso ao posto de trabalho está a ser pensado a nível internacional, mas a gestora acredita que terá de ser um modelo híbrido, tendo em consideração o que querem as pessoas e o que cada uma vai escolher. “Acredito que isto vai transformar a forma de trabalhar e o escritório em si, que terá de ser também reformulado e humanizado”, refere. Na NOS, o caminho parece ser similar. João Raposo, Sales Director, explica que há muitas realidades distintas dentro do operador: operação, lojas e corporate. E exemplifica com o caso dos call centers, que envolvem três mil pessoas, sendo por isso uma operação complexa, pela sua dimensão, diversidade e número de parceiros, entre os quais a ManpowerGroup. Nesta área, o plano que está a ser traçado passa por trazer as pessoas de volta de forma gradual, mas desde que o queiram. Na organização, também foi realizado um survey interno para aferir as opiniões dos colaboradores, e vão agora avançar, em julho, com o regresso ao local de trabalho de 15% do efetivo, num processo gradual que visa garantir todas as regras de segurança. Haverá pessoas que passam a trabalhar em permanência de forma física na empresa, outras que optarão por um modelo híbrido e outras que vão ficar em teletrabalho. É que, depois desta experiência de teletrabalho obrigatória, “a disponibilidade das empresas para o teletrabalho é agora outra, completamente diferente. Mas estamos a dar passos que são escorregadios e temos de ter muito cuidado. Por isso, os planos de comunicação são essenciais”, adverte João Raposo. COMUNICAR É CADA VEZ MAIS ESSENCIAL Na própria ManpowerGroup, a situação é similar. Por agora em modelo remoto, têm também muitos colaboradores que querem voltar fisicamente e outros que não. Rui Teixeira não tem dúvidas de que terá de haver uma gestão totalmente diferente do espaço físico da empresa, mas que neste caso específico, terão de ser alinhadas com as estratégias dos clientes. De qualquer forma, a meta é regressar ao posto de trabalho muito ponderadamente, com as medidas a serem adaptadas a cada caso, porque as realidades são distintas. João Raposo acrescenta que quanto mais medidas em termos de segurança forem tomadas, mais impactos pessoais e económicos terão. Por

5 É consensual que a tecnologia terá um papel cada vez mais importante. Com a pandemia, muitas das atividades até agora só realizadas fisicamente vão passar a ser feitas em formato digital, como a contratação ou a formação de recursos isso, o “segredo” está em encontrar o equilíbrio certo entre estas três variáveis, que não “jogam” umas sem as outras. E o processo não será fácil, porque tudo está a mudar. Certo também para todos os oradores é que a tecnologia vai ter um papel cada vez mais importante, porque muitas das atividades que eram até agora realizadas fisicamente, como a contratação ou a formação de recursos, deverá passar a ser feita em formato digital. Há “megadesafios e a tecnologia pode ser a resposta a isso”, diz o responsável da NOS. Luísa Aguiar acrescenta que este papel central da tecnologia “é inevitável e obrigatório” e que nos SAS muito já está a mudar com a utilização do online. Haverá muitos modelos que vão passar a ser remotos, tendo a tecnologia um papel cada vez mais essencial. Como refere Rui Teixeira, “uma empresa como a nossa, não vive de tecnologia, mas não vivemos sem tecnologia. Acredito que o modelo híbrido veio para ficar e que a tecnologia se vai massificar”.•

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