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5 - Executive Breakfast | Smart Cities

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26 Maio 2015 Pestana Palace Hotel

EM DEBATE Augusto Mateus

EM DEBATE Augusto Mateus – Presidente, Augusto Mateus & Associados os constrangimentos atuais à gestão da cidade, resultantes do centralismo excessivo, com o caso dos transportes/mobilidade, onde subsiste “um problema gravíssimo de organização da estrutura da Administração do Estado, que não é adequada à resolução e à escala dos problemas”. Com 2,8 milhões de pessoas, a área metropolitana de Lisboa dispõe de um sistema de transportes desarticulado, sem ligação entre os diversos meios públicos e privados. Cada empresa gere o seu negócio e o Estado gere as grandes vias e eixos pesados rodoviários e ferroviários e os transportes no centro de Lisboa. Esta situação tem levado a “profundas disfunções ao longo dos anos” e a um “problema económico brutal”, com “má alocação de investimento”. uma “autarquia metropolitana e, dentro dela, fazer a transferência de poder para problemas como a energia, mobilidade e proteção civil”, dando-lhe “poder para gerir as coisas”, ou tudo ficará “desgarrado e sem articulação”. Tendo em conta o novo pacote de fundos, entende que estes “têm que ser utilizados para corrigir falhas de mercado. Onde o mercado não funciona, pô-lo a funcionar. Onde não há mercado, criá-lo”. É que se “Portugal tem legitimado sucessivamente uma aposta na utilização das oportunidades das soluções tecnológicas, não estamos preparados em termos de competências, organização e instituições. Era muito importante no Portugal 2020 que algumas destas apostas pudessem ser focalizadas. E utilizar intensivamente projetos colaborativos”. O que implica “coragem política mas também colaboração empresarial”. Por isso, aconselha: “nada de pressas no Portugal 2020. Temos que concentrar recursos no que pode mudar a face das cidades, da especialização, da internacionalização.” EXCESSO DE CENTRALISMO PREJUDICA O presidente da Câmara de Lisboa exemplifica Trata-se, para o autarca, de um problema de governação sem solução à vista, se não for feita a passagem para a área metropolitana de um conjunto de competências chave à regulação do sistema de transportes, com a saída da Administração Central desta gestão. E, tendo em conta as recentes decisões públicas, isso não acontecerá, já que o processo de concessão de exploração dos transportes públicos de Lisboa adiará a resolução do problema por muitos anos. Trata-se de um “problema do centralismo, muito pior do que qualquer pessoa imagina. É uma lógica que ainda temos instalada no país, especialmente nas áreas metropolitanas com muita massa critica e capacidade”. Uma lógica que ignora os enormes ganhos em termos económicos, ecológicos, de qualidade de vida e de organização que resultariam de construir um sistema inteligente de mobilidade. Perante esta realidade, Fernando Medina garante que a autarquia está a trabalhar e que não desiste do que é importante. “Estamos a trabalhar na otimização e na escala. Naquilo que podemos. A questão das smart cities não é uma questão de escolha, pois tudo tem que ser smart citie”, destaca, acrescentando ainda que “a utilização das TIC na

7 resolução de problemas não é uma escolha, mas uma evidência e uma extraordinária oportunidade”. E a inteligência “está em saber usar as TIC como forma de ajudar à execução e projetos e à resolução dos problemas organizacionais”. Um dos objetivos é definir projetos com a adequada dimensão e escala agregadora para maximizar a capacidade de mobilização e de geração da mudança. Sem ambição excessiva, escala irrealizável e desperdício de recursos. ”Saber escolher muito bem o projeto e o sítio para colocar o esforço para causar a mudança é absolutamente crítico para as organizações serem bem-sucedidos”, explica, dando exemplos de projetos onde a autarquia não tive sucesso mas que não desiste e de outros que está a desenvolver. No primeiro caso está a instalação de um centro de operações integrado na cidade, que reúna a proteção civil e a mobilidade, com grande capacidade de monitorização em tempo real. Porque “uma cidade não consegue ser governada sem olhos”. Uma segunda área onde a Câmara vai avançar e “onde os obstáculos institucionais são menores”, é a gestão do sistema de saneamento da cidade, que “esteve preso muitos anos por questões institucionais”. Trata-se de um projeto que “necessitará de Uma segunda área onde a Câmara vai avançar e “onde os obstáculos institucionais são menores”, é a gestão do sistema de saneamento da cidade, que “esteve preso muitos anos por questões institucionais”. Trata-se de um projeto que “necessitará de muito desenvolvimento tecnológico” para ganhar capacidade de gerir o sistema em tempo real e de forma integrada. A autarquia também não desiste, no que depende do município, de uma política de mobilidade em torno de áreas como a via pública e os estacionamentos. A questão da eficiência energética é também central para a cidade, embora ainda seja uma área “menos trabalhada do ponto de vista das soluções e da massificação dessas soluções”. Já há trabalho feito e pretende-se avançar mais depressa, para ganhar escala.

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