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5 - Executive Breakfast | Smart Cities

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26 Maio 2015 Pestana Palace Hotel

EM DEBATE além das

EM DEBATE além das pessoas, o que permite a recolha massiva de dados que, depois de trabalhados, podem ser usados de forma inteligente para melhorar a qualidade de vida das pessoas e a eficiência das organizações nas mais variadas áreas. Assim como ter ganhos significativos em termos de eficiência energética e das condições ambientais. TRANSFORMAR DADOS EM CONHECIMENTO António Raposo de Lima - Presidente, IBM Portugal marcar um plano, um roadmap e executar”. Sendo a cidade “o sistema dos sistemas”, tem várias áreas em que é precisointervir através do recurso às TIC, desde a mobilidade à emergência, passando pela criminalidade e pelos serviços aos cidadãos nos mais variados domínios. E as ferramentas tecnológicas permitem trazer inteligência aos subsistemas, como o comprovam casos como o da cidade de Montpellier, onde a autarquia controla através de um dashboard todo um conjunto de áreas em tempo real, tendo capacidade para antecipar os problemas e evitá-los. “Por detrás do dashboard estão sistemas altamente complexos, a Internet das Coisas, com os milhões de coisas interligados, o big data, com plataformas de bases de dados relacionais, e a capacidade de analítica e de visualização e monitorização”, explica o gestor, deixando claro que hoje o problema não é de soluções e tecnologia, que está disponível, mas sim de liderança. Fundamental também é a cooperação entre todas as entidades envolvidas. Incluindo os operadores de telecomunicações, que têm um papel relevante, acrescenta Mário Vaz, CEO da Vodafone Portugal. “A gestão de uma cidade é algo muito complexo. Tem que ser necessariamente interdisciplinar”. Com a evolução das redes e da tecnologia, é possível interagir com as coisas, para Por isso, o gestor defende que é no tratamento da informação que se deve investir. “Se as cidades não são suficientemente smarts, não é por uma questão de tecnologia. E muito menos de redes de telecomunicações. O que é fundamental, do ponto de vista do investimento, é a área do tratamento da informação. Transformar informação em conhecimento”. E subscreve a posição do responsável da IBM de que o que falta não é tecnologia, redes e recursos humanos de qualidade, mas sim liderança para definir um projeto estratégico e desenvolver um projeto de forma integrada. Nesta matéria, Mário Vaz destaca que é fundamental não se cometerem erros, como a duplicação de investimentos. O que implica que as cidades têm, cada vez mais, de “funcionar em rede e em coordenação entre si. Mário Vaz – CEO, Vodafone

5 Não faz sentido, num país como Portugal, que cada cidade esteja a fazer o seu projeto. E que, no final, ele não possa ser interoperável. Não temos recurso para isso”. “É preciso é que se juntem esforços. Começar a fazer e, em função disso, surgirá à volta do projeto um ecossistema”, que cria “riqueza para a cidade”. O líder da IBM acrescenta ainda que “uma cidade será mais inteligente na medida em que consiga gerir melhor o fluxo de dados transformados em informação e em conhecimento. E com isso resolver um conjunto de ineficiências várias que todos sentimos, enquanto cidadãos”. A urbanização acelerada tem levado a um “conjunto de ineficiências gritantes” e a uma “pressão brutal sobre os serviços, sistemas e infraestruturas da cidade.” A utilização correta dos dados permitirá ajudar a resolver as ineficiências e criar valor económico. “O investimento paga-se por si mesmo. Podemos fazer mais com menos. As soluções inovadoras ajudam a dar este passo qualitativo. Uma cidade de futuro deve aproveitar melhor esta riqueza”, assegura. E cita o exemplo de Lisboa, que tem “uma visão, uma liderança e um roadmap”. Debatendo-se com problemas, como todas as grandes cidades, tem conseguido “mudar o paradigma da gestão da cidade”, capacidade inovadora e criativa. Trata-se de uma “mudança de paradigma que passa por uma colaboração entre todos os players do ecossistema das cidades”. E ”é preciso fazer isto mais vezes. Sentar todos os stakeholders à mesma mesa”, porque se trada de “um problema de vontade” e não de tecnologia e de criação de soluções inovadoras, que são “alavancas da mudança” e um “fator crítico de sucesso”. Recursos humanos qualificados, capacidades nas áreas de big data e analítica e segurança são também vitais. CAPACIDADE DE GERIR É GRANDE DESAFIO E como é que se poderá criar mais economia para ter mais pessoas na cidade? Para Augusto Mateus, Presidente da Augusto Mateus & Associados, a cidade é um dos mais complexos sistemas que existem. Tem um elevado nível de variedade e de interatividade, cuja gestão não é simples e que exige, por parte de quem governa, a noção da dimensão e capacidades de liderança, que tem que ser exercida no sítio certo. A cidade “tem que poder crescer sem destruir o que é”. Implica “construir uma autarquia metropolitana com capacidade para gerir”, o que é “um grande desafio político”. O economista defende que “a batalha das cidades inteligentes é reinventar a cidade desde o início. Tem que ser uma cidade que cria liberdade e não que a destrói. O seu sucesso destrói a sua atratividade, se não fizer uma gestão sustentável de si própria”, pelo que há que destruir a sua complexidade. “Cada cidade tem que se fazer com o que é, com uma liderança e com algum voluntarismo estratégico”. E o grande desafio é saber transformar informação em conhecimento e não ficar soterrado pela informação. E mais do que criar riqueza, para ter mais residentes e emprego, é preciso saber onde aplicar essa riqueza. “É preciso uma estratégia de criação de riqueza que suporte uma estratégia de sustentabilidade. As duas não se cruzam no mesmo momento. Não se pode ter produtividade com coesão, porque a primeira destrói a segunda”, acrescenta. Questionado sobre como poderão ser aproveitadas as verbas do Portugal 2020 para tornar as cidades mais inteligentes, Augusto Mateus considera que há que concentrar os fundos para “mudar a face de algumas coisas”. O “Portugal 2020 mereceria que Portugal fosse não o bom aluno, do quadro de honra, mas sim o grande protagonista da boa afetação de recursos, da descentralização estratégica e da seletividade”. Destacando que “quem mais sofre com o centralismo em Portugal é a cidade de Lisboa”, que “tem um modelo de governo de descentralização com imenso potencial”, defende que é preciso construir

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