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5 - Executive Breakfast | Smart Cities

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26 Maio 2015 Pestana Palace Hotel

EM DEBATE SMART CITIES:

EM DEBATE SMART CITIES: UMA TRANSFORMAÇÃO QUE EXIGE VONTADE A mudança das cidades para espaços cada vez mais inteligentes é uma inevitabilidade e não uma escolha. Sendo uma realidade cada vez mais complexa, terá que evoluir através do recurso massivo a ferramentas e soluções TIC. E centrarse nas pessoas, potenciando a criação de mais emprego, mais competitividade e mais economia. Oferecendo mais qualidade de vida para atrair talento e população. Mas há entraves e obstáculos. Porque falta liderança, organização, visão e estratégia. E coordenação e parceria entre todos os envolvidos. Construir uma smart citie passa por avançar. Com vontade. Rogério Carapuça – Presidente, APDC Uma smart citie é uma cidade a funcionar bem e a crescer. Para as pessoas e com as pessoas. Uma cidade é o sistema dos sistemas. Quando um falha, os outros também começam a falhar. Exige uma gestão muito complexa e interdisciplinar, que passa por múltiplas áreas, como a mobilidade, os transportes, a eficiência energética, as condições ambientais, a qualidade de vida. As soluções TIC são fundamentais para uma mudança que é inevitável e irreversível. Porque transformam dados e informação em conhecimento, tornando a cidade cada vez mais inteligente e sustentável. E há múltiplos exemplos que o comprovam. Mas se a tecnologia está disponível e pronta a ser utilizada e há redes de comunicações de ponta, falta em Portugal liderança, organização, visão, definição de roadmap e implementação. Já há projetos de sucesso em algumas áreas mas é preciso vontade para avançar. Juntando-se esforços, reunindo os stakeholders do ecossistema – públicos e privados, centrais e autárquicos – e ‘destruindo

3 a complexidade’. Neste Executive Breakfast sobre “Cidades Inteligentes - Crescimento Inteligente”, moderado por Pedro Santos Guerreiro, ficou claro que há ainda muitos obstáculos a ultrapassar e que ainda estamos no início do processo. A cidade de Lisboa enfrenta atualmente, do ponto de vista político, três grandes desafios: ter mais pessoas no centro, funcionar melhor e criar mais empregos. Estes são, para o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, “três grandes objetivos que nos norteiam, organizam e estruturam” e que são o “futuro da cidade”. Segundo Fernando Medina, registaram-se em Portugal, nas últimas décadas, dois movimentos distintos com impacto na capital: o êxodo da população do Interior para o Litoral e a criação da grande área metropolitana de Lisboa. O resultado foi o esvaziamento do centro. Estimase em três décadas tenham saído do centro da cidade cerca de 300 mil pessoas de um universo de 800 mil, situação que provocou uma “distorção da realidade”, “uma grande disfunção e tensões brutais em termos de oferta de serviços“ e uma nova geração de problemas. Para se atrair mais pessoas para o centro da cidade, de que resultariam inúmeros benefícios em termos de reabilitação urbana, comércio de proximidade ou menos poluição, terá que se ter “uma cidade a funcionar melhor”. E este é “um objetivo de fundo” para o autarca, embora admita que é um grande desafio, especialmente na situação atual, de “grande mudança do mercado de crédito e do paradigma de acesso à habitação”. Uma das ‘chaves’ assenta na dinâmica da mobilidade, que está hoje completamente desarticulada. Considerando mesmo a mobilidade um dos maiores falhanços nacionais no pós-25 de abril, Fernando Medina refere que o sistema atual de transportes na Zona Metropolitana de Lisboa é “totalmente disfuncional”, sem articulação dos transportes públicos com as várias formas de mobilidade. E, “sem isso, nunca poderemos ter nada próximo de uma smart citie”. É ainda necessário potenciar a criação de mais emprego dentro de Lisboa. “A cidade vive se for um centro de vitalidade, de emprego, de atividade económica. Onde as pessoas possam estar e produzir em aglomerados urbanos”. Para alcançar esse objetivo, terá que se conseguir atrair novas gerações de pessoas, o que só é possível se for garantida qualidade de vida. LIDERANÇA E COOPERAÇÃO SÃO DETERMINANTES Fernando Medina - Presidente, Câmara Municipal de Lisboa Mas como se pode pôr uma cidade a funcionar de forma mais inteligente, nomeadamente através do recurso às TIC? Não será de “forma milagrosa”, diz António Raposo de Lima, Presidente da IBM Portugal, mas sim “por aproximações”. O primeiro passo é focar a cidade nas pessoas, criando condições para atrair pessoas, empresas e talento. É preciso “criar ciclos virtuosos capazes de projetar as cidades”, através do recurso às ferramentas tecnológicas. Sustentado na experiência da IBM no apoio à transformação de cerca de 800 cidades em smart cities, explica que é preciso “é começar a viagem”, que “pode ser dada com pequenos ou grandes passos. E grandes projetos transformadores”. E isso exige, desde logo, “ter uma visão e confiança,

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