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45 - Digital Business Breakfast | O Futuro do Setor Financeiro

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2 outubro 2019 | Sheraton Lisboa Hotel

DIGITAL BUSINESS

DIGITAL BUSINESS BREAKFAST Rogério Campos Henriques Vice-Presidente, Fidelidade “Temos de acelerar e dar uma melhor experiência ao cliente, resolvendo os seus problemas e acrescentando layers de serviços à oferta. É nisso que temos vindo a trabalhar nos seguros, com a introdução de analítica, dando experiências mais abrangentes” “Quando olhamos para que os seguros têm de fazer no futuro, tem de ser um parceiro das pessoas. Queremos estar mais presentes na vida do cliente, com um nível de ofertas cada vez maior. E com a visão de criar mais uma lógica de ecossistema, para dar experiências abrangentes ao cliente. É nesse sentido que avançamos” “Há um conjunto de tecnologias e de expetativas dos clientes que estão a convergir para mudar o setor. Vamos capazes de ser mais rápidos, eficazes e personalizados, com a analítica e com o 5G. Ser o parceiro na proteção, percebendo que temos de inovar e dar mais experiências, para nos mantermos relevantes” mente digitais ainda pesam muito pouco no mercado nacional, representando apenas cerca de 2,5% do mercado de não vida. Se já se começa a vender mais seguros pelos canais digitais, sobretudo no que respeita ao seguro automóvel, e as seguradoras já são na sua generalidade multicanal, o facto é que os “clientes não são puramente digitais, porque a estrutura de venda dos seguros é diferente. É uma compra pouco frequente, que tem alguma complexidade, pelo que precisa de um maior grau de aconselhamento”, explica. Na sua ótica, a transição para o digital está a ser feita de uma forma gradual, com integração entre o mundo digital e os canais tradicionais. E o machine learning está no centro de todas as atenções. “Estamos a trabalhar nas várias linhas de comunicação e na identificação de oportunidades comerciais para cada um dos clientes, através de machine learning e a partir dos seus dados de contexto e de toda a sua informação”, explica. CONHECER O CLIENTE COM TECNOLOGIA Uma realidade que se estende à banca, já que o machine learning permite ganhar uma enorme capacidade de aumentar o diagnóstico que se faz dos seus clientes. Esta será a uma das áreas que serão mais disrrompidas, nomeadamente na análise de crédito e o risco dos clientes, acrescenta Francisco Barbeira. Contudo, como explica Paulo Figueiredo, “os bancos têm que ter regras muito restritas no tratamento da informação dos clientes”, uma vez que estes confiam nos dados que depositam nas suas entidades bancárias, o que implica uma enorme responsabilidade.

9 Os responsáveis do BIG, BPI, SIBS e Fidelidade com o moderador do debate, André Macedo, depois de uma conversa sobre os desafios e as oportunidades de um novo mundo cada vez mais digital Trabalhar em ecossistema foi destacado por todos como fundamental e a plataforma de open banking criada no âmbito da SIBS vai nesse sentido, tentando-se fazer diferente e responder às dúvidas do mercado. Ricardo Chaves garante com o “open banking, há uma oportunidade muito grande de criatividade e de oferta de novos serviços. Os bancos já se estão a mover nesse sentido”. Para o gestor, “o que é fundamental com o digital é resolver problemas dos consumidores, nomeadamente garantir a universalidade de pagamentos via telemóveis, através de várias opções”. A plataforma de open banking, que arrancou em fevereiro deste ano com 18 instituições financeiras (já tem 20) mostra que “o sistema financeiro está de boa saúde no que toca à inovação”. Mas o futuro da evolução da cadeia de valor do serviço que não está apenas no front-end digital, depende de muitas áreas e processos, onde é preciso avançar. Francisco Barbeira também está convicto de que “o futuro da banca está dependente de assumir o seu papel como ecossistema” e da sua disponibilidade para ser participante ativo em ecossistemas que não controla, mas onde é ator.

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