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44 - Neashoring & Human Talent | Portugal as an attractive Services Hub

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DIGITAL BUSINESS

DIGITAL BUSINESS CONFERENCE Catarina Azevedo Diretora de Recursos Humanos, Vision-box “Somos uma empresa portuguesa multinacional focada na biometria e nas soluções de identidade digital. Somos líderes na automação de fronteiras. Temos mais de 500 colaboradores e estamos presentes em 5 continentes e mais de 80 aeroportos” “Portugal já não consegue produzir talento suficiente para responder ao aumento da procura. Há muita concorrência na procura e este é um enorme desafio. A meta para este ano era contratar 180 pessoas, sendo 130 em Portugal e há que ter uma estratégia de recrutamento e de retenção do talento” “Temos conseguido captar pessoas, porque somos uma empresa tecnológica e digital que está a crescer muito e que oferece uma experiência internacional. Por isso, estamos em transição para uma organização cujo maior ativo são as pessoas, a quem damos grandes oportunidades profissionais e muitos incentivos” Rodrigo Maia Technology and Innovation Director, Altran “Nos últimos 5 anos, multiplicámos por 5 a dimensão da empresa. Para responder a este crescimento, temos feito um trabalho muito forte de captação de recursos juniores e em várias outras formas de atrair talento. Tivemos de mudar e definir novas abordagens” “Temos segmentado o talento por áreas e desenhado modelos de colaboração para cada uma delas, com novos programas curriculares, formação dentro da empresa, joint-ventures com universidades, entre outras” “O crescimento da empresa tem sido muito apoiado. Temos sabido gerir a nossa relação com as várias instituições nacionais, beneficiando dos vários programas públicos de apoio, nomeadamente para a criação de empregos”

9 O gestor indica que as empresas que já foram certificadas com o Tech Visa estimam que a simplificação dos procedimentos de autorização de residência em Portugal tenham reduzido o tempo de emissão do visto em cerca de 20%. Apesar do processo ainda não funcionar a 100%, o facto é que já estão certificadas 93 empresas e foram recebidas 109 candidaturas. No recrutamento - há 218 termos de responsabilidade já emitidos - o domínio de talento proveniente do Brasil é avassalador. Questionado sobre a eventual criação de um programa de incentivos à retenção de talento português, o gestor destaca que não há nada previsto, para além do pacote de medidas fiscais para quem queira regressar ao país. Acresce que as novas gerações têm uma apetência muito grande para ter uma carreira internacional, o que é difícil de travar. Mas enuncia um outro problema a que é preciso saber dar resposta: a mobilidade dentro do próprio país, sobretudo para o interior, onde falta talento qualificado. Na sua ótica, “há que criar medidas ativas para dinamizar a mobilidade dentro do país e para ajudar as empresas”. E mesmo nas medidas para incentivar o investimento estrangeiro, a dinâmica do mercado obriga a criar constantemente iniciativas e ideias para atrair empresas. “Não podemos parar. Os países concorrentes ao nosso também não estão parados. Não existem formulas milagrosas”. Um dos caminhos para ganhar dimensão será o de “integrar mais redes mundiais de inovação. Estamos muito bem posicionados como prestadores de serviços, mas há margem para prestar mais valor económico”, garante. Também o IEFP está a desenvolver iniciativas nesta área. Alexandre Oliveira refere que a requalificação de licenciados de áreas de menos aceitação é um dos objetivos, para os encaminhar para áreas que têm emprego. “Temos feito esse trabalho em coordenação com universidades. Temos um protocolo com 10 universidades para dar formação digital”, addim como com várias empresas para garantir “um perfil de requalificação para as áreas tecnológicas. Há procura, mas faltam profissionais. É uma área em que há que investir ainda mais, para garantir qualificações”, acrescenta. “O mercado é muito dinâmico, o que significa que todas as medidas e iniciativas têm um impacto limitado. Obriga-nos a ver constantemente novas iniciativas e ideias de atração de investimento. Não podemos parar, porque os outros países também não param”, acrescenta Pedro Cilínio. Para o responsável do IAPMEI, “não existem formulas milagrosas. Apostar em tudo o que tenha a ver com políticas ativas de captação de talento qualificado para áreas de necessidades é prioritário. E na inovação, Portugal precisa de estar mais nas redes internacionais. só assim ganharemos dimensão. Estamos muito posicionados como prestadores de serviços mas há margem para prestar mais valor económico no que prestamos, com maior aproximação aos clientes”. APRENDER COM CASOS DE SUCESSO Vision-box, Altran Portugal e Bosch Service Solutions são case-studies de sucesso de aposta no mercado nacional. No primeiro caso, surgiu de um projeto português que atualmente se assume como uma “empresa portuguesa mul-

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