43 - Digital Business Breakfast | O Futuro da Indústria Automóvel | Ao Encontro do Consumidor Digital

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28 fevereiro 2019 Pestana Palace Hotel

DIGITAL BUSINESS

DIGITAL BUSINESS BREAKFAST Saber responder à acelerada disrupção As marcas automóveis nacionais já investem forte no digital, porque é aqui que começa a jornada de compra do cliente, apesar do offline ser ainda determinante para negociar preços e testar o veículo. O setor terá que se saber adaptar permanentemente a um mercado em acelerada disrupção, trazida pelos novos consumidores e pelos players digitais. Numa altura em que os carros conectados e autónomos estão a chegar e há novas formas de utilização de transportes, os desafios multiplicam-se. No Digital Business Breakfast APDC sobre “O Futuro da Indústria Automóvel”, abordaram-se as tendências e oportunidades da indústria automóvel. Carlos Rueda, Industry Head Automotive da Google Espanha começou por destacar a velocidade crescente a que tudo está a acontecer e a enorme relevância que assume hoje o mobile. “A velocidade e a mudança são hoje as únicas constantes, quando estamos no meio de uma nova revolução, trazida pelo machine learning e a inteligência artificial”, referiu. Os novos negócios disruptivos, como a Tesla ou a Uber, estão a colocar todos os grandes fabricantes sob pressão, obrigando a alterações de fundo nos respetivos modelos de negócio, onde tudo tem que estar cada vez mais conectado. Acrescem as mudanças trazidas pelos consumidores, consicentes de que a propriedade de um carro não é a única solução e se multiplicam as alternativas. Para o orador, há hoje uma enorme “disrupção na indústria automóvel”, que se pode generalizar a todos os negócios tradicionais em todas as áreas. Aliás, já estão a surgir novas ofertas e soluções, para responder a novas formas de utilização, particularmente das camadas mais jovens da população, que têm outras metas e ambições e que vivem sempre online. O caminho terá que passar, obrigatoriamente, por ouvir os clientes, que querem que os seus problemas e necessidades sejam resolvidos cada vez mais rapidamente. “A indústria tem que se centrar no consumidor, porque é ele que está cada vez mais conectado e não o carro. Este será um novo device” e, por isso, “como um camaleão, o setor terá que operar e, ao mesmo tempo, saber transformar-se. Todos têm que vender carros hoje, de forma rentável, e ao mesmo tempo adaptarem-se às novas disrupções”, alerta o responsável da Google.

3 “No setor automóvel, temos que testar e rapidamente. Falhar muito e depressa, porque o consumidor está à espera de coisas que ainda nem estamos a fazer”, salientou o keynote speaker deste encontro, Carlos Rueda Ter dados e saber como os utilizar, determinar o momento que interessa para enviar a mensagem certa, usando a analítica, e através do machine learning e da automatização conseguir ser rápido na resposta, ter os ativos certos e personalizar a experiência serão fatores decisivos, na perspetiva de Carlos Rueda. Até porque o universo de potenciais clientes é pequeno. Em média, só 1% dos consumidores, quer em Portugal, quer em Espanha, estão a pensar comprar um carro. Por isso, deixa a mensagem: “temos que testar e rapidamente. Falhar muito e falhar depressa, porque o consumidor está à espera das coisas que ainda nem estamos a fazer. É tudo sobre o consumidor.” Um estudo realizado pela TNS/Kantar Portugal para a Google, sobre o ‘Processo de Decisão de Compra do Consumidor Português’, vem confirmar que, cada vez mais, os consumidores estão a usar os pontos de contacto digitais e o telemóvel como uma poderosa ferramenta de research, que que os ajuda a tomar decisões. Para Frederico Costa, Industry Head Branding e Agências da Google, o trabalho (realizado em 28 países, incluindo Portugal, a 500 pessoas que compraram um carro novo em 2018) mostra que são e serão os eventos de vida a determinar a decisão de compra de um automóvel, como a

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