43 - Digital Business Breakfast | O Futuro da Indústria Automóvel | Ao Encontro do Consumidor Digital

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28 fevereiro 2019 Pestana Palace Hotel

DIGITAL BUSINESS

DIGITAL BUSINESS BREAKFAST Ricardo Lopes Diretor de Marketing, Renault Portugal “Costumamos dizer que aquilo que nos reservam os próximos cinco anos é muito mais do que aquilo que nos reservaram os últimos 50. A digitalização vai chegar também ao produto automóvel” “Muito se fala na eletrificação, mas o grande desafio já está muito além disso. Os carros conectados e de condução autónoma serão uma realidade a muito breve prazo, com uma democratização muito rápida. Estamos a falar de uma revolução no que é a relação com o automóvel” “As marcas estão a evoluir de um conceito de venda do automóvel para um conceito de disponibilização e venda de serviços de mobilidade. Esse vai ser o caminho” Bernardo Rodo Managing Director OMD “As marcas perceberam que conseguem ter grande precisão na maneira como falam com os consumidores, mas que têm que ir muito mais longe. Têm que perceber que o digital é igualmente importante para conhecer as pessoas que não estão no momento de compra, mas no momento anterior” “A evolução das marcas nas novas plataformas digitais é brutal. O peso do digital no investimento do setor é já, em média, de 20%. Não poderia haver este nível de investimento, sem a contrapartida da qualidade no consumo dos conteúdos que quem está a usar a internet” “O setor automóvel combina 3 características: inovação, criatividade e perseverança. É consensual que o consumidor que está próximo de uma decisão é muito difícil de encontrar e as marcas tem que trabalhar para nunca deixar de ter uma relação com o potencial cliente”

11 comunicamos por segmentos, falamos só para determinadas pessoas, e corremos riscos. Uma marca mais generalista tem que comunicar com toda a gente, explica. DEMOCRATIZAR PARA VALORIZAR Ricardo Lopes acrescenta que a democratização da informação trazida pelo digital é uma vantagem para o setor automóvel, porque permite valorizar os produtos. Um cliente que chega hoje a um stand está muito mais informado, sendo o vendedor visto cada vez mais como uma espécie de conselheiro, “alguém que faz a ponte entre expetativas e necessidade e um produto que tem para vender”. Não tendo dúvidas que com as novas formas de utilização, o caminho será o da otimização do bem automóvel, destaca que também as marcas estão a evoluir de um conceito de venda do carro para o conceito de disponibilização e venda de serviços de mobilidade. “Esse vai ser o caminho e as marcas estão também a apostar nesta área”, adianta, o que mudará “todo o conceito de interação com o produto”. Também a Brisa tem feito um esforço grande na digitalização da relação para os clientes, no sentido de os conhecer melhor e poder oferecer serviços de mobilidade. “Temos feito o caminho do carro para as pessoas, do identificador para as apps, para tentar ter uma maior relação digital com os clientes, que nos permita oferecer mais do que é a infraestrutura de autoestradas”, refere Manuel Ramos, exemplificando com a app ViaVerde, que é hoje o principal meio de comunicação digital da Brisa, com mais de um 1 milhões de downloads no final do ano passado. A aplicação tem vindo a alargar o leque de serviços que disponibiliza, até ao pagamento de transportes públicos e de partilha de carros, olhando sempre para as necessidades do consumidor. E “há mercado para estas novas ofertas”, garante. Questionado sobre o investimento das marcas no digital, seja na web ou no mobile, Bernardo Rodo não tem dúvidas de que a “evolução das marcas nas novas plataformas é brutal. Se pensarmos no volume de investimento que o setor automóvel representa e na distribuição dentro de cada marca, o peso do digital é acima de 20% em média do setor”. Tendo em conta a centralidade do vídeo, considera que as marcas automóveis têm uma grande vantagem em centralizar a produção de qualidade a nível mundial e em ter conteúdos muito bons. “A publicidade tem que ser excecional. Uma das caraterísticas do setor automóvel é que combina três características: inovação, criatividade e perseverança”, refere, deixando claro que “os estudos mostram que, de uma forma geral, os utilizadores apreciam a publicidade se for relevante para ele. Por isso é que as técnicas de segmentação são fundamentais para uma marca”.•

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