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40_UPDATE_DBB CITIES OF THE FUTURE NOV_2018

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DIGITAL BUSINESS

DIGITAL BUSINESS BREAKFAST Cooperar para construir as cidades do futuro Os desafios e as pressões sobre as cidades são cada vez maiores e está já a ser desenvolvido muito trabalho para lhes dar resposta e trazer inteligência aos centros urbanos. Preparar e antecipar o futuro passa, obrigatoriamente, pela aposta na digitalização, inovação e eficiência. Descarbonização, mobilidade elétrica, economia da partilha e sustentabilidade energética e ambiental são exigências deste novo mundo, mas só serão possíveis através da cooperação e das parcerias entre os players do ecossistema. “O tema da gestão das cidades é cada vez mais atual, porque a maior parte da população mundial já vive nelas e o número vai aumentar ainda mais. As tecnologias digitais vão promover uma melhor vida nos centros urbanos aos cidadãos, aos municípios e aos operadores presentes nas mais diversas áreas”, diz Rogério Carapuça, presidente da APDC na abertura do Digital Business Breakfast sobre “Powering the Cities of the Future”, o primeiro de um ciclo de três iniciativas com o mote “Powering the Digital Economy”. E são “tremendos” os desafios das cidades, que “ninguém consegue endereçar sozinho, mas sim em cooperação e parceria”, considera João Rodrigues, Country Manager da Schneider Electric Portugal. Numa intervenção sobre “Cities Redefined | Digital & Energy Converged”, começou por destacar a urbanização e a deslocalização das pessoas para as cidades como uma das grandes tendências ao nível internacional. Apesar de representarem apenas 2% da superfície do planeta, os centros urbanos são cada vez maiores, sendo já responsáveis por 70% do consumo mundial de energia. Trata-se de um nível de dificuldades impactante que tem que ser “resolvido pelas comunidades técnicas que, em conjunto, têm que começar a pensar como vão ultrapassar a situação”. Uma das dificuldades é o “dilema energético”: para fazer face à urbanização, industrialização e digitalização, será necessário aumentar em 50% o consumo energético ao nível mundial; em paralelo, se não forem reduzidas para metade as emissões de CO2, o equilíbrio climático mundial ficará em risco. A situação só poderá ser ultrapassada “com inovação e alteração de paradigmas. Temos que

3 O keynote speaker deste encontro, João Rodrigues, Country Manager da Schneider Electric Portugal, defendeu que o nível de dificuldades das cidades só pode ser ultrapassado com a aposta na inovação e na alteração de paradigmas ser ativistas, com as soluções certas para este dilema, com cooperação, tecnologia e realização de trabalho. Acredito profundamente que vamos ser capazes. Precisamos de ser bemsucedidos”, deixa claro o orador, para quem a possibilidade de hoje se poderem juntar as áreas da energia, software de automação e conetividade garante, à partida, resultados. “Com software de análise e de predição, estamos efetivamente a desenvolver condições para tornar possível o sonho de sermos bem-sucedidos. Conseguimos acelerar e temos condições para o fazer. O IT, o digital e a massificação da informação permitem-nos pensar que será possível criarmos em conjunto esta nova realidade”, explica, destacando a “intensidade brutal da informação” e o seu “potencial enorme. Estamos sentados numa mina de ouro, mas temos que conseguir explorá-la e tirar partido dela, transformando-a em negócio”. É que, nas palavras de João Rodrigues, “o mundo é cada vez mais elétrico, digital, descarbonizado e descentralizado”. Sendo o tempo que se vive “excitante e o futuro já hoje, saber como o vamos trabalhar é o desafio. Teremos que fazer face a todas as necessidades e expetativas dos cidadãos”. Por isso, as “cidades devem ter uma agenda única, eficiente,

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