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40_UPDATE_DBB CITIES OF THE FUTURE NOV_2018

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DIGITAL BUSINESS

DIGITAL BUSINESS BREAKFAST sofrer uma revolução tremenda”, que obriga a uma completa reinvenção. Mas o setor está no bom caminho, garante Rui Bica, para quem será “tudo muito rápido a acontecer” em termos técnicos. Já a nível legal e temas associados, haverá muito a fazer, nomeadamente em termos de redução da sinistralidade e de segurança. Entretanto, a indústria automóvel terá que apostar na inovação e na cooperação, como o caso da poll de empresas, através da IONITY, para redes de carregamento rápido de carros elétricos da BMW, Daimler, Ford e Volkswagen (incluindo Audi e Porsche), a que se juntou agora a Cepsa. “Os vários construtores estão a juntar-se para disponibilizar serviços para viaturas eletrificadas. Este caminho tem estado a ser muito rápido. Não adianta que cada um tente fazer o seu sistema. A economia de escala existe e é fundamental, porque permite que as estratégias se possam desenvolver rapidamente”, acrescenta. Mas nem só de carros elétricos vive a mobilidade inteligente. Há vários projetos em curso, nomeadamente em Lisboa, na área da eficiência energética e na mobilidade partilhada. Duarte Cordeiro não tem dúvidas de que “há um mundo de coisas para fazer”. Para já, Lisboa está a desenvolver projetos e tecnologias, nomeadamente no âmbito do Sharing Cities, programa europeu para testar todos os tipos de eficiência através da utilização de tecnologia em estacionamentos, escolas públicas e edifícios municipais. O objetivo é permitir depois uma aplicação em escala. João Torres esclarece que, “por todo o país, há inúmeros exemplos de cidades com o mesmo dinamismo de Lisboa. O tema das cidades inteligentes vai tomando a agenda de muitos municípios”, embora uma das grandes dificuldades resida na capacidade de investimento. “É preciso que o caso esteja muito claro para que a empresa invista e tenha o retorno garantido. Este é um tema que temos que afinar, para conseguirmos mobilizar”, considera, defendendo que para uma cidade ser inteligente terá que haver uma visão de liderança, que é chave no processo. No caso de um distribuidor como a EDP, perante as alterações e os desafios, tem que se preparar: “temos um papel de pivot, com muita digitalização, tratamento de dados e partilha de informação. O consumidor quer ter um papel ativo que e quer informação. É da informação que nasce a inovação e as novas empresas. A execução é difícil, mas sabemos para onde vamos, o que já é bom”, acrescenta. Num cenário a dois anos, os projetos multiplicam-se. Na Câmara de Lisboa, a meta é alargar oferta de mobilidade partilhada, que complementa o sistema de transportes públicos. “Esperamos chegar a 2020 com muitos exemplos para dar ao nível europeu e até mundial, com muitas experiências. Vamos dar um salto gigantesco ao nível da mobilidade. Atraímos grupos como a BMW, Daimler e Volkswagen, que criaram unidades para testar a digitalização, autonomia e eletrificação de veículos. Portugal é um bom ambiente para testar e introduzir este tipo de tecnologia”, afirma Duarte Cordeiro. João Torres também garante que “há uma visão para a cidade e não temos dúvidas que vamos dar salto”, o que é confirmado pelo responsável da Via Verde. “Claramente se nota uma abertura muito grande do município para integração e

11 para trabalhar com empresas”, diz, adiantando que na empresa se pretende agora consolidar as soluções desenvolvidas e fazer uma integração com as jornadas do cliente: “Espero que em 2020 estejamos preparados, com um ecossistema de mobilidade completo, conhecendo o que as pessoas necessitam, para darmos o salto para a mobilidade como um serviço”. Olhando para 2020, a meta da BMW é ser “um comercializador de mobilidade elétrica”, com um vasto conjunto de serviços associados às viaturas eletrificadas, refere Rui Bica. Sempre com parcerias, porque é nelas que “assenta a inovação”.• O UPDATE tem como objectivo disponibilizar informação estruturada sobre cada uma das iniciativas promovidas pela APDC. Pretende-se facilitar, a todos os interessados, um arquivo com os conteúdos mais relevantes de cada evento, que poderá ser consultado em www.apdc.pt

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