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35 - Digital Business Breakfast | Como está a IOT a mudar os negócios?

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20 junho 2018 | Myriad Crystal Center, Parque das Nações

DIGITAL BUSINESS

DIGITAL BUSINESS BREAKFAST tínua experimentação”, para que o modelo de negócio evolua, os clientes estejam satisfeitos e se consiga garantir a otimização operacional. COMO USAR A MULTIPLICIDADE DE DADOS? O debate que se seguiu, moderado por Rogério Carapuça, Presidente da APDC, que reuniu players das áreas da saúde, banca, seguros e energia, mostrou que todos estão já a explorar o potencial da IoT e a definir novas estratégias para o negócio. Até porque se têm que reajustar às novas condições de mercado, a clientes cada vez mais digitalizados e a capacidades de armazenamento e de processamento que não param de crescer. O grupo José de Mello Saúde está muito atento ao que se está a fazer, um pouco por todo o lado, com a multiplicidade de dados que todos os dias são produzidos na sua operação. Rui Assoreira Raposo, administrador executivo, garante mesmo “que o futuro está a chegar” ao setor. Exemplos? Uma escova de dentes com sensores que mostram a saúde oral do utilizador e comunicam os dados a um contact center clínico, que os controla e emite alertas para eventuais problemas. Ou um hospital espanhol que tem 70 camas em casa dos pacientes, usando monitorização remota intensiva por parte da unidade hospitalar. “A informação está a deixar de ser estática. Tudo podem ser indicadores de determinadas situações clínicas que, quando transformadas em informação útil, permitem que os problemas do paciente se resolvam de forma preventiva, sem chegar à situação aguda. É muito mais fácil e barato prevenir do que remediar, leia-se curar”, explica este responsável. Por isso, defende que é preciso que o mercado se deixe de centrar numa “cultura hospitalar egocêntrica, que é a que temos hoje, para passar ao paradigma da prevenção. Aqui, a IoT tem um papel como não há. Todos os devices e ligações à distância vão ser transformadas em valor efetivo, o que beneficia não só o doente e o cidadão, mas a sociedade como um todo, mantendo-nos mais ativos e produtivos”. ECOSSISTEMAS COMPLEXOS “Quando falamos em IoT, falamos essencialmente de sermos capazes de recolher um conjunto muito vasto de informação, que nos ajude a perceber o cliente em cada setor e de sermos capazes de atuar sobre esses indicadores”, começa por referir o administrador executivo do Banco BPI. “Tornarmo-nos absolutamente omnipresentes na vida do cliente e transparentes é o grande objetivo do setor financeiro, hoje um ecossistema complexo, de várias peças, que nos permite há já algum tempo recolher muita informação sobre o cliente”, diz Francisco Barbeira. Aliás, não é por acaso que a banca tem múltiplos ATM’s, apps, soluções de home banking e cartões, através dos quais o cliente está sempre a ir ao banco, mesmo que não se aperceba disso. “Há muito tempo que a banca tem um ecossistema de sensores que permite conhecer o que se passa na vida financeira dos clientes”, garante o gestor. O grande desafio do setor está, contudo, na forma como se utiliza a informação recolhida. Aqui, a IoT permitirá “fazer muito mais”, com a melhoria da sensorização e reco-

5 As empresas têm que viver numa contínua experimentação, com clientes, utilizadores e fornecedores. Só assim garantem que o modelo de negócio evoluí e acompanha o mercado, defendeu o keynote speaker deste encontro lha de informação em áreas como os wearables, balcões físicos, “o canal menos lido”, ou mesmo por via do conceito de open banking. “Um cliente bancário tem, em média, 1,5 bancos. Por isso, verdadeiramente, ninguém pode dizer que conhece a saúde financeira integral dos seus clientes. O advento do open banking vai permitir, desde que o cliente queira, aceder a toda a informação financeira”, explica, Necessário é também “saber atuar sobre essa informação”, que tem que ser olhada como oportunidade e não como custo. “Aí temos muito que fazer. O setor financeiro fez muita coisa, mas também desperdiçou muita informação”, diz Francisco Barbeira. Está, no entanto, convicto que os pagamentos se vão tornar nos próximos anos mais transparentes, com os standards e interfaces a alterarem-se substancialmente. A evolução dos sistemas de segurança e a transformação do suporte ao aconselhamento financeiro do cliente são outras áreas onde a IoT vai transformar tudo. Tal como no tema do risco, que será “altamente disrrompido pela capacidade de recolher informação e de, em cima dela, colocar machine learning”. O setor segurador não foge à regra de uma transformação profunda nos próximos anos. Também aqui há uma “impressionante capacidade de recolher dados em tempo real. Em 10 anos, será assustador o que será possível”, antecipa Eduardo Romano, CIO da Liberty Seguros. Com um conhecimento dos clientes e dos ris-

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