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35 - Digital Business Breakfast | Como está a IOT a mudar os negócios?

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20 junho 2018 | Myriad Crystal Center, Parque das Nações

DIGITAL BUSINESS

DIGITAL BUSINESS BREAKFAST Reinventar o modelo de negócio com a IoT Todos os negócios serão seguramente diferentes no futuro e uma das tendências que está a acelerar a mudança é a IoT. Através dela, as empresas começam a alterar estratégias e modelos de negócio e a criar novas ofertas centradas no cliente. O processo é evolutivo e a experimentação um fator crítico, numa realidade que releva que há muitas incógnitas e desafios. Como está a Internet of Things (IoT) a mudar os negócios? Este foi o tema de um Digital Business APDC que reuniu players de vários setores de atividade num debate sobre o presente e o futuro. As mudanças em curso são muitas e os modelos de negócio começam a alterar-se, ajustando-se a um novo mercado cada vez mais digital e a clientes mais exigentes e atentos. Há ainda muito que aprender e muito por fazer e a experimentação é apontada como a chave para o sucesso. “Não há limites para a imaginação no que a tecnologia pode fazer com a IoT” e há, seguramente, “muitas oportunidades de negócio à volta dos devices”, começou por garantir o keynote speaker deste encontro. Para Miguel Lopes, VP Plaform Strategy da OutSystems, que se centrou no tema “Acelerar a revolução da IoT: uma história real ao serviço dos cidadãos”, a IoT pode mudar totalmente o modelo de negócio das empresas. A ‘poeira digital’ produzida pelo consumidor, obtida através dos dados recolhidos em todos os dispositivos que usa no dia-a-dia, assume um papel crítico para as organizações, porque lhes permite avançar com novos negócios e ofertas. Os exemplos desta realidade multiplicam-se todos os dias em todas as áreas de atividade, com muitas empresas a ir muito além da mera recolha de dados dos clientes. Há quem motive os próprios clientes, envolvendo-os ativamente em todos os processos, de forma até a ter novas ideias de ofertas, num processo evolutivo onde ambas as partes ficam a ganhar. “O interessante não está em acreditar, à cabeça, que se sabe o modelo de negócio final. Está sim na experimentação, no que se vai aprender com base nos resultados que ocorrem com a utilização pelos clientes, que têm as suas próprias motivações”, salienta o orador. Mas aqui, “há desafios grandes nas empresas, para fazerem um projeto de forma orquestrada”. E a realidade dos fabricantes não ajuda, tendo em conta a existência de uma “dispersão brutal”

3 O debate sobre o tema reuniu players das áreas da saúde, banca, seguros e energia. Todos já estão a explorar o potencial da IoT e a definir novas estratégias. de empresas, como mostram números da Gartner, que segue mais de 850 fabricantes de plataformas e devices de IoT, situação que Miguel Lopes antecipa que não irá mudar tão cedo, o que torna difícil a integração de soluções. Há, no entanto, tendências cada vez mais claras na resposta à exposição dos dados. A aplicação da inteligência artificial, por exemplo, permite “fazer padrões e identificá-los, extraindo do uso dos clientes as áreas que têm maior adoção”. A integralidade das transações, sabendo-se o que fica registado com tecnologia blockchain, é outra, permitindo assegurar o que se sabe com confiança, exemplifica o KNS. “Quando a tecnologia torna tudo mais fácil, é possível mudar o modelo de negócio”, mesmo que existam desafios na IoT, considera. É que passa a ser possível agir em tempo real e intervir para mudar resultados que eventualmente podem impactar o negócio. “O que interessa é poder passar a um modo de experimentação rapidamente, porque só experimentando, com o feedback de clientes, utilizadores e fornecedores, é que se vê se a mudança é real e se há oportunidades de negócio”. Miguel Lopes defende mesmo que há que “viver num modo de con-

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