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Transportes Públicos: Os Desafios da Transformação Digital 29 mai 2018 | Ritz Four Seasons

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Digital Business Breakfast António Pires Vice-Presidente, Carris “Entrámos na batalha de saber como conseguimos fazer parte da cadeia de mobilidade que pode vir a substituir o automóvel. Precisamos de eliminar as vantagens competitivas que o automóvel tem, se queremos ganhar esta guerra” “Estamos a avaliar dois temas: um sistema on-demand, para responder ao first mile/ last mile de quem não tem carro e quer uma solução de transporte, e a criação de rotas flexíveis em casos de maior procura. São soluções que exigem estudo e que são um grande desafio do ponto de vista económico” “Neste mundo digital, temos que fazer prototipagem e ir corrigindo à medida que vamos evoluindo. A app da Carris é claramente a versão zero. Até final do ano, vamos fazer uma grande melhoria e partilhar todos os dados com o cliente” Miguel Gaspar Vereador, Câmara Municipal de Lisboa “O negócio das cidades e a sua atratividade tem a ver com a gestão do espaço público, sempre escasso, e o desafio da descarbonização. Nunca conseguiremos vencer estes dois desafios sem ser com o transporte público” “Temos que reduzir o uso do carro para 33%. Para isso, temos que pôr 150 mil pessoas por dia a usar outro meio de transporte. O único que tem capacidade para isso é o transporte público. O que é que lhe faltou nos últimos 20 anos para não ter resolvido o problema? A questão da flexibilidade cada vez maior, juntando os novos meios de mobilidade” “Vamos ter coisas novas rapidamente e cada passo é uma vitória. Estamos atentos a todas as vertentes e a trabalhar. Só fica por dar um passo e não sei quem é que estará preparado para o dar: a oferta de uma flat-rate, como se fez nas comunicações. Isto não vai parar”

11 ser “a espinha dorsal da mobilidade nas áreas urbanas e metropolitanas, obviamente combinados com outras soluções de transporte”. Depois de passar da esfera do Estado central para a Câmara de Lisboa, a Carris também está a atravessar uma fase de mudança. Segundo António Pires, vice-presidente do operador, o desafio é grande. “Entrámos numa batalha de saber como conseguimos fazer parte de uma cadeia de mobilidade, que pode vir a substituir o automóvel privado”. Para o gestor, “o que está a ser pedido aos operadores tradicionais é um desafio muito significativo. O transporte público era visto de uma forma pendular, servia para uma deslocação definida. Mas com a repartição modal, este caminho é insustentável e estamos a atirar um grande conjunto de pessoas para o transporte individual. Agora, queremos criar outras soluções de mobilidade”. Olhando o mercado, o responsável da Carris defende que existem quatro grandes tendências: o elétrico, o autónomo, o shared e o connected. É nestas que se tem que apostar e a Carris já está a fazê-lo. Se já “era uma empresa digital antes da digitalização, com um conjunto de dados significativos para planear a operação”, o que está agora em causa é saber transformar esses dados e colocá-los ao serviço do cliente. “É este o desafio a que temos que saber responder, sendo que temos um legacy, mesmo do ponto de vista da infraestrutura tecnológica, em hardware e software, que coloca desafios. É preciso fazer investimentos significativos para nos prepararmos para fazer parte dos ecossistemas de mobilidade”, explica António Pires, para quem é claro que grande parte da operação da empresa terá que continuar a ter horários e rotas. O que haverá é oportunidades de criar novas operações on demand ou de transporte flexível em alguns pontos ou picos da procura. São duas áreas que estão a ser avaliadas, mas que exigem bastante estudo, até porque do ponto de vista económico são um grande desafio. UM GESTOR DO SISTEMA A Câmara Municipal de Lisboa, a nova ‘dona’ da Carris, está a fazer muita coisa em termos de mobilidade na cidade de Lisboa, garante o vereador Miguel Gaspar, que não tem dúvidas de que “o futuro da mobilidade é brilhante. Temos coisas extraordinárias a acontecer. O facto de as coisas estarem conectadas abre um espaço de gestão, cooperação e interligação que nunca tivemos”. O transporte público continuará a ser essencial na cidade, até para responder aos desafios da gestão do espaço público e da descarbonização. Mas só ganhará relevância se os operadores tiveram capacidade para “convencer” os cidadãos a deixarem o carro em casa e usarem alternativas, em quantidade e com qualidade. E se todos os modos se juntarem numa oferta de transporte única. “É aqui que faz sentido a lógica da conetividade e da mobility as-a-service”, diz o autarca. Para a câmara, está reservado o papel de ser “cada vez mais, um gestor de mobilidade, porque as cidades são naturalmente um centro de convergência de informação dos diferentes operadores. Por causa disso, temos responsabilidades”, diz, citando a necessidade de ter dados abertos que permitam o desenvolvimento de produtos e de “juntar os stakeholders todos à mesma mesa”, para “concentrar a informação, processá-la e

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