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3 - Executive Breakfast | Transportes um Setor em Mudança

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05 Maio 2015 | 08h30 Ritz Four Seasons

PRINCIPAIS IDEIAS “O

PRINCIPAIS IDEIAS “O setor já está a responder ao aumento da população nas cidades em todos os tipos de transportes. Mas este é um grande desafio para todos os protagonistas. Hoje já é muito difícil gerir o sistema e o tráfego está a crescer todos os dias” “Hoje, só olhamos apenas para uma pequena parte dos dados produzidos. Mas no futuro, teremos que olhar cada vez mais para eles e saber como os usar para melhorar o sistema” Mike Greenan Rail and Transport Infrastructure Director da ALTRAN “O desafio é gerir um sistema ultra complexo. A chave está nos dados. Temos que usar todos os dados dos diferentes sistemas e dispositivos. Trata-se de uma nova forma de pensar para sabermos como gerir melhor o setor” “Neste processo, há enormes oportunidades para os fornecedores de comunicações. É preciso pensar nas várias formas de comunicação para ter dados, recolher a informação a transformá-la em serviços em todas as áreas” “A sensorização, a internet das coisas, o big data e a captura da cadeia de valor do nível de aplicações vão influenciar decisivamente as TIC e o sistema de transportes. O setor terá que se ajustar a uma nova realidade” “Terão que ser criadas soluções co-modais. E vamos tê-las. Sobretudo porque a gestão de infraestruturas se vai basear em dois conceitos: serviços ajustados e low-cost. Inevitavelmente, estas serão as soluções que a infraestrutura vai impor” António Ramalho Presidente da Estradas de Portugal e da Refer “Trabalhamos muito com o conceito de cloud. Mas não estamos a viver um momento de cloud mas de fog. Há muita informação dispersa mas dentro de uma espécie de nevoeiro informativo sobre o qual temos dificuldade de sermos muito seletivos” “Haverá alterações profundas no modelo de gestão da circulação. Com gestão à distância e com pouca intervenção humana. É bom que os gestores de infraestruturas pensem nisso, porque se não o fizerem serão outros a trabalhar este aspeto. Como já aconteceu na gestão da informação, que era propriedade da infraestrutura e é hoje um ótimo negócio dos gestores tecnológicos” “Chegou o momento de dar prioridade ao transporte público. É ele que vai ajudar ao crescimento, competitividade e coesão. Este é um setor em transformação e convergente. E suportado numa ferramenta fundamental: sistemas inteligentes, que devem ser intermodais, integradores e inclusivos” Cristina Dias Presidente da Transportes Intermodais Porto e Vice-presidente da CP “Os sistemas de informação são instrumentais para o setor evoluir. Num tempo em que temos clientes cada vez mais exigentes e os recursos disponíveis são cada vez mais escassos, temos que olhar de forma muito parcimoniosa para os nossos ativos e como é que os vamos rentabilizar” “O desafio que deixo às TIC é que olhem para o mercado público e para a suas necessidades e qual deve ser efetivamente o foco da atividade. O futuro passa por nos libertarmos das atividades que não nos trazem mais-valias. As TIC ajudam a agilizar isso e trazem inovação no fazer” “Somos recetores absolutos da inovação que as TIC nos podem trazer para vendermos mais. Precisamos de sistemas de informação que nos ajudem a criar, a cresce e a aportar valor”

9 “A ligação entre transportes e TIC, enquanto provider para a modernização e para potenciar as respostas adequadas do setor, é grande. E o driver do crescimento e da melhoria da qualidade do serviço é a inovação, que permite a criação de novos produtos que respondem às necessidades do mercado” José Silva Rodrigues Assessor da Administração do Grupo Barraqueiro “Temas como a contratualização do serviço publico, o seu financiamento, a regulação e a qualidade dessa regulação- onde há muito trabalho a fazer – não podem ser ignorados. E não se pode ir para uma logica simplista. Temos problemas para resolver que nos exigem imaginação e criatividade para pensarmos em novas respostas” “Todos temos uma panóplia gigantesca de informação. O que nos falta é a adequada gestão integrada da informação e a efetiva capacidade de perceber o que é relevante para o negócio. Aproveitando isso em benefício do cliente e da empresa, aportando valor e trazendo inovação na própria forma como nos relacionamos com o mercado” “Há que definir o que é core para o negócio, externalizando o que não é core. Este é um novo modelo de negócio para qualquer empresa, perante a escassez de recursos e a necessidade de rentabilização dos ativos. O grande desafio de todos é criar-se um espirito de parceria. Percebendo-se que o crescimento de uns depende dos outros e que nos podemos potenciar” “Nos transportes, uma componente fundamental é ainda o modo como os players interagem como seu utilizador e lhe dão informação. Podemos usar a tecnologia para ir muito além do óbvio, que é apresentar a informação. Com novos tipos de comunicação e informação mais segmentada” “Queremos focar-nos no fornecimento das tecnologias e soluções. Mas percebemos também claramente que temos que ter outra preocupação: ir buscar financiamento que ajude e responda aos desafios e expectativas dos operadores” João Salgueiro Director Business Development, Product and Innovation da Thales “Este é um desafio e um problema para os fornecedores de tecnologia. Mas como tudo muda, esse é o desafio. Estamos a mudar o mindset para poder acompanhar essa tendência, dentro de padrões razoáveis” “A essência está no espírito de parceria. Tem que existir mesmo. Ganhando e aprendendo uns com os outros. Quando uma das partes é deixada sem espaço de manobra, não é uma parceria. Tudo se resume a um equilíbrio, em que ambos ganham”

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