Views
1 year ago

3 - Executive Breakfast | Transportes um Setor em Mudança

  • Text
  • Ativos
  • Modelo
  • Infraestruturas
  • Novos
  • Necessidades
  • Sistema
  • Mobilidade
  • Desafio
  • Setor
  • Transportes
05 Maio 2015 | 08h30 Ritz Four Seasons

EM DEBATE os transportes

EM DEBATE os transportes públicos, que vão “ajudar ao crescimento, competitividade e coesão”. Cada vez mais, o setor assenta em sistemas inteligentes, que devem ser intermodais, integradores e inclusivos. E aqui, as tecnologias são “instrumentais para evoluir”. “Num tempo em que temos clientes cada vez mais exigentes e recursos cada vez mais escassos, temos que olhar de forma muito parcimoniosa para os nossos ativos e como é que os vamos rentabilizar”, considera, destacando que Portugal tem excelentes exemplos de como os sistemas de informação ajudam a prestar o melhor serviço ao cliente. Por isso, o desafio que deixa às TIC é de que “olhem para o mercado público e para a suas reais necessidades e qual deve ser efetivamente o foco da nossa atividade. O futuro passa por nos libertarmos das atividades que não nos trazem mais-valias para o que de facto estamos focados em fazer. As TIC ajudam a agilizar isso e trazem inovação no fazer”. Não tendo dúvidas que os transportes são “recetores absolutos da inovação que as TIC podem trazer para vendermos mais”, defende que é preciso ter “sistemas de informação que nos ajudem a criar, a cresce e a aportar valor”. E cita o caso do big data, onde o setor é um “fornecedor de excelência”. A questão é que é preciso saber como fazer e o que fazer para poder fazer crescer a receita. “Ainda estamos a olhar para o parque infraestrutural que temos, que é antigo e apensar como é que possamos começar a fazer a externalização do que não é core para a nossa atividade”. PARCERIAS COM AS EMPRESAS TIC SÃO VITAIS PARA IMPULSIONAR SETOR O movimento de modernização dos transportes através da aposta nas TIC já é uma aposta de há algum tempo, porque o setor percebeu que o driver do crescimento e da melhoria da qualidade do serviço tem que ser a inovação, que permite sustentabilidade e novos produtos que respondem às necessidades do mercado. Para Silva Rodrigues, Assessor da administração do Grupo Barraqueiro, está generalizada a ideia de que o foco está no utilizador. E é este foco que permite melhorar o desempenho, tanto em termos de produtos e serviços como de sustentabilidade. Tendo sempre em conta que “os mercados e os clientes são diferentes. E que neste setor, a segmentação não pode deixar de estar presente. Temos que ser capazes de pensar com alguma disrupção. Fora da caixa”. Mas, mais do que os transportes, defende que é o tema da mobilidade que tem que ser pensado. “Porque as necessidades de mobilidade vão ser crescentes e temos que ser capazes de ir ao encontro e antecipar respostas que possam colmatar e melhorar o que são as necessidades dos diferentes mercados”, refere . Não tendo dúvidas de que “as cidades têm vários problemas que se vão acentuar”, é necessário encontrar soluções de transportes que garantam sustentabilidade ambiental, energética e financeira, assim como competitividade para as cidades. Por isso, “há que fazer alguma reflexão sobre os transportes e reinventar os modelos de negócio que se mostraram insustentáveis”, nomeadamente em temas como a contratualização do serviço

7 publico, o seu financiamento ou a regulação do setor, onde há muito trabalho a fazer. Para Silva Rodrigues “temos problemas que temos que resolver, exigindo-nos imaginação e criatividade para pensarmos em novas respostas”, que terão que ter em conta a segmentação dos mercados e as adequadas ofertas. Aqui, áreas como a bilhética poderão ajudar a conhecer o mercado e as suas necessidades, através da produção de dados. Por isso, é importante que as empresas TIC se assumam como “parceiros de negócio e percebam que há parcerias que se poderão desenvolver com interesse para os dois setores. E com interesse para a sociedade”. Porque há um enorme potencial de melhoria e de crescimento. Alerta ainda para a necessidade de, para se ter sucesso, haver “uma perspetiva de sistema e uma gestão integrada do sistema. Em Portugal, não há um dono do sistrema. Cada operador, público ou privado, vai fazendo o que pode, quando e como pode”, Tendo todos os operadores uma verdadeira panóplia de informação, falta uma “gestão integrada da informação adequada e a efetiva capacidade no big data, para perceber o que é relevante para o negócio. E aproveitar isso em benefício do cliente e da empresa, aportando valor”. Neste âmbito, é preciso ter soluções intermodais e de co-modalidade. E ter capacidade para definir o que é core para o negócio, externalizando as demais atividades. “Este é um novo modelo de negócio para qualquer empresa, perante a escassez de recursos e a necessidade de rentabilização dos ativos. Temos que olhar para quem faz melhor e mais barato. Estamos num setor que o que faz não é barato”, pelo que a adoção de soluções standartizadas pode ser um caminho. No entanto, o “grande desafio é criar-se um espirito de parcerias. Percebendo que o crescimento de uns depende dos outros e que nos podemos potenciar. Temos que saber criar valor para as nossas empresas, setores e economia”. E perante esta realidade, como se posiciona um fornecedor de infraestruturas, tendo em conta que os investimentos dos transportes pararam? De acordo com João Salgueiro, Director Business Development, Product and Innovation da Thales, a empresa está a focar-se no fornecimento das tecnologias e de soluções. A que acresce a preocupação “de ir buscar financiamento que ajude e responda aos desafios e expetativas dos operadores de transportes”. Este é “um desafio e um problema para os fornecedores de tecnologia a que há que saber dar resposta, com uma mudança de mindset e “dentro de padrões razoáveis”. Destaca que “a essência está no espírito de parceria. Tem que existir mesmo. Ganhando e aprendendo uns com os outros. Quando uma das partes é deixada sem espaço de manobra, não é parceria. Tudo se resume ao equilíbrio numa parceria em que ambos ganham”. A Thales está ainda a criar um innovation hub em Portugal para pegar em ideias e converte-las em serviços e soluções para o mercado, “porque há necessidade de adaptação e de trabalhos de costumização”, numa altura em que a Internet das coisas e o big data são uma realidade e há que saber aproveitar toda a informação que pode ser retirada da rede e dos clientes e transformála em valor.

REVISTA COMUNICAÇÕES

UPDATE

© APDC. Todos os direitos reservados. Contactos - Tel: 213 129 670 | Email: geral@apdc.pt