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29 - Digital Business Dinner Reservado

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Maria Manuel Leitão Marques Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa 28 out 2017 Ritz Four Seasons Hotel | Lisboa

Digital

Digital Business Dinner Reservado conhecimento. Para que não sermos as costureiras do digital” e “nos mantermos numa frente avançada no digital e não num lugar recuado”. Na visão de Maria Manuel Leitão Marques, pretende-se “dotar a nossa comunidade científica de conhecimento de ponta, através do reforço das parcerias internacionais e com centros de investigação de referência”. Para a governante, em todos estes desafios, e muito particularmente no INCoDe.2030, é grande o “interesse na colaboração entre empresas e AP nos mais diversos domínios, sobretudo na tecnologia e na standartização”. É que se “a colaboração já existe, precisamos de a reforçar, na medida do possível”, não só numa vertente empresarial, mas também de responsabilidade social de todos. Por isso, reforçou “o apelo à colaboração. Temos muito que trabalhar, portanto vamos ao trabalho”, disse aos líderes das empresas presentes neste jantar reservado. No debate que se seguiu entre todos os presentes, ficou clara a disponibilidade para fazer mais em parceria e a vontade de contribuir para a mudança no setor público. Temas como os constrangimentos do Estado em desenvolver, captar e reter talento, a necessidade de reforço da transparência do setor público, os principais desafios do processo transformacional ou as medidas em termos segurança estiveram em cima da mesa. A ministra confirmou que o talento é um tema “muito difícil no setor público”, dadas as restrições legais e orçamentais, que tiram flexibilidade na escolha de recursos humanos à máquina do Estado. A média de idade permanece muito alta – só 5,7% dos recursos humanos TIC têm menos de 34 anos. E nos trabalhadores TIC, quase metade (47%) não tem formação superior. “Temos grandes problemas na qualificação, porque na AP há uma cultura igual para todos, não se premiando nem distinguindo o mérito”, admitiu, embora se tenham feito já algumas mudanças. “Temos consciência do problema e estamos a fazer adaptações. Não acredito em grandes projetos, porque é muito difícil reformar o Estado, dados os vários níveis e culturas. Mas vamos conseguir mudar, embora não ao ritmo que gostaríamos de ter”, referiu, destacando que “trabalhar em conjunto torna as coisas possíveis”. Até porque a cultura já mudou e as pessoas estão mais abertas. Contudo, “não se pode impor por decreto. Temos que ter continuidade, envolver todos numa cultura SIMPLEX, tanto ao nível central como local”, acrescentou, deixando claro que isso “exige persistência ao longo de várias legislaturas”. Incluindo no tema do reforço da transparência do Estado, onde se estão a dar passos para disponibilizar toda a informação pública, embora este seja também um “trabalho muito moroso” e, muitas vezes, “pouco compreendido politicamente, já que o grande dilema é combinar as medidas de curto prazo com o investimento no futuro. Em democracia, ir além dos quatro anos é difícil, vamos fazendo o caminho caminhando”, acrescenta. Questionada sobre o que se pode fazer em conjunto para acelerar e quais os seus principais desafios, a ministra destacou o desafio da inovação social, onde a necessidade de parcerias e resultados é grande. Até porque “contaminamonos uns aos outros. Já não existe uma separação estrita entre o que é publico e o que é privado”.•

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