28 - 27º Digital Business Congress | Economia e Cidadania Digitais

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Casos de Transformação Digital Set 2017

27º

27º Digital Business Congress Joana Mota Agostinho CTSU Luís Neto Galvão SRS Advogados Pedro Vidigal Monteiro Telles de Abreu Advogados “Com este regulamento, vai surgir um mercado de privacidade, que até agora não tínhamos implementado em Portugal. Haverá uma cultura de privacidade forte, como já existe noutros estados membros, ao ser devolvido o controlo efetivo da gestão de dados aos seus titulares, que se tornam os verdadeiros donos dos dados” “A certificação é essencial para a boa implementação do GDPR. Em três vertentes: de mercado, para todas as empresas certificadoras, que ficam claramente com uma oportunidade de negócio; para as empresas, quer vêm certificada a sua cultura de privacidade; e para a subcontratação em outsourcing que garanta o compliance nos dados” “A consulta pública ao regulamento de proteção de dados foi bem-recebida, mas algumas coisas ficaram de fora. O prazo foi curto e estamos curiosos por saber os resultados” “O setor das comunicações, desde 2002, com a diretiva e-privacy, já tem uma regulação própria e específica na área da privacidade, com coimas significativas e obrigações de comunicação. Já convive há muito tempo com regras apertadas.” “Terá que haver um Data Protection Officer (DPO), que terá que ser um campeão da privacidade dentro da sua organização. Não vai ser fácil exercer estas funções perante uma administração muito focada no negócio e no desenvolvimento tecnológico, que ainda vê a privacidade como entrave ao desenvolvimento e à implementação do plano de negócios” “Vamos ter alguns desafios na implementação prática desta função do DPO. Terá que ser alguém com múltiplos conhecimentos, embora possa ser um prestador de serviços externos. É uma função nova e absolutamente desafiante” “O legislador europeu tentou chamar a atenção de outra forma para a proteção de dados. Há direitos e obrigações novos, mas os princípios são os mesmos. Se o nível de sanções se mantivesse, não estaríamos hoje a discutir o tema” “As sanções são realmente violentas. Agora, é a sério. As empresas têm mesmo que se preparar. As multas não são para brincadeiras e podem surgir da própria ação de fiscalização da CNPD ou de forma reativa, dos titulares de dados, que podem reclamar pelo incumprimento de disposições do regulamento” “Há sanções corretivas, para situações irregulares, ou financeiras. São estas que mais preocupam, dividindo-se em ofensa de princípios básicos de tratamento, com coimas até 20 milhões de euros ou 4% do volume de negócios; ou incumprimento das disposições, com coimas até 10 milhões ou 2% do volume de negócios. Há ainda a sanção reputacional. É que depois de um data breach, as empresas demoram 3 a 5 anos a restabelecer a confiança dos consumidores” Sessão “Transformação Digital: Casos de Sucesso” Teresa Mesquita Diretora do Departamento de Gestão de Produto, SIBS “O MBWay é caso de sucesso no digital. É ter uma carteira no telemóvel, levando a digitalização um passo adiante e reduzindo ainda mais os pagamentos em dinheiro. Tem sido um percurso de trabalhar com retalhistas em Portugal” “Há vários fatores de sucesso. A solução tem que ser boa, introduzindo algo de novo perante novos comportamentos de consumidores. Não foi apenas um processo de colocar ofertas num novo formato. Oferece, de facto mais valor, permitindo fazer diferente e mais rápido. E tem que se criar uma rede, de utilizadores e de retalhistas” “A questão da regulação é um desafio. Nas novas ofertas digitais, há uma necessidade de adaptação permanente, à medida que vamos evoluindo. E estar predisposto ao fracasso. Temos que ganhar velocidade, com ciclos de adaptação cada mais rápidos e um objetivo bem definido e focado”

25 Henrique Martins Presidente Conselho Administração, SPMS “Temos que fazer simples e mais rápido. Mas isso é complicado, sobretudo em áreas como a Saúde, onde há que garantir a segurança clínica. Uma das questões centrais na transformação digital é haver uma estratégia para emoldurar todo um conjunto de iniciativas” “A transformação digital na saúde tem que significar criar um caminho para incluir tudo e todos. Por isso, a estabilidade organizacional e politica é muito importante. Os processos na saúde são muito complexos, porque envolvem dezenas de entidades.” “A saúde está a ter um desenvolvimento enorme em termos tecnológicos. O maior desafio é o enabler legal. Precisamos de ter um enquadramento legal clarificador, nomeadamente nos dados. Não nos podemos fechar uma caixinha. A partilha de informação num SNS que é enorme pode salvar vidas“ Pedro Mourisca CEO, Via Verde “Na Via Verde, o fator critico de sucesso, é o valor acrescentado para os clientes. Quer nas autoestradas que nos parques de estacionamento, damos conveniência e experiência de utilização aos clientes finais e aos clientes operadores” “A Brisa como um todo alterou o seu posicionamento em 2014, de gestora de infraestruturas para gestora da mobilidade. Com o foco no cliente, o que levou a uma transformação significativa. Estamos agora a colher os primeiros frutos de algo que já foi pensado e que implicou uma transformação digital” “Hoje, o selfcare é o nosso canal de atendimento preferencial, no âmbito da aposta na digitalização do atendimento aos clientes. Temos uma série de apps, com destaque para a da Via Verde e estamos a lançar novos serviços. Estamos a fazer uma mudança disruptiva para facilitar a mobilidade das pessoas, que implicou uma mudança cultural grande” Tiago Azevedo Group IT Director, REN “A transformação digital está a revolucionar a forma como trabalhamos. Tornámonos muito mais eficientes, mas esta é uma mudança complexa e difícil, onde todos já demos um passo largo” “Tem que haver na organização um drive para inovar e não ter receio de falhar. Só assim se criam mais casos de sucesso. Na Energia, a regulação é um desafio. Assim como a mudança de cultura, porque persiste muita resistência à mudança” “A abordagem à transformação deve ser sempre pensada em passos pequenos. Temos que trabalhar por nichos, para conseguir depois escala. Só assim se tem o processo controlado, porque a complexidade é muito grande.” Sessão “Cidades e Territórios Digitais” António Costa Senior Partner, Kaizen Institute Western Europe “Com o aumento das populações nas cidades e a escassez dos recursos, o desafio é saber como conseguimos com menos fazer mais, servir melhor e otimizar todos os processos que estão subjacentes à gestão urbana e à satisfação do cidadão.” “O desafio é desenvolver processos de gestão sólidos e sustentáveis, eliminar o desperdício que está na cadeia de valor e perceber que, no tema da melhoria, não se copia, mas que se costumiza” “Na lógica da interoperabilidade, a tecnologia é um acelerador. Mas antes de automatizar há que simplificar. Senão, a tecnologia que vai estar cheia de problemas. Temos que ouvir o cliente e construir processos para satisfazer essa necessidade, encontrando valor para a organização, a cidade e o cidadão”

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