28 - 27º Digital Business Congress | Economia e Cidadania Digitais

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Casos de Transformação Digital Set 2017

27º

27º Digital Business Congress 27º Digital Business Congress: Casos de Transformação Digital Os casos concretos de transformação digital estiveram em destaque no 27º Digital Business Congress. Durante dois dias, cerca de duas mil pessoas analisaram o contexto nacional e refletiram sobre iniciativas reais, que estão a ser implementadas pelos mais diversos players da nossa economia, tanto dos setores inovadores como dos mais tradicionais. Como pano de fundo, foi apresentado o estudo “A Economia Digital em Portugal 2017 – Casos de Transformação Digital”, onde a APDC e os seus Associados fizeram um levantamento de casos concretos de transformação digital em curso nos vários setores da economia. Esta foi uma iniciativa inédita e verdadeiramente colaborativa. Reunimos assim, em menos de um ano de trabalho, um conjunto composto por 97 casos, coordenados por 68 membros de 26 empresas Associadas APDC, envolvendo 112 clientes provenientes de 65 organizações. Este estudo colaborativo sem precedentes em Portugal mostra como pessoas e organizações que habitualmente são concorrentes podem colaborar para obter um resultado sem paralelo. Sendo o Congresso da APDC uma iniciativa diferenciadora e com impacto nacional, numa altura em que é decisivo encontrar caminhos e estratégias inovadoras que garantam um desenvolvimento sustentado de Portugal, esta foi uma edição em que se multiplicaram as iniciativas. Todas mostraram que estamos a assistir à mais rápida revolução da história da humanidade. Já existem exemplos muito significativos de transformação digital nas grandes organizações portuguesas, como ficou bem evidente pelos vários casos contados pelos seus protagonistas, com os quais se puderam ver as vantagens e retirar lições. SURFAR A onda da MUdança A transformação digital esta aí, em maior ou menor grau, e em todas as organizações. Por isso, não vale a pena tentar parar a onda com a mão. O melhor mesmo é surfá-la. Claro que traz ameaças aos players incumbentes, sendo a maior delas a disrupção potencial do negócio, por via da desintermediação, que pode transformar um negócio B2C num negócio B2B com o próprio disruptor do mercado. No Congresso da APDC, falou-se também muito numa estratégia digital para Portugal. Mas, para isso, é necessário produzir mais e mais talento. Mesmo assim, não vai chegar, pelo que se impõe também trazer talento de fora. Aqui, a atratividade joga-se por cidades e não pelo País como um todo, pelo que há que diferenciar os vários hubs das várias cidades nacionais. Quando pelo menos 26% dos portugueses não usam internet e o comércio eletrónico é ainda reduzido, face a países com que os quais concorremos, fica claro que ainda há muito caminho a percorrer. Para qualificar, está em marcha o INCoDe.2030, que conta com o apoio da APDC. Na produção cientifica, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior defende que o conhecimento produzido é de todos e deve estar disponível para todos. E como se faz a inovação aberta? Sempre em rede, naturalmente com startups, mas também com a criação de labs nas grandes empresas, que lhes permitam inovar fora do seu core. Em construção está ainda uma indústria diferente, a Indústria 4.0, para responder às grandes megatendências. Um exemplo português para o mundo é o da produção de sapatos costumizados, a partir da escolha pelo cliente e da encomenda numa plataforma online. Primeiro sem fábricas, agora prestes a ter uma fábrica, mas especial... É que se não há ideias ou intenção de melhorar processos, de nada servem os subsídios.

3 Neste mundo acelerado, o tema da igualdade de género ainda é um grande tema em debate. As mulheres são, por princípio, contra as quotas, porque a meritocracia devia prevalecer no mercado. Mas admitem que, se calhar, é mesmo preciso ter quotas porque sem elas a situação tende a eternizar-se e a não evoluir. Seja nas empresas cotadas, seja em todo o tecido empresarial nacional. E qual é o Estado da Nação dos Media? A transformação digital já aconteceu há muito tempo no setor dos operadores tradicionais. A publicidade migrou para os meios digitais e foi capturada pelos novos players, levando a enormes perdas de receitas. Mas as oportunidades também existem, por haver mais consumidores a ver conteúdos. E a própria Google quer ser um parceiro fiel dos produtores de conteúdos… Neste cenário, os media nacionais têm que trabalhar com novos produtores de conteúdos e com novos distribuidores. Inovação, novas fontes de receitas e regulação serão determinantes para o futuro. Tal como o constante combate à pirataria. E como é a TV do futuro? Não será certamente contra a internet. Há que saber cultivar a magia dos conteúdos e saber fazer parcerias com outros produtores que antes não existiam e com os distribuidores, assumindo estratégias multiplataforma, onde as grandes marcas continuarão a ser importantes e haverá capacidade de responder ao consumo não linear e premium. FRONTEIRAS Cada VEZ MAIS ESBATidas A transformação digital está a esbater, cada vez mais, as fronteiras entre indústrias e serviços. E a obrigar a uma co-inovação com consumidores. O digital é o novo normal e os novos disruptores estão a entrar em companhias de sectores tradicionais, obrigando as incumbentes a “move like a startup while running as a global multinational...”. Mas Portugal tem um problema: uma nova geração muito qualificada e uma geração mais sénior muito menos qualificada, enquanto nos países mais avançados ambas as gerações têm o mesmo nível de qualificação. Há mais desafios a enfrentar. A começar pela regulação setorial, que Bruxelas quer que seja cada vez mais inovadora e capaz de responder a um mundo convergente e digital. Os impactos deverão ser grandes para os reguladores nacionais, que têm que responder às características específicas dos respetivos mercados domésticos. Como, aliás, já é visível. Já em maio de 2018, entrará em vigor no espaço europeu a General Data Protection Regulation (GDPR), para

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