28 - 27º Digital Business Congress | Economia e Cidadania Digitais

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Casos de Transformação Digital Set 2017

27º

27º Digital Business Congress Belén Amatriain Administradora Não Executiva, CTT “Vivemos num mundo de homens. Mas não é verdade que na tecnologia não existam mulheres, existem muitas. O que não existe por vezes é a vontade de as integrar nas empresas” “Os filhos são um entrave em termos de carreira. Quando as mulheres voltam ao posto de trabalho, as coisas nem sempre são fáceis porque as empresas acham que depois de se ser mãe não se vai dedicar tanto ao trabalho. Há uma descriminação muito grande e esta mentalidade tem que mudar” “Não gosto das quotas, mas sem elas as mulheres não têm oportunidades. Seguir o caminho da consciência não é suficiente, infelizmente. Nos conselhos de administração, as mulheres competem com mulheres e não com homens e mulheres. Sem quotas, alguns países podem retroceder” Joana Rafael Co-founder e COO, Sensei “O mundo tecnológico é dos homens e em muitos encontros internacionais isto é claramente visível. É um sintoma do que se passa atualmente na sociedade, embora se anteveja uma mudança dos tempos. A geração mais nova já sente que está em pé de igualdade” “O nosso papel é fomentar essa mudança de mentalidades e inspirar as gerações mais novas. Tudo começa pelos mais jovens e pela transmissão das ideias certas. A sociedade percebe riscos diferentes num homem e numa mulher” “As quotas não deviam ser necessárias, mas a verdade é que a sociedade está a andar muito devagar e a mentalidade e a forma como as organizações operam precisam de medidas disruptivas. Têm que existir quotas para acelerar esta mudança. Se calhar, daqui a uns anos, já não será preciso” SESSÃO “Estado da Nação dos Media” Luís Filipe de Castro Mendes Ministro da Cultura “O mercado dos media é cada vez mais globalizado e a concorrência nem sempre é leal e justa. Criam-se situações de acrescida vulnerabilidade para os consumidores e de acrescida pressão para os players locais” “A estratégia para o mercado único digital na UE exige uma alteração da diretiva de media, no âmbito do mercado e da tecnologia. Defendo uma quota mínima de obras europeias nos catálogos de ofertas e receita financeira para os países onde os conteúdos são produzidos.” “Temos que garantir a viabilização e sustentabilidade económica do setor e a monetização dos direitos dos produtores de conteúdos, que têm que ser ressarcidos pela utilização das suas obras no online. Terá de haver uma repartição justa dos rendimentos na cadeia de valor dos medial” Carlos Magno Presidente ERC “O setor não está para treinadores de bancada. E há muitos. É preciso um pacto para salvar a paisagem audiovisual portuguesa. Estamos no início de uma nova época e é meu dever dizer que precisamos um pacto e de modernizar e reforçar o regulador” “Temos que entrar definitivamente no mundo digital. Começar a criar um grupo para preparar a transição para o digital, com os media e com a Google a bordo. É muito importante perceber que o futuro já não é o que era dantes e que se tem que olhar para tudo de uma forma diferente.” “Ainda é altura se tentar salvar isto. Em vez de nos atacarmos uns aos outros, começarmos a pôr no debate outras instituições que nos podem ajudar a trabalhar o futuro de forma diferente. Às vezes, perdemos muito tempo e não percebemos o futuro que aí vem”

17 Francisco Pedro Balsemão CEO, Impresa “O setor tem estado sempre a antecipar as tendências do digital e temos feito a transformação. Mas as mudanças sucedem-se a um ritmo vertiginoso, que olhamos com otimismo e preocupação” “Nunca houve tanta procura, mas também tanta oferta, de conteúdos. Nesta fase, não pode criar-se opacidade ou anarquia. Tem que haver concorrência leal na distribuição de conteúdos e no investimento publicitário, porque o setor é fundamental para o país” “Vemos com grande preocupação estas tentativas de convergência, que podem ser muito nefastas. Temos que garantir o pluralismo e diversidade de opiniões. A transformação não justifica tudo. O caminho passa por parcerias horizontais” Rolando Oliveira Administrador, Controlinveste “Já estamos na versão 2.0 ou 3.0 da transformação digital. Provocou grande disrupção no negócio, em diferentes graus de prejuízo ou benefício. A imprensa é de longe a mais afetada, em consequência da alteração profunda na distribuição, e tem grande dificuldade de reagir aos novos desafios” “A televisão é das que mais tem tardado a levar com o efeito do digital, porque tem um conteúdo mais difícil de replicar. Mas já está a sofrer dos efeitos da disrupção digital. Hoje, temos quatro operadores em Portugal que têm uma rede proprietária fechada onde distribuem os serviços televisivos a 90% dos lares” “Temos tentado aproveitar o valor das marcas e com isso construir produtos digitais. Estamos todos a tentar descobrir novas formas de negócio. O crescimento das receitas terá que ser feito muito através de parcerias dos media tradicionais com os disruptores” Gonçalo Reis Presidente, RTP “O digital está para ficar e afeta todos os segmentos. E a mudança tem que ser já e agora. Temos essa noção de urgência. Só vai acelerar e afetar-nos a todos. As empresas têm que abraçar o digital, que gera uma série de riscos e de incertezas” “O digital dá-nos grandes oportunidades, mas também acelera a necessidade de inovação. As equipas fazem cada vez mais para se manterem à tona., porque se veio destruir ou ameaçar o modelo de negócio tradicional, sem colocar um novo modelo robusto em cima da mesa” “É um grande debate saber como é que nós, publishers, com uma situação de ameaça, porque há receitas que vão para as plataformas digitais, podemos continuar com os meios para fazer conteúdos distintivos e promover a indústria criativa nacional” “Apesar de não termos feito, institucionalmente, a abordagem mais correta ao mercado ao longo dos anos, ninguém encontrará no ecossistema de media um parceiro mais sério e mais empenhado do que a Google” “Acreditamos que esta transição é cheia de oportunidades. Apesar das dificuldades de curto -prazo. Não é a primeira vez que as vimos. Já aconteceu na música, por exemplo” “Vamos ser o maior parceiro para o panorama da mudança para o digital em Portugal. Vai ser precisa imensa criatividade. Vivemos um momento entusiasmante para estar em media. As regras estão a ser reinventadas” Bernardo Correia Country Manager, Google Portugal

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