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25 - Digital Business Dinner| Miguel Almeida, CEO NOS

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6 jun 2017 Hotel Dom Pedro Palace

DIGITAL BUSINESS DINNER

DIGITAL BUSINESS DINNER MIGUEL ALMeida CEO NOS “Tenho muita dificuldade em aceitar a expressão roubar clientes. Isto não é necessariamente um jogo de soma zero. Todos nós podemos crescer, acrescentando mais valor aos clientes. É possível crescer sem tirar a outros” “O país devia agradecer aos operadores por terem tornado possível a conetividade com qualidade” “Não sei qual é a inovação de amanhã nem qual é o serviço que vamos lançar. Mas sei que o caminho passa por aí e estou relativamente seguro que o caminho para as telecomunicações é risonho” “Se alguém pensa que, a partir dos conteúdos, vai criar uma vantagem competitiva sustentável e vai desequilibrar o mercado, criando a bala de prata, desengane-se. Isso não vai acontecer. Já houve em Portugal, não há muito tempo, quem pensasse isso e vimos o resultado” “Em cinco anos não espero nenhuma revolução. Será algo que vai acontecendo progressivamente e a que vamos ter que nos adaptar. Na nossa indústria, a própria evolução é um exercício difícil de se fazer” “Há mais serviços e mais utilização por serviço e as receitas baixam. Há alguém que me explique, matematicamente, como é que isto corresponde a um aumento de preços. Porque eu não consigo. A minha matemática se calhar é muito básica para fazer essa conta” “Se consideramos que há um quarto operador, parece evidente que tem um problema de escala e que poderá ainda haver alguma alteração de perímetro ou de estrutura do mercado” “Não implementamos o que alguém decidiu em Paris ou em Londres. Isso é mais adequado ao mercado e acreditamos que a prazo, temos a capacidade de responder melhor às necessidades do mercado português”

5 Rogério Carapuça, Presidente da APDC, destacou no arranque do debate, a importância da realização destes eventos com os líderes dos grupos de telecomunicações como é que isto corresponde a aumento de preços. Porque eu não consigo. Os preços baixaram mais em Portugal do que deviam”. Sendo as comunicações um setor pouco sensível aos ciclos económicos, “enquanto as forças naturais de mercado contribuírem para o aumento da eficiência das empresas, não há problema. Mas há limites, que são os da eficiência. A partir daí, o que conta é o grau de utilidade que o serviço tem para uma pessoa, que terá que o pagar. O que vendemos tem que ter valor”, explicou o gestor. DIFERENCIAR PELA INOVAÇÃO Hoje, onde está a diferenciação entre operadores? Para o CEO da NOS, assenta nos serviços que fornecem a diferentes clientes em diferentes contextos, tudo dependendo da sua relevância e inovação. “Aqueles que trouxerem mais inovação e forem mais disruptivos, surpreendendo as pessoas com coisas que acrescentem valor, vão ganhar mais que os que se limitam apenas a ir atrás. Se é que há algum segredo de negócio, ele está aí”, disse Miguel Almeida. Defendeu ainda que nenhum operador em Portugal conseguirá criar uma vantagem competitiva sustentável no tempo. “Houve quem tentasse e deu mau resultado. Não vai acontecer. O que é preciso é construir esta relação com os clientes, de os surpreender e tratar bem”, citando o caso concreto dos conteúdos, fundamentais na oferta de televisão.

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