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25 - Digital Business Dinner| Miguel Almeida, CEO NOS

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6 jun 2017 Hotel Dom Pedro Palace

DIGITAL BUSINESS DINNER

DIGITAL BUSINESS DINNER “Nunca dissemos que queríamos ser líderes absolutos” A meta é continuar a crescer, investindo no reforço das redes, na inovação na oferta e na transformação do próprio grupo. Para o CEO da NOS, a crescente procura de comunicações vai continuar a sustentar o setor. Rejeitando a possibilidade de qualquer dos três grandes operadores conseguir ter uma vantagem competitiva sustentada no tempo, Miguel Almeida garante que a diferenciação está na inovação e na oferta de valor. O líder da NOS foi o orador convidado do segundo Digital Business Dinner APDC de 2017 com os protagonistas das comunicações, que decorreu no mesmo dia em que a Anacom divulgou os dados do 1º trimestre dos pacotes de serviços de comunicações. Dados que mostram que a NOS passou a liderar em número de subscritores totais de pacotes, ultrapassando pela primeira vez a concorrente MEO, facto que Miguel Almeida considerou normal e em linha com o percurso de crescimento que o grupo tem vindo a fazer desde a fusão ZON/Optimus, em 2014. Num encontro moderado por João Vieira Pereira, do Expresso, o gestor salientou que o objetivo não é liderar o mercado, mas sim convergir cada vez mais. “Nunca dissemos que queríamos ser líderes absolutos. Temos objetivos e ambições, temos vindo a crescer e queremos continuar. Nem tenho a certeza que isso seja uma coisa mandatória para a saúde e o desenvolvimento da NOS”. Recordando a história do operador, referiu que se juntaram “duas empresas que tinham uma posição competitiva débil, um problema de escala e de capacidade de investimento”, tendo o “percurso de fusão e de integração” sido bom para os colaboradores, clientes e para o país, já que “a capacidade de investimento é muito superior à soma das duas partes”. Como o prova o facto da NOS ter mesmo conseguido antecipar para 2016 a meta de obter 30% do mercado total, inicialmente fixada para 2018. MAIS QUE UM JOGO DE SOMA ZERO “Estamos muito contentes e queremos continuar a progredir”, disse Miguel Almeida, rejeitando a ideia de que a NOS só poderá continuar a crescer roubando clientes aos concorrentes. “Isto não é necessariamente um jogo de soma zero. Todos podemos crescer, acrescentando mais valor aos nossos clientes e sem tirar a outros. Se fornecermos mais serviços que acrescentem mais valor, e se essa proposta for merecedora,

3 O líder da NOS está convicto de que há margem para crescer nas comunicações. Nomeadamente com o processo de transformação para o digital todos vamos crescer”, garantiu. Destacou, no entanto, o “contrassenso” que tem caracterizado o setor: sendo um mercado maduro, recuou durante os últimos oito ou nove anos e não se sabe o que acontecerá em 2017; mas, ao mesmo tempo, os operadores ofereceram cada vez mais aos clientes. “É evidente que queremos crescer em quota e que isso é importante para a nossa posição competitiva”, adiantou o gestor. E há margem para crescer, porque a transformação para o digital e tudo o que isso envolve, em serviços e plataformas, continuará a suportar a procura de serviços de telecomunicações. Acrescem as barreiras à entrada neste mercado, quer as regulatórias quer de investimentos, que “são enormes”. “O que vendemos e fornecemos aumenta de utilidade. Quem dera a muitas indústrias ter esta definição de futuro”, considerou. Reiterando as críticas ao regulador, que “continua a insistir que os preços em Portugal aumentam”, quando na realidade nos últimos 10 anos as receitas caíram e o número de serviços aumentou, assim como o tráfego de voz e dados por subscritor, Miguel Almeida mostrou-se perplexo: “há mais serviços, há mais utilização e há menos receitas. Alguém me explique, matematicamente,

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