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2 - Conferência | Inovação na Administração Pública

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16 Abr 2015 | CCB

EM DEBATE considera

EM DEBATE considera Jaime Quesado. A intervenção externa e o ajustamento das contas públicas, associado à ausência de renovação de recursos humanos, criou uma situação “muito complicada” que tem que ser “encarada de forma séria”. “As pessoas são absolutamente fundamentais na agenda da inovação”, pelo que é preciso ainda criar mecanismos de motivação, nomeadamente através de contextos de participação. “É preciso criar cultura de criatividade e de excelência. E uma agenda politica para renovar o stock de pessoas da AP” dentro do que for possível. “Temos um desafio imenso nesta matéria que tem que ser encarado com muita rapidez”, defende. Já no que respeita aos cidadãos em geral, Edwin Lau considera que a AP terá que envolver cada vez mais os privados na discussão sobre a identificação das necessidades e das respostas públicas. Os dados abertos são um grande exemplo deste novo tipo de trabalho em conjunto, que permite a criação de valor. Preocupante é também o afastamento dos mais jovens do setor público, apesar de serem os que mais à vontade estão com a tecnologia. “As camadas mais jovens da população já não confiam nos seus governos. Os jovens desistiram, não querem saber. Tem que se apostar na confiança, através de uma reforma do setor público. E o Estado tem um grande desafio nesta área a que precisa de responder”. sua experiência na implementação de projetos concretos de inovação no Estado. E que comprovaram que a utilização de soluções e ferramentas tecnológicas permite mais eficiência, transparência, simplificação, colaboração e trabalho em rede. Assim como criação de valor, tanto para a AP como para a economia. O mote foi dado pelo key-note speaker, Olivier Duroyon, da área de Global Government and Public Sector Segment da Alcatel-Lucent, para quem a atual economia global conectada e hipercompetitiva oferece oportunidades mas também muitas disparidades, sendo os desafios para os governos, administrações e cidades cada vez maiores. Desafios esses que resultam da concorrência global, da volatilidade politica, dos silos orçamentais, das pressões ambientais, do envelhecimento da população, do social divide e do aumento das expetativas com os serviços públicos. A que acresce a “revolução digital sem precedentes”, que pressiona ainda mais o setor público, dadas as restrições orçamentais nas TIC e a infraestrutura já envelhecida, perante a transformação digital da sociedade, o real time e a explosão de dados. “COMO INOVAR NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA” A necessidade de parcerias entre o setor público e privado para se poder avançar de forma mais transversal na aposta na inovação na AP ficou reforçada na sessão sobre “Como Inovar na AP”, moderada por Ana Torres Pereira e que contou com a presença de clientes do setor público e de fornecedores TIC, que apresentaram a Olivier Duroyon - Director de Public Affairs, Alcatel-Lucent

7 Sessão COMO INOVAR NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Para este responsável, “conseguir criar um processo colaborativo entre o Estado e os demais stakeholders envolvidos é crítico para um Estado digital”. Citando vários casos de sucesso de modernização da AP que podem ser replicados, salienta que estes mostram que só com a criação de um novo modelo e de novas regras para os governos é que de poderá abrir um vasto conjunto de possibilidades para a inovação e os novos negócios. Tendo sempre em conta que a prestação de serviços públicos deve ser promotora, integradora, envolver os cidadãos e responder às suas necessidades. E os casos apresentados comprovam que estes são objetivos centrais. Com o tema “Os dados da Administração Pública como fator de Transparência, Confiança e Inovação”, Miguel Leocádio, Sénior Manager Government, Transport & Energy da Novabase, considera no entanto que os dados públicos fornecidos à sociedade ainda têm pouco valor acrescentado. Destacando que o caminho para os capitalizar terá de passar pela transparência, inovação, participação, responsabilização, interoperabilidade, qualidade dos dados, crescimento económico e emprego, constata que a realidade atual é de “repetição e redundância de processos”. E defende que tem que se tirar partido da informação que já existe, sendo a “capitalização dos dados um caminho, num percurso feito passo a passo para a modernização e desmaterialização da AP”. E há áreas onde isso já está a ser feito, como a Saúde e as Finanças, onde os dados são apresentados com mais transparência e compreensão. O portal dados.gov, por exemplo, que se assume como um agregador da informação da AP, aposta nos dados abertos e na reutilização. O que permite criar várias aplicações sustentadas no portal, com conversão da informação e criação de valor sobre informação básica. Mas é “no terreno, na partilha e na inovação aberta” que se conseguem resultados. Como no caso da Saúde, onde está a ser implementado um projeto de telemonitorização, apresentado por João Minhota, Senior Project Manager da Altran. Perante o desafio de colocar os vários recursos de saúde dispersos

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