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2 - Conferência | Inovação na Administração Pública

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16 Abr 2015 | CCB

EM DEBATE Sessão O

EM DEBATE Sessão O DESAFIO DE UMA AGENDA DE INOVAÇÃO Atualmente, a complexidade dos problemas impõe que se repensem das barreiras organizacionais, alargando-se o leque de atores e introduzindose novas formas de trabalho, como o trabalho colaborativo. Envolver o setor privado e a sociedade civil no co-desenho das soluções deverá ser outra aposta, através da criação de laboratórios de inovação. Estes são uma aposta crítica que “ajuda realmente a mudar a AP” e que implicam “ter uma aproximação completamente diferente à inovação na AP e uma mentalidade mais aberta. Com foco nos resultados e adaptando processos”. Neste processo, “Abrir os dados públicos é crucial” para oferecer transparência e valor. A situação em Portugal não foge a este diagnóstico do responsável da OCDE. Num período difícil como o atual, e depois de ter passado por uma redução dos investimentos, só a aposta na inovação permitirá ao Estado continuar e aprofundar o trabalho já realizado nos últimos anos em termos de reforma e modernização. Como refere Jaime Quesado, Presidente da ESPAP, “a inovação é uma peça absolutamente central nos desafios que se colocam à AP”. Nesse sentido, a ESPAP criou há poucos meses o ESPAP Lab, uma “plataforma colaborativa informal na AP para partilha e dinamização da inovação”. Pretende-se juntar todas as competências - da AP, empresas, universidades e centros de conhecimento - para dinamizar e impulsionar uma cultura de inovação, numa iniciativa que surgiu da constatação de que “faltam no setor público ações de demonstração e de provas de conceito, que reúnam parceiros, colegas, fornecedores e clientes”. Para o gestor, Portugal tem que reforçar muito na área do benchmarking internacional, vendo as boas práticas internacionais e tentar aprender com elas. E ao nível da informação, tendo em conta as redes nacionais que já existem, há que saber transformar a informação em conhecimento útil e com valor. E “temos todas as condições para sermos inovadores”, o que implica a racionalização de recursos e a otimização do que já foi feito. “Há uma

5 agenda em cima da mesa, na qual estamos a trabalhar, num compromisso entre investimento e poupança. Apesar dos investimentos feitos nos últimos anos, que foram muitos, há alguns que terão que ser feitos. Até para racionalizar os que vêm do passado. A cloud é claramente um deles. Apostar numa gov cloud é absolutamente central. O Estado tem que estar na linha da frente na organização da informação. A forma como isso é montado tem que ser feita com inteligência”. Também José Carlos Caldeira, Presidente Agência Nacional de Inovação (ANI), não tem dúvidas de que o tema da inovação na AP está a ter uma importância crescente. Tanto na dimensão externa, de “como é que pode alavancar novas oportunidades de negócio e novas empresas, o empreendedorismo, novo emprego, atividades económicas e exportações”, cono na interna, de como pode ajudar a AP em alguns dos seus desafios e limitações. Sendo a ANI uma “pool de organismos que está a dinamizar a promover os instrumentos de apoio à investigação, ao desenvolvimento e à inovação em Portugal”, nomeadamente com os instrumentos de financiamento europeus, José Carlos Caldeira olha para a inovação pública como uma oportunidade para dinamizar novos projetos de I&D e inovação. No Estado, “há oportunidades de muita natureza”, enquanto local de criação e de demonstração de novas soluções inovadoras que potenciam não só a AP mas também a economia e a sociedade. Por isso, há que “apostar em soluções win-win, que sejam interessantes dentro e fora da AP. Cabe a todos tentar mudar, de forma gradual, as coisas”. Defendendo ser fundamental uma visão transversal, “porque há enormes ganhos no reaproveitamento e na partilha das soluções que já existem na AP”, tirando partido delas, o que não está hoje a ser feito, o gestor destaca a importância de se ter “uma atitude nova que é preciso explicar, mostrar através de exemplos e começar a praticar. Envolvendo entidades públicas e privadas”. E garante que “há enormes ganhos que podem ser obtidos. E que não necessitam de novos desenvolvimentos mas apenas de reaproveitamento e de partilha do que já existem. E estes contextos são mais relevantes em situações de restrições orçamentais, obtendo-se resultados com menos recursos”. Alerta no entanto que esta articulação e colaboração entre setor público/privado “tem que ser feita com muito cuidado. Garantindo transparência nas relações e que o Estado não seja capturado por interesses privados. Tem que ser feito de forma profissional”. E se “no passado recente, vimos uma enorme transformação no investimento em I&D e inovação e no grau de colaboração entre entidades do sistema científico e tecnológico e empresas, embora na inovação não estejamos onde gostaríamos de estar”, garante que “este processo vai acelerar no novo período dos fundos comunitários. Vamos ver as novas vagas tecnológicas a serem incorporadas nas empresas e no Estado. E a demonstração é vital para se avançar”. Um dos temas em debate nesta sessão foram as pessoas. Dentro e fora da AP. Para o representante da OCDE, “muitos dos cortes na AP foram de pessoas. Sem ter sido realizada uma avaliação das áreas, funções e competências a reduzir, o que criou situações insustentáveis”. Por isso, defende a necessidade de se pensar em novas formas de trabalhar em equipa e de reforço de capacidades dentro da AP, tirando partido da informação e do conhecimento que existem. Também em Portugal a AP vive um “problema muito sério” em termos de recursos humanos,

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