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2 - Conferência | Inovação na Administração Pública

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16 Abr 2015 | CCB

EM DEBATE INOVAÇÃO É

EM DEBATE INOVAÇÃO É FUNDAMENTAL NA RESPOSTA AOS DESAFIOS DA AP A inovação é uma peça absolutamente central nos desafios que se colocam hoje à Administração Pública. E Portugal tem todas as condições para ser um país inovador. Há que apostar na racionalização de recursos e na otimização do que já está a ser feito, o que implica mais investimento num Estado que tem muitos constrangimentos e limitações. E as oportunidades são muitas, não apenas para potenciar o setor público mas também para impulsionar a economia e a sociedade, num processo que exige uma nova visão e atitude. Num cenário de novas vagas tecnológicas, as parcerias e o envolvimento de todas as entidades públicas e privadas é fundamental. Rogério Carapuça – Presidente, APDC É unânime a opinião de que a aposta na inovação é absolutamente crítica para a transformação do setor público, num cenário de profundas mudanças e de enormes desafios. E de que todos os países enfrentam hoje a necessidade de inovar para poder dar resposta a novas necessidades e imperativos, não apenas de conjuntura, de mercado e de sociedade, mas também de aceleração tecnológica e de total digitalização. Os diagnósticos estão feitos e há projetos e case-studies em curso ou já implementados que mostram as inúmeras vantagens de um Estado cada vez mais inovador, por via do recurso às TIC. As parcerias e o envolvimento de todos os interessados assumem-se como fundamentais neste caminho, numa conjuntura de crescentes dificuldades e de restrições orçamentais.

3 Em Portugal, já se investiu bastante na reforma do Estado. E há vários projetos em curso. Mas é preciso fazer muito mais, depois de nos últimos anos, marcados pela conjuntura adversa, se ter abrandado no processo de reforça da Administração Pública (AP). Só a aposta na inovação permitirá continuar e aprofundar este trabalho. O que passa por ações de demonstração, que reúnam todos os players do ecossistema, para dinamizar a transformação. Assim como por aprender com as melhores práticas internacionais éter capacidade de saber transformar a informação em conhecimento útil e com valor. A APDC, em parceria com o ESPAP LAB, pretendeu com a conferência sobre “Inovação na Administração Pública” partilhar as teorias mais recentes sobre esta importante área e dar a conhecer exemplos de projetos desenvolvidos no nosso país no âmbito da transformação dos serviços públicos. “O DESAFIO DE UMA AGENDA DA INOVAÇÃO” A necessidade de inovar no setor público resulta de uma multiplicidade de fatores: limitação dos recursos, mais procura dos serviços públicos, maiores expetativas dos cidadãos, desafio demográfico e temas sociais cada vez mais complexos. Para Edwin Lau, Head of The Public Sector Reform Division da OCDE, key-note speaker da primeira sessão da conferência, moderada por João Ramos, do Expresso, sobre “O Desafio de uma Agenda da Inovação”, estes são desafios que colocam sobre os governos uma pressão crescente. Por isso, têm que olhar cada vez mais para a inovação como a solução e o caminho para melhorar a eficiência e usar novas abordagens para oferecer melhores serviços públicos. Tendo em conta que “fazer mais com menos é o desafio de todos os países da OCDE no que se Edwin Lau - Head of The Public Sector Reform Division, OCDE refere à AP”, refere que a organização avançou em 2011 com um projeto - o Observatório da Inovação no Setor Público - para recolher informação sobre as melhores práticas e ajudar a reforçar a performance do setor público, oferecendo melhores serviços e mais transparência e ganhando eficiência. Construído com e para os utilizadores, o projeto reúne já mais de 160 inovações de mais de 20 países nas áreas dos programas de financiamento, recursos humanos, governo aberto e entrega de serviços. De acordo com este responsável, o Observatório tem promovido a discussão e a partilha de experiências ao nível internacional, ajudando as agendas nacionais na mudança. E permitiu identificar um framework assente em quatro fatores organizacionais interrelacionados que têm o potencial para garantir o sucesso da aposta na inovação: formas de trabalho (parcerias, estruturas e colaboração), regras e processos (regulações, orçamentos e gestão de projetos); pessoas (capacidades, culturas e valores e liderança e engagement) e conhecimento (dados, abertura e aprendizagem).

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