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19 - APDC Digital Movies

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18 março - 17h30 Cinema Alvalaxia

APDC

APDC DIGITAL BUSINESS MOVIES CO-PRODUCED BY NOS Pedro Mota Carmo, da NOS, e Rogério Carapuça, da APDC, apresentaram este novo modelo de eventos informais para refletir e partilhar ideias A automatização da sociedade é hoje um grande tema em análise, no sentido de se saber para onde se caminha e como será o futuro, porque a tecnologia começa a substituir os humanos em algumas tarefas, alterando a forma como a economia funciona. Esta é uma área que, para Celso Martins, será muito relevante nos próximos anos. Neste campo, Luís Moniz Pereira destaca a necessidade de se criar uma ética e de se definir um enquadramento legal adequado. “As máquinas estão cada vez mais sofisticadas e autónomas. Uma vez que vão conviver com os humanos e com a sociedade, temos que garantir que se comportam de um modo gregário e em colaboração. Cabe-nos saber programar as máquinas, os robots e o software, para serem mais éticos” considera. É que, para este orador, “o progresso tecnológico cria problemas que não sabemos se ainda temos capacidade de resolver. Mas temos de tentar enfrentá-los”, respondendo a várias questões ideológicas e também legais. Outra questão é determinar quem vai beneficiar dos recursos criados pela tecnologia: se apenas quem os cria ou se a sociedade como um todo. Atualmente, na sua perspetiva, ainda não se está a conseguir “endereçar a questão das leis que se debruçam sobre a utilização da tecnologia em áreas como os carros autónomos, data mining,

5 Ambos os oradores concordam que ainda estamos muito longe de uma simbiose entre o homem e a máquina e que a definição do que é uma máquina está em evolução big data ou a IoT. Os próprios juristas não estão a olhar para o assunto”, defende, nomeadamente no que respeita ao conceito jurídico de máquina autónoma, quando a forma como a sociedade funciona já está toda regulamentada. EXTENSÃO OU EVOLUÇÃO DO HOMEM? Mas será mesmo necessário definir a relação do ser humano com máquina? Celso Martinho entende que na fase atual “estamos a tentar criar empatia com a máquina antes dela estar preparada para a receber”. Hoje, quando se fala em inteligência artificial ainda “não estamos a falar de um conceito que compara a máquina ao ser humano. Faltam ainda muitos anos para isso”, garante. Mas o homem tem o sonho de ter “máquinas que se comportam como os humanos”, tendo por isso “necessidade de criar essa empatia”. Mais: num futuro distante, quando a inteligência artificial e a robotização atingirem níveis comparáveis aos dos humanos – em matéria orgânica e sintética – será irrelevante saber do que se trata. “Não me preocuparia muito com o risco de a máquina dar cabo da humanidade, de se estar a construir um monstro que nos vai destruir. A máquina será uma extensão, uma evolução dos seres humanos”, antecipa o orador. Concordando com esta posição de que ainda estamos muito longe de uma simbiose com

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