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18 - Digital Business Dinner Reservado

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Fernanda Rollo - Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 23 fev 2017 Ritz Four Seasons Hotel Lisboa

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Digital Business Dinner Reservado territoriais, nomeadamente entre o Litoral e o Interior do país, onde subsistem “enormes taxas de insucesso e de abandono escolar no ensino secundário e ensino superior”, debatendo-se os Politécnicos com a crescente falta de alunos. No ensino secundário profissional, por exemplo, 85% dos jovens não estão a entrar para o superior. O que pode ser explicado pelo facto do ensino ter ainda uma componente teórica muito forte, quando já deveria ter sido implementado um modelo mais experimental, que lhe permita “operar como ferramenta social”. Para ultrapassar estes constrangimentos, a Secretária de Estado defendeu a necessidade de parcerias para “criar planos específicos de formação. Os jovens são a nossa grande prioridade, o que exige um esforço global e coletivo. Uma das coisas que podemos fazer em conjunto é criar uma campanha nacional para consciencializar para o facto de que estudar faz bem e é preciso. Precisamos de chegar às famílias com casos de sucesso”. Para Fernanda Rollo, “não temos outro caminho. Temos que encontrar soluções em comum”. CONSENSO NOS REMÉDIOS No debate que se seguiu entre os presentes, foi unânime a opinião de que este é, de facto, o caminho. Para os representantes do sistema de C&T e Ensino Superior público, tem que se acelerar o desenvolvimento de um verdadeiro trabalho colaborativo, que permita a criação de ecossistemas e a quantificação das necessidades do mercado, de acordo com a realidade. Alertando para a persistência de grandes diferenças de linguagem entre o mundo universitário e empresarial, admitem que a velocidade a Para Fernanda Rollo, os jovens são uma grande prioridade, o que exige um esforço global que a economia está a evoluir já está a obrigar o sistema de C&T e Ensino Superior a uma maior capacidade de resposta. Nomeadamente através da colaboração crescente com as empresas, definindo agendas de inovação, incluindo em setores muito tradicionais da economia, para pensar a médio prazo. Dos muitos exemplos no terreno, destacaram a definição em conjunto de novos currículos para o Ensino Superior, o desenvolvimento de projetos de investigação aplicada e a transferência de conhecimento. São casos que mostram que as mentalidades estão a mudar e que importa aprofundar, nomeadamente aliando a I&D à formação e à qualificação em projetos concretos.

9 Para potenciar estes exemplos, a FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia) está a proceder a uma avaliação das competências e capacidades de formação em Portugal. Com ela, pretende-se criar um conjunto de competências que sirvam no curto-prazo os empregadores e permitam a habilitação para o digital. Está ainda a ser preparada uma agenda de investigação nas diferentes áreas do conhecimento, contando para isso com a colaboração entre a universidades e sistema científico nacional. Também a ANI (Agência Nacional de Inovação) está a desenvolver iniciativas concretas de desenvolvimento de políticas de I&D, inovação e empreendedorismo de base tecnológica e de colaboração e articulação com empresas. O projeto lançado este ano dos laboratórios colaborativos, iniciativa da responsabilidade da FCT e da ANI, é um exemplo, já que junta empresas, universidades e centros científicos numa agenda de desenvolvimento económico. ESTENDER A TODA A ECONOMIA Os responsáveis das empresas de TIC e Media presentes garantem que nas respetivas empresas a colaboração com o sistema Ensino Superior e de C&T é já uma realidade. Esta tem sido a estratégia do setor para garantir uma resposta adequada às respetivas necessidades em áreas como o talento/formação ou a investigação aplicada, embora defendam que é preciso acelerar a reconversão de recursos humanos para garantir talento e dar resposta a um mercado em permanente e rápida transformação. Destacando a qualidade do ensino em Portugal, assim como a capacidade de resposta às necessidades especificas das empresas, nomeadamente por parte dos Politécnicos, salientaram que no tecido empresarial nacional, onde as PME dominam, a realidade é muito diferente e que a há muito pouca aproximação ao sistema de ensino e C&T. Nesta matéria, e tendo em conta que muitas empresas TIC estão hoje a transformar o tecido empresarial para o digital, estão convictos de que poderão contribuir positivamente para uma aproximação das PME ao sistema de Ensino Superior e C&T. Mostrar casos de sucesso com efetiva criação de valor, criar e reforçar campanhas de consciencialização e sensibilização e mudar mentalidades foram algumas das áreas em que consideram poder atuar. Os players das TIC e Media mostraram-se também disponíveis para contribuir ativamente em ações de motivação dos mais jovens para as profissões do futuro, para travar a fuga de talento para o exterior ou para desenvolver estratégias de atração de recursos humanos internacionais. A requalificação das faixas etárias mais velhas ou das pessoas com tarefas rotineiras, no âmbito da formação ao longo da vida, foi também destacada como essencial. Todos estão disponíveis para colaborar com o sistema público. Entre as sugestões, ficou a criação de uma plataforma para as PME que permita a democratização dos planos de formação junto destas; a definição de programas de voluntariado para mostrar nas escolas a importância da formação em TIC e dos estudos de ensino superior; a participação em campanhas nacionais de sensibilização para os jovens seguirem estudos no Ensino Superior; e a criação de uma ‘Open Week’ nas respetivas empresas para receber alunos e mostrar-lhes a realidade empresarial.•

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