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17 - 26º Digital Business Congress

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28 e 29 set 2016 | CCB

26º

26º Digital Business Congress Carlos Magno Presidente, ERC “Estamos no túnel do tempo. Continuamos a pensar o futuro com um pensamento excessivamente analógico. É preciso libertar o futuro do digital do presente da ditadura do analógico” “Talvez seja ainda cedo para analisar a mudança radical que se verificou na paisagem politica portuguesa e no modelo que se autointitulava de arco da governação. Muita coisa mudou, embora o pensamento único no jornalismo económico resista ainda à própria crise do capitalismo” “Portugal é um mercado mais pequeno do que a sua própria língua e tem uma sociedade exposta às outras culturas que dominam a produção de conteúdos e controlam a distribuição para lá do espaço europeu. Os grupos de media precisam de se pensar a si próprios como clusters na economia criativa e apostar na concorrência que desenvolva a indústria, diversificando conteúdos e reciclando a agenda mediática” “O setor audiovisual nacional tem muito talento e é forte, com muita interação entre operadores públicos e privados. E o potencial exportador é grande” “Na TDT, estão criadas as condições para acelerar. A solução encontrada é muito razoável e equilibrada, já que abre espaço para canais públicos e privados. E tem um potencial muito significativo, que envolve um milhão de lares” “A publicidade faz parte da experiência de televisão. A RTP captura 10%, pelo que o nosso peso não balança o mercado. Ninguém pode dizer que deturpa a programação para captar receitas de publicidade. Não estamos a abastardar a programação” Gonçalo Reis CEO, RTP Francisco Pedro Balsemão CEO, Impresa “O potencial exportador do setor é cada vez maior e merece algum tipo de proteção aos conteúdos nacionais. Há algum preconceito em relação à atividade dos operadores free to air, quando há espaço para todos. Terá é que haver condições de harmonização” “Há uma cadeia de valor a que os distribuidores têm retirado valor. O que seria justo era conseguir ter uma redistribuição. A associação dos grupos de media está na equação e temos vindo a falar. É a única forma de ganhar escala” “Na TDT, os interesses dos privados não foram acautelados no processo de decisão. Há dois pesos e duas medidas. Não estamos de acordo com a forma como o dossier está a ser gerido e vamos continuar a defender os nossos interesses. Isto não vai ficar por aqui” Rolando Oliveira Administrador, Grupo Controlinveste “O setor dos media não tem muitas perspetivas de crescimento nos negócios atuais. Tem que dar o salto para novos negócios e isso tem demorado. Tudo o que é projeto digital não tem tido muito sucesso, porque ainda não tem dimensão” “Estamos num negócio antigo e não mudámos a tempo. O digital é uma solução para o futuro, mas não para o presente, porque ainda não substitui as perdas nos negócios de media tradicionais. Não temos dimensão para competir” “O mercado digital é um problema de regulação à escala europeia e mundial. Tem que se definir regulação para os grandes players globais. A questão é de grande dimensão. É um elefante que ofusca o sol”

21 29 SETEMBRO 2016 SESSÃO “REGULAÇÃO” João Confraria Membro do Conselho de Administração, ANACOM “Esperemos que a alteração da legislação das fidelizações traga transparência e benefícios ao consumidor. Até agora, a concorrência não tem sido grande entre os operadores mas o processo está no início. Vamos ver o que vai acontecer” “O serviço universal tem um objeto que é potencialmente irrelevante, face à evolução do mercado. Temos falhas de políticas públicas na sua definição e temos que pensar seriamente no que queremos e quanto é que custa. Espero que tenhamos aprendido com os erros do passado” “Em tudo o que seja partilha de investimentos, somos a favor. É pena que o quadro legal não permita intervenção regulatória nessa matéria. Mas há uma serie de alternativas que são possíveis e esperamos que os operadores avancem” Sónia Machado Responsável pela Direção de Regulação e Jurídica, MEO “A PT vê a pressão dos OTT’s como positiva. Porque potenciam e estimulam a procura e a concorrência no mercado. Mas as regras de regulação ainda são insuficientes para garantir igualdade de armas no terreno e no setor” “As comunicações são um setor tradicionalmente muito onerado e onde há cada vez mais descidas de receitas. Tem que haver um balanceamento desse movimento, para garantir o retorno dos investimentos realizados” “Temos três operadores a investir em redes de fibra. Somos o terceiro país europeu em penetração de fibra. Não há dificuldades de investimento dos players e a PT tem uma oferta grossista comercial, que é passível de negociação. Os outros é que não têm” Madalena Sutcliffe Diretora de Legal & Regulatory Affairs, Vodafone Portugal “Vemos um esforço nas novas propostas da CE para conseguir garantir um level playing field entre operadores e OTT’s. Mas está aquém do desejável. Nesta matéria, há ainda muito a fazer” “A oferta comercial de fibra atual da PT é simplesmente uma não oferta. Se queremos evoluir para uma economia digital, é fundamental que o tema da fibra seja corretamente endereçado. Impor a abertura da rede de fibra da PT iria incentivá-la a procurar soluções de partilha e coinvestimento” “Queremos co-investir nas zonas não rentáveis e gostaríamos de ter apoio do regulador nesta matéria. Pedimos ainda que no segmento empresarial, onde a situação é altamente preocupante, a Anacom esteja muito atenta ao mercado” Filipa Carvalho Diretora Jurídica e de Regulação, NOS “Tem que se discutir o que deve ser colocado no âmbito do serviço universal de comunicações. O que faz sentido, quem o financia e o que está já a ser fornecido. Acho bem que se faça uma reflexão atempada e em conjunto com os operadores” “Temos que aprender com erros do passado e os tempos de decisão. As redes são essenciais e nas zonas não competitivas há que tomar medidas. Receio que a Anacom se deixe de iludir pela oferta de rede da PT, que não é utilizável por vários motivos” “O que esperamos da Anacom, do Governo e da CE é uma análise do que é particular do país, face aos desígnios e grandes objetivos europeus para 2020. O quadro europeu retira margem no mercado nacional e à realidade concreta”

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