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13 - Jantar Debate | Francisco de Lacerda, Presidente & CEO CTT

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5 abril 2016 Hotel Dom Pedro Palace

EM DEBATE antiquíssima

EM DEBATE antiquíssima que todos nos lembramos, com décadas de várias tentativas”, comprova essa capacidade. Para o gestor, os CTT são hoje um operador moderno e dinâmico de serviços postais, com uma carteira de negócios equilibrada. Cerca de 72% do das receitas são representadas pela área de correios (que incluiu correio, soluções de negócio e serviços de retalho), 18% pelo expresso e encomendas (com operações em Portugal, Espanha e Moçambique) e 10% pelos serviços financeiros. E os correios são uma área muito importante, libertando “muito cash-flow” para investir e desenvolver outras atividades, embora tenha que ser gerido com cuidado, mantendo a eficiência, estabilizando a receita e encontrando alavancas que contrariem a tendência geral de declínio. nos permitem, no expresso e encomendas, ser também bastante eficientes”, explica, destacando o facto de se ter conseguido inverter na empresa a tendência de queda das receitas: 2015 foi o segundo ano consecutivo de crescimento, com a margem EBITDA a situar-se ao nível dos líderes da indústria. Mas também a criação de valor é uma realidade desde a conclusão da privatização, que rendeu ao Estado nas duas fases 922 milhões de euros. Hoje, o grupo tem todo o capital disperso - cerca de 90% está nas mãos de acionistas estrangeiros – e já deu “dividendos muito significativos”: 130 milhões desde a OPV, a que acrescem mais 69,7 milhões este ano, a que acresce a valorização significativa das ações. ESTRATEGIAS DE FUTURO “Somos claramente o líder de mercado no correio, com margens bastante interessantes quando nos comparamos com os outros operadores europeus. Temos uma área de serviços financeiros alavancada numa marca forte e economias de escala que E qual é a estratégia do grupo postal para o futuro? Na visão do Presidente dos CTT, será a de preservar o valor do negócio core dos correios, capturar a tendência de crescimento das encomendas e garantir o sucesso do Banco CTT, para expandir os serviços financeiros. Com eficiência operacional, excelência comercial e uma estratégia assente nas suas vantagens competitivas: proximidade da rede e da marca, transformação cultural, IT e digital, inovação e solidez financeira. E destaca o facto de o grupo não ter passivo, mas sim aplicações financeiras – “há cerca de 276 milhões de euros em caixa”. Mesmo com o investimento no banco, encerrou 2015 com o mesmo montante em caixa. O líder dos CTT apresentou a estratégia e as metas para construir o futuro do grupo postal. Abordando cada uma das três áreas de negócio em mais detalhe, Francisco de Lacerda destacou nos correios a operação regulada do serviço postal nacional (por contrato de concessão com o Estado), assim como o desenvolvimento de segmentos de negócio especializados (como o Direct Mail), e a transição do correio físico para o digital. No correio publicitário, por exemplo, está a apostar-se

5 Neste encontro, estiveram presentes mais de 150 participantes, incluindo os líderes das principais empresas das TIC. numa abordagem mais agressiva, posicionando o grupo como um especialista nesta área junto do mercado publicitário. O grupo está ainda a complementar a sua oferta postal, garantindo a transição entre o físico e o digital, com novas propostas. A Via CTT é o exemplo mais conhecido, mas há várias propostas digitais suportadas nas valências físicas. “Há muitas que estamos a testar e outras que desenvolvemos um pouco mais. Algumas ganharão corpo e serão pilares importantes do futuro. Trata-se de uma busca de várias alternativas, para nos ir orientando para o caminho futuro”, explica. Já na área de expresso e encomendas, tem sido feito um upgrade da oferta e Francisco de Lacerda promete novidades para breve. ”Vamos ter uma oferta bastante moderna e potente para reforçar ainda mais no mercado”, antecipa, destacando ainda as iniciativas de e-commerce, numa altura em que este mercado está a crescer a dois dígitos, especialmente no B2C. E estando as necessidades do consumidor a influenciar a disponibilização de serviços, os CTT estão a reforçar em áreas como os postos de levantamento e entrega de encomendas (já tem mais de mil), assim como a realizar parcerias com retalhistas – a Worten é um exemplo. “Toda a nossa oferta para as encomendas é muito compatível com o mundo digital e com o comércio eletrónico”, diz. CRESCER COM O BANCO Nos serviços financeiros, o Banco CTT é agora o principal projeto. Já está desde 18 de março disponível em 52 localizações, na que foi a “maior abertura de um banco de retalho num só dia em Portugal”, e beneficia de “uma marca forte, da proximidade às pessoas e da confiança nos CTT”, como faz questão de salientar. Está disponível tanto na rede física como através de homebanking e ou mobilebanking, para abranger todos os perfis de clientes que pretendam uma oferta simples e com poucos custos. “Fomos de encontro aos fatores determinantes na escolha de um banco: preço, localização e reputação”, acrescenta o gestor. O objetivo é estar em 200 locais até ao fim deste ano e em 400 final de 2017. Depois, “veremos até onde vamos nos 604 balcões que temos. Dependerá do que for o adequado, com base nos clientes

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