12 - Jantar Debate | Paulo Neves, CEO PT Portugal

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10 março 2016 Hotel Dom Pedro Palace Portugal

EM DEBATE para os

EM DEBATE para os challengers. E vamos continuar”, garantiu, destacando o papel de liderança que a subsidiária de Aveiro, agora Altice Labs, passou a ter na Altice. Sendo hoje a PT Portugal um operador convergente e com soluções chave-na-mão e não apenas um operador de comunicações, a aposta passa no segmento empresarial pela oferta de “soluções conexas de comunicações. No fundo, somos um operador de comunicações que quer ter soluções de TI e de BPO. Um fornecedor integrador”, diz. O objetivo estende-se ao segmento residencial, onde quer ter todas as soluções multiplataforma e convergentes e serviços integrados. Tendo em conta esta estratégia, “os conteúdos são uma parte integrante do nosso negócio e queremos estar neles”, adianta, explicando que “muitas vezes o cliente utiliza como fator de escolha os conteúdos, pelo que queremos estar na cadeia de valor dos conteúdos. Na distribuição, nos direitos e até, mais tarde, na produção”. Referindo-se concretamente aos conteúdos desportivos, que geraram uma guerra entre a PT e a NOS, Paulo Neves refere que a PT pretende com esta estratégia dar aos seus clientes os conteúdos que eles necessitam. “Não queremos com isso dizer que os queremos só para nós. Posso dizer que os conteúdos de desporto que sejam considerados essenciais não os queremos só para nós. Temos uma ótica de não exclusividade e de não discriminação. Se são conteúdos que podem ser considerados essenciais, serão disponibilizados a quem os queira”, explica, deixando no entanto claro que “não somos nós que fazemos essa definição do que é considerado conteúdo essencial “. CONTEÚDOS SÃO NEGÓCIO CRÍTICO Já no período de debate, moderado por Cátia Simões, do Diário Económico, e Pedro Oliveira, da Exame Informática, o gestor reiterou que as relações com parceiros e fornecedores estão normalizadas, sendo “parte integrante dos nossos negócios”. E que o data center da Covilhã é para manter, tendo em conta que o armazenamento é fundamental e diferenciador. Questionado sobre a atual corrida dos operadores à fibra, Paulo Neves considera que o fundamental é dar acesso a toda a população. “Quanto mais rápido for feito, melhor. Apesar de termos o país bastante avançado, ainda falta muito para que todos os clientes tenham acesso”. “Não lhe chamo corrida mas necessidade de implementar e disponibilizar fibra. Estamos a fazer a nossa par- Rogério Carapuça, Presidente da APDC, apresentou o orador convidado

5 te”, garante. Sobre a passagem de alguns clientes empresariais de peso para a concorrência, explica que desde a entrada da Altice que a PT não perdeu clientes, muito embora “perder uns clientes e ganhar outros seja um processo natural”. Mas o B2B é fundamental para o grupo e o objetivo é “ganhar muitos clientes” com uma oferta “dificilmente repetível pelos concorrentes”. O CEO da PT Portugal mostra-se preocupado com a queda do negócio tradicional dos operadores de comunicações, em resultado da mudança de hábitos de consumo e dos novos players disruptivos, os OTT’s. Mas também há medidas regulatórias e administrativas que geram esta perda de valor, citando o caso da extinção do roaming a partir de 2017. O fundamental é garantir “condições de igualdade naquilo que é a regulação do mercado”. Quanto à ideia defendida pela líder da Anacom dos operadores lançarem pacotes low cost, considera não fazer sentido, tendo em conta a diversidade de ofertas que existem no mercado e que respondem a todas as necessidades. Será o lançamento de oferta grossista na fibra pela PT uma alteração de paradigma, tendo em conta que a PT sempre tem defendido que não pretendia partilhar a fibra? Paulo Neves admite que sim. “Podemos também entrar na cadeia de valor grossista na fibra, que passa a fazer parte do negócio”, refere. E rejeita a ideia de que a PT se está a antecipar às concorrentes nos Açores e Madeira, considerando tratar-se apenas de “dar acesso a todos os portugueses”. E na guerra dos conteúdos desportivos, será o consumidor que a vai pagar? Na resposta a esta questão, o CEO da PT reiterou que não se trata de uma guerra. “Nos conteúdos desportivos que sejam considerados como essenciais, entendemos que não devem ser exclusivos. E aqui incluiu-se o Porto Canal, que só não está disponível numa plataforma. Mas gostaríamos que estivesse. É um negócio. Se tenho os direitos e há uma proposta feita, espero que tenha uma resposta”, referindo-se à decisão da PT de cortar o acesso da NOS ao canal, tendo a concorrente recorrido à justiça com uma providência cautelar. Para o orador, “temos os direitos desde janeiro e disponibilizamo-nos a comercializar para terceiros. Fizemos uma proposta concretíssima para oferecer o canal. E está de pé”.

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