12 - Jantar Debate | Paulo Neves, CEO PT Portugal

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10 março 2016 Hotel Dom Pedro Palace Portugal

EM DEBATE “NÃO

EM DEBATE “NÃO QUEREMOS A FIBRA SÓ PARA NÓS” A PT Portugal disponibilizou uma oferta comercial grossista de fibra, porque não quer manter a sua rede em exclusividade. Está a reforçar investimentos nas ilhas. Integrada no grupo Altice há menos de um ano, quer liderar em todas as áreas e ter uma oferta cada vez mais convergente e abrangente. O que implica estar na cadeia de valor dos conteúdos, desde os direitos à distribuição e, no futuro, até na produção. Nesta área, Paulo Neves, CEO do operador, nega exclusividades ou discriminações. Pelo menos no que diz serem os conteúdos “considerados essenciais”. Paulo Neves - CEO PT Portugal A PT Portugal está focada no investimento em redes, em manter-se como uma referência em termos de inovação e em liderar todas as áreas de mercado onde atua. As metas foram destacadas por Paulo Neves no Jantar Debate APDC em que foi orador convidado. Desde julho do ano passado CEO da PT, garante que as relações com os fornecedores e parceiros estão normalizadas, o centro de dados da Covilhã é para manter e desenvolver e a Altice Labs é cada vez mais uma referência de inovação. Sem dar detalhes, anunciou a oferta comercial grossista da sua rede de fibra, disponível para os concorrentes, e o investimento em fibra nas ilhas. Nos conteúdos, deixou claro que são parte integrante do negócio, pelo que o grupo quer estar presente nos direitos, na distribuição e até na produção. Sempre numa “ótica de não exclusividade e de não discriminação” nos “conteúdos considerados essenciais”. MANTER EMPREGOS É APOSTA Na sua intervenção inicial, o CEO da PT Portugal destacou os vetores da estratégia atual e das apostas do operador, que passou a ser desde junho do ano passado detido pelo grupo Altice, uma “das grandes multinacionais de comunicações do mundo”, tentando desmistificar e esclarecer as dúvidas que têm surgido no mercado. Ao nível interno,

3 o processo de reorganização e reestruturação da PT, iniciado no ano passado com o objetivo de a tornar mais ágil e com maior capacidade de resposta às necessidades dos clientes, prossegue. Segundo Paulo Neves, continuam a ser internalizadas parte das atividades com recursos humanos próprios, mantendo-se apenas alguns dos contratos de outsourcing. Para o efeito, foi realizada uma avaliação dos trabalhadores, no sentido de os realocar ou de lhes fornecer a necessária formação, um processo que está a decorrer em todo o país. “Sim, queremos manter as pessoas que temos. Não estamos a fazer despedimentos. Temos mais de duas mil pessoas a trabalhar no deployment de fibra, e nos contact centres que a Altice decidiu implementar em Portugal, estamos a falar de quatro mil pessoas”, destaca. O CEO da PT Portugal está convicto de que grupo é o que mais investe no mercado nacional. Já no que se refere às infraestruturas de comunicações, e depois de alguma paragem dos investimentos, fruto do impasse vivido com o processo de venda, a PT Portugal voltou a anunciar o reforço nas redes. “Estou convencido que somos, neste momento, o operador que mais investe”, diz Paulo Neves. Na rede móvel, a cobertura em 4G é de 99,6% das zonas urbanas cobertas e na fibra, de acordo com o que foi anunciado, o objetivo é cobrir mais três milhões de casas num timing a cinco anos. O plano já está mesmo a ser ultrapassado: antecipavam-se 600 mil casas cobertas por ano e este ano serão alcançadas as 700 mil. Porque a PT Portugal não quer ter uma rede de fibra em exclusivo, Paulo Neves avançou também com a notícia do lançamento de uma oferta comercial de fibra e de cobre para os demais operadores. “Se estamos a falar de uma implementação mais rápida, espero que os nossos concorrentes façam o mesmo. Aqui, o mercado funcionou e está a funcionar e não foi preciso intervenção do regulador”, considerando ser “positivo e uma prova que o mercado atua bem”. Por isso, “caros operadores, aceitamos as encomendas a partir de agora”. Não esclareceu no entanto quais as ofertas concretas e a razão desta decisão. O CEO da PT anunciou ainda o alargamento do investimento em fibra, a partir de abril, às Regiões Autónomas, com “desenvolvimentos massivos”. Rejeitando estar a antecipar-se aos concorrentes, considera que mais importante do que “saber se o investimento é ou não em parceria”, é “garantir que se faz e que o país fica coberto com fibra. É esse o nosso desígnio: queremos que a médio prazo todos os cidadãos portugueses tenham acesso à fibra”. INOVAÇÃO ESTÁ NO DNA DO GRUPO A capacidade de inovação também foi destacada pelo CEO da PT, no sentido de realçar que, ao contrário das notícias que surgiram de que a PT Inovação poderia desaparecer, a Altice reforçou o seu investimento em Portugal. “A PT sempre foi reconhecida como uma empresa com DNA de inovação, que contribuiu muitíssimo não só para o grupo como

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