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11 - Jantar Debate | Mário Vaz, CEO Vodafone Portugal

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21 janeiro 2016 Hotel Dom Pedro Palace

EM DEBATE pria CMTV tem

EM DEBATE pria CMTV tem referido que gostaria de estar na Vodafone e também não escondemos que gostaríamos, mas que havia um jogo entre dois operadores que dificulta essa vontade. Esta é uma negociação que deveria ser a dois e que pelos vistos não é. Mas continuamos a falar”, garante. Sobre a situação de dificuldades graves que os media atravessam, destaca o papel dos operadores na rentabilização dos conteúdos de media: “as comunicações em Portugal têm feito o melhor para colaborar com os media. Há poucos mercados na Europa que tenham esta penetração no pay tv. E isso permite uma receita acrescida para os media”. ALARGAR A COBERTURA COM FIBRA PARA QUASE TRÊS MILHÕES DE CASAS Depois do investimento a dois anos de 500 milhões de euros, anunciado em 2014, para a construção de uma rede de fibra, a Vodafone tornou público no final de novembro último um reforço de 125 milhões ao longo deste ano para ligar mais 500 mil casas. O operador tinha em janeiro perto de 2,3 milhões de casas cobertas com fibra e Mário Vaz antecipa que chegará aos 2,8 milhões. Esta é a “altura da Vodafone não desacelerar. De manter o nível de investimento”, garante. Na cobertura total inclui-se o acordo de partilha de 900 mil casas com a PT Portugal, onde o gestor admite ter havido “uma divergência de leitura” depois da concorrente ter sido adquirida pela Altice. “A leitura que fazemos, em resultado da única interpretação possível, é que futuros investimentos também deveriam ser partilhados. A PT tem uma leitura diferente, de que não há necessidade de partilha para novos investimentos”, explica, adiantando que no que respeita ao acordo sobre as 900 mil casas, “está a funcionar com toda a normalidade” e irá ”continuar seguramente”, uma vez que é de longa duração. E reitera a sua posição sobre a necessidade de partilha de investimentos nas infraestruturas entre os vários players e não a replicação dos Rogério Carapuça, Presidente da APDC, apresentou o orador convidado

5 Ana Torres Pereira e Luís Ferreira Lopes foram os moderadores do debate com o CEO da Vodafone Portugal investimentos, tendo em conta a dimensão do país e a possibilidade de se conseguir “chegar a mais casas e mais empresas com redes de fibra de última geração.” Olhando para o setor como um todo, Mário Vaz considera que a perda de receitas nos últimos cinco a seis anos, estimada em mais de 1,5 mil milhões de euros, é “um número impressionante”. No entanto, as perspetivas são agora mais animadoras. Depois da tendência de diminuição das perdas confirmar-se em 2015, antecipa-se que 2016 possa ser um ano já de perdas marginais, entre 1% a 0%, um comportamento que se deverá também verificar na generalidade dos mercados europeus. Para esta recuperação contribuirá certamente o aumento médio de 2,5% nos preços das telecomunicações implementado pelos operadores no início do ano. Apesar desta subida, o gestor destaca que a receita média mensal por cliente (ARPU), o indicador mais relevante para o cliente final, continua a decrescer, nomeadamente em resultado da “dinâmica competitiva, que faz com que haja muitas promoções ao longo do ano”. Mas mesmo que o valor real pago suba, “o que damos hoje ao cliente é muito mais do que se dava no passado”, exemplificando com o crescimento da utilização de minutos de voz e sobretudo dos dados, que está a explodir. “Em setembro, crescemos mais de 100% nos dados móveis e na área fixa o aumento é exponencial. Há muito mais dados e comunicações pelo mesmo preço. É um dos grandes desafios do setor, porque isso exige investimento para comportar este crescimento”, explica. O EMBATE DA CONVERGÊNCIA: GANHAR NO FIXO E PERDER NO MÓVEL Hoje, Mário Vaz considera que o setor tem “três operadores fortes e grandes” e que a Vodafone conseguiu responder ao desafio da convergência, ao avançar para o negócio fixo, onde é o player que mais cresce e onde fez investimentos significativos. “Queremos crescer e esse é um desafio que nos colocamos todos os dias na organização”, avança. E rejeita a ideia de ter beneficiado da instabilidade da concorrente PT, até porque “nas organizações, a estratégia de crescimento e os planos não podem ser desenhados na perspetiva de que algo está a correr mal aos concorrentes”.

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