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10 - 25º Business Congresso Trends das Comunicações

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25- 26 novembro 2015 | CCB

25º

25º CONGRESSO (Pisa). Um sistema onde reina a colaboração multiprofissional e o cruzamento de fronteiras. Onde não há sistema de rankings. Em vez de competição, tudo se baseia na colaboração. O Ensino tem que mudar. Só cerca de 20% do que aprendemos hoje ocorre no sistema formal de ensino e, portanto, nas escolas de todos os níveis. Debatemos o papel da tecnologia como sendo central na aprendizagem. O professor pode ser substituído pela tecnologia? Ou pelo contrário, é cada vez mais indispensável o elemento humano? Também aqui, como noutros setores, é o aluno que deve estar no centro do processo educativo. Como será inovar no ensino? Como se fará em Portugal? Precisa apenas de mais tecnologia ou de uma alteração radical dos processos de ensino? Qual o papel dos vários stakeholders? Portugal tem tecnologias para exportar, mas há que alterar o processo de ensino. E como é que isso se faz? É necessário mudar atitudes e definir uma estratégia nacional. No Congresso, discutimos também as tendências tecnológicas. Vimos como alguns clientes-tipo pensam a sua infraestrutura e para que servirá no futuro nas suas organizações. Mas quando virão as “WhatApp’s” portuguesas usar as infraestruturas modernas que temos? Como é que a tecnologia pode ajudar a pensar novos modelos de negócio? Como é que os ciclos de investimento em infraestruturas podem transformar-se em valor para os negócios? A infraestrutura não se muda se os negócios não forem buscar mais valor. O que os fornecedores têm de demonstrar é como é que o que se compra pode, num intervalo curto, ser traduzido em valor para os negócios. A tecnologia já faz tudo. Até parar remotamente um carro na autoestrada e até com uma jornalista dentro. Claro que parar um carro com uma jornalista dentro sempre foi possível, mas a novidade está no remotamente... Dos dados às aplicações, é uma viagem que passa pela alteração dos modelos de negócio. Por exem- plo, em vez de pagar um bilhete num espetáculo, pode-se pagar por gargalhada! Para conseguir isso, vão surgir também novas profissões. Os “data scientists”, por exemplo… Com a explosão do número de dispositivos, há um grande desafio para a indústria. Mais formação ao longo da vida. Como explorar todos os dados gerados é a outra fronteira. Onde estará a fronteira da ética na utilização dessa informação? Como adaptar a legislação? A área da saúde, por exemplo, tem essa preocupação em primeira linha. Mas note-se, 80% do tempo que os doentes gastavam num hospital era em tarefas administrativas. Com as TIC, isso está a mudar radicalmente. Sem prejudicar a privacidade dos doentes. E os conteúdos? Vimos uma startup que quer revolucionar um dos conteúdos mais interessantes: a localização. Segundo ela, o mundo está mal endereçado. Há 4 biliões de pessoas que não têm endereço. E dos outros 3 biliões, 25% estão mal endereçados... Em 80% das chamadas pergunta-se onde é que tu estás? Mas é possível endereçar melhor... E isso pode revolucionar muitas aplicações, desde as entregas dos correios às aplicações eletrónicas. E por falar em conteúdos, há que pensar como é que a publicidade e as marcas reagem à nova experiência de ver televisão. O consumo não linear começa a imperar em detrimento do linear. Os anunciantes continuam a querer audiências a um bom preço e os espectadores querem bons conteúdos. Em Portugal, 33% das pessoas têm mais de 54 anos. E é esta faixa que tem mais poder de compra... Por isso, a TV tradicional não tem os dias contados. Mas o time shifting é um fenómeno que veio para ficar. O que obriga a uma reação. Os sistemas de medição são desafiados mas em Portugal ainda não se medem audiências tendo em conta o modo não linear. O desafio para as marcas continua a ser a relevância, pelo que os anúncios agora são sobre as vidas, as emoções e não sobre as características dos produtos. O product placement e ou-

5 tros mecanismos entraram em força no mercado português, que é um mercado evoluído ao nível do que melhor se faz no mundo. Para olhar para o futuro, é preciso ver o que os jovens querem. Para eles, o conteúdo tem que poder ser consumido em qualquer ecrã… até no smartwatch… O consumidor de hoje só vê o que quer. E isso tem que ser levado em conta. A inovação vai ser feita em cocriação e vai continuar a surgir em Portugal. Temos razão para estar otimistas. Mas ao rever o Estado da Nação dos Media devemos questionar: será que é necessário um plano Marshall para os media em Portugal? Talvez não. Mas há que defender a liberdade de expressão e os consumidores, criar condições de concorrência, de neutralidade da rede, defendendo também os operadores. Hoje, há excesso de economia e falta de filosofia. Há que pensar a filosofia digital. Senão, teremos o raciocínio analógico da legislação a sobrepor-se à forma de viver digital. O mundo mudou, graças a uma nova relação que a comunicação veio permitir, desafiando os limites estabelecidos do espaço e do tempo. O jornalismo tem os seus princípios fortes, que há que defender, valorizando quem investe na produção de jornalismo profissional. Não há democracia que respire sem uma comunicação social livre e irreverente. Será que a “gamificação” da publicidade funciona? Uma coisa é certa: estão aí novos desafios. O futuro do free-to-air em Portugal está na capacidade de produzir conteúdos em português, que também serão consumidos noutros dispositivos e noutros locais. Não mais se compete dominando o espectro. Estamos a exportar conteúdos em português, que geram valor, que criam emprego, que ganham prémios internacionais. E também não há informação sem free-to-air. Há que encontrar um equilíbrio entre as plataformas pagas e o free-to-air, dado que em Portugal a penetração das primeiras é muito grande. Caso contrário, mata-se esta indústria nacional. Há que ter uma convivência razoável entre os dois tipos de players, pois precisamos uns dos outros. Porque não se fica sentado lá em casa a olhar para a fibra... Assim pensam os operadores de media. Realizámos mais um Congresso de um setor que orgulha Portugal e que se dispõe a continuar a inovar e a colocar o País no seu verdadeiro lugar, na Europa e no Mundo. Como nos orgulhamos da vossa presença, trabalhámos para a conquistar e para a transformar numa experiência fabulosa. Conseguimos? Valeu a pena? Claro que sim, porque a nossa alma não é pequena. Sabemos que a produção de informação se faz a um ritmo brutal. Que a nova geração gosta de partilhar ao segundo a informação que produz. Que as máquinas vão enviar informação ainda em maior volume para as redes. Já não se consegue viver sem wi-fi nem sem bateria. Novas features como o time shifting já não são dispensáveis. Os estudos mostram que 49% dos espectadores fazem fast forward à publicidade. Se Fernando Pessoa fosse vivo, diria certamente que Deus ao nosso setor grandes temas e desafios deu, mas na APDC é que espelhou o céu. Rogério Carapuça Presidente da APDC E que pressões tudo isto gera sobre os operadores free-to-air, a quem se deve a produção de conteúdos nacional e o investimento na língua portuguesa? Que soluções fora da caixa para estes problemas?

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